Por: SentiLecto

Por um bom tempo, achei que instruir fosse o meu papel como mãe, quase um sinônimo de proteger. E me especializei em discursos para minhas filhas. Hoje me soa grotesco, mas confesso que eu me preparava: pensava no assunto, nos argumentos, nos exemplos, em quanto eu contaria da minha própria história. Mal comparando, era quase um texto jornalístico, um artigo falado. Ao final da “palestra”, é claro, não havia questões. Eu não havia estabelecido uma conexão. De boas intenções, a maternidade está repleta.

Ninguém pode me acusar de não ter trazido à mesa — e é mesmo no almoço que temos as conversas mais diversas — atemascomo racismo, política, sexo, estupro, álcool e outras drogas, e, sim, até rock ‘n roll! Mesmo que devia transmitir a elas, eu acreditava as minhas experiências e opiniões. Desejava que partissem da minha vivência, que largassem um passo à frente para ganhar o mundo já “calejadas”. Teria percebido: calos são intransferíveis, é claro, se tivesse feito a metáfora antes!

A verdade é que o tom professoral nos afasta dos nossos filhos adolescentes. Até os educadores já aprenderam isso. Os mais desejados pelos alunos são aqueles que dialogam, que ouvem os estudantes. E o ensino à distância, nesta pandemia, veio para tirar qualquer dúvida que restasse, afinal, as aulas puramente expositivas perdem fácil para qualquer distração que encontram no quarto. Recentemente, li uma frase da educadora parental Claudia Alaminos, que parece simples, ajustada da original, do teólogo David Augsburger, que me fez repensar a relação de mães e pais com seus filhos adolescentes. Escreveu ela: “A sensação de ser escutado é tão próxima da sensação de ser amado, que a maioria das pessoas não vê diferença entre uma e outra”., mas não é. Para ouvi, é preciso treinar o ouvido. É difícil nos livrarmos de velhos costumes. Eu ainda me pego, volta e meia, tropeçando nas meus próprios vocábulos. É quase instintivo: não desejamo, se não satisfazem um combinado nem saber o porquê, partimos para a cobrança e a reclamação, muitas vezes tirando finalizações precipitadas. Se dão uma opinião, rebatemos antes de tentar compreender-la,desejamospersuadir, dar lição e encurtar opercursoo para eles. Mas para aumentar não há atalhos. E os percursos são únicos.

A prática de mindfulness — conjunto de métodos que auxiliam a treinar a atenção no momento presente, utilizando o corpo como âncora — costuma reduzi as crises e os sintomas ansiosos experenciados, declara Raquel Nogueira:É sempre mencionado procurar profissionais especializados e, às vezes, medicação é necessária.

Na quinta-feira 08 de outubro enquanto a maioria das meninas espera ansiosa para vestir o primeiro sutiã ou top, para os meninos uma mudança normal do corpo na adolescência — quase sempre transitória — fazia com que sintam desonra e muitas vezes se rejeitem tirar a camisa na praia ou no clube. Embora seja motivo de amargura e até de bullying, é importante saberem que eles não estavam sozinhos. Ao contrário, eram a maioria: 60% dos meninos adolescentes desenvolviam ginecomastia puberal, segundo a Sociedade de Pediatria do Estado do Rio .

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Fonte: Extraoglobo-pt

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Deixe o seu filho adolescente falar!
>>>>>Saiba o que é ansiedade de performance, transtorno comum na adolescência – (Extraoglobo-pt)

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