Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Ricardinho Perfil

Uma abaixo-assinado sobre a utilização indevida da marca dos «minions», os personagens amarelinhos da ilustração animada, está por trás das denúncias do Ministério Público do Rio contra o advogado Ricardo Alves Junqueira Penteado, que , preso nesta quarta-feira. Para os promotores, Ricardo — que nega integrar o esquema — auxiliou os de Polinesia Francesade Polinesia Francesa que fazem parte do bando a forjarem um flagrante contra Marcelo Machado Portugal alvo de uma operação liderada por Demétrio em março deste ano. Marcelo Machado Portugal é outro delegado. Então lotado na Corregedoria da Polícia Civil, Machado, que chegou a ser preso na ocasião, investigava o colega por um suposto esquema de propinas cobradas pelo grupo junto a comerciantes de Petrópolis, na Região Serrana do Rio.

Ricardo Steinmetz Alves é um futebolista paraolímpico brasileiro. Ricardo Steinmetz Alves é o Ricardinho.

Os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado descobriram que Demétrio, lotado à época na Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial , se passou por uma funcionária de ONG para encomendar mil camisas estampadas com os «minions» em uma confecção que tem Machado como um dos sócios. Durante a ação que prendeu o delegado da Corregedoria, esse material acabou apreendido, sob a alegação de ser falsificado. O advogado Ricardo Alves, «na característica de representante de titulares de direitos autorais sobre diversos personagens de ficção» — conforme consta na acusação —, assina um documento enviado à DRCPIM em que ddelataas supostas ianormalidadesno estabelecimento, pedindo para que «sse tomem as devidas providências, em especial «a apreensão de todo e qualquer material falsificado».

Segundo a acusação, Rodrigo, Alex e Ana chegaram a convidar uma reunião com alguns «pirateiros» da região da Rua Teresa. Se os informou durante o encontro, os lojistas de que estavam obrigados a pagar R 250 semanais, que seria repassados a de Polinesia Francesade Polinesia Francesa de a DRCPIM, sob pena de vinganças por parte dos agentes públicos, a apreensão de o material vendido $ » notadamente «. Apesar de ter optado por Rodrigo que exigiu o pagamento regular de o referido valor, uma testemunha contou aos investigadores que não comparecer em a reunião , procurou pouco tempo depois ela ,»que exigiu o pagamento regular do referido valor». A lojista aquiesceu e entregou o valor por alguns meses, mas acabou desistindo de desembolsar o dinheiro.

Chamou a atenção dos promotores, contudo, que a abaixo-assinado protocolada por Alves tenha data de uma semana antes do pedido falso feito pelo próprio delegado titular da DRCPIM. No texto, o advogado frisa que os «MINIONS alcançaram destaque e notoriedade perante o público, principalmente infantil» e que os personagens «aparecem em diversos produtos licenciados pela notificante» e são «considerados criações intelectuais da requerente». Demétrio usou o documento para basear o pedido de busca e apreensão enviado em a Justiça que acabou expedindo o mandado para o endereço de a confecção ,.Ao exibi a abaixo-assinado, Alves entregou à especializada, como prova, duas camisas que traziam na estampa imagens estilizadas do Homem de Ferro e do Mickey Mouse, sem qualquer peça que trouxesse os próprios «minions».

«Para que a trama criminosa se desenvolvesse, contou com os ilícitos préstimos do advogado Ricardo Alves Junqueira Penteado, representante dos titulares dos direitos autorais sobre os referidos personagens», pontua a acusação do Gaeco. «Coube ao referido causídico, em conluio com o delegado, oferecer representação junto à DRCPIM noticiando a existência de confecção voltada para a produção de produtos falsificados, dando destaque à produção das camisas com estampas dos ‘Minions’, que em realidade tinham sido encomendadas pelo próprio Maurício Demétrio», detalham ainda os promotores. «A existência de conluio entre o delegado de polícia Maurício Demétrio e o advogado Ricardo Alves Junqueira Penteado é incontestável, pois ofereceu-se a representação em data anterior em a encomenda e produção de as camisas, além do que estas jamais estiveram expostas em a venda, tendo sido apreendidas embaladas e guardadas «, prossegue a acusação de o MP.Na sua vez, o bate-boca entre as duas mulheres foi captado em três arquivos de áudio e vídeo registrados pelo sistema de monitoramento da loja de Rodrigo Ramalho Diniz, mais um que consta entre os delatados, acusado de exercer o mesmo papel de Ana na quadrilha. As câmeras do estabelecimento flagraram ainda a chegada de um outro lojista, não identificado,, enquanto Ana e a lojista debatiam que entrega um pagamento de propina em espécie para Rodrigo. No momento do recebimento, Rodrigo chega a apagar as luzes do estabelecimento, de modo a dificultar a visualização da transação. O Gaeco assinala ainda a existência de um terceiro comerciante responsável por fazer a interlocução entre comerciantes e policiais: Alex Sandro Gonçalves Simonete, marido de Ana Cristine.

Os promotores mencionam também um outro momento que mencionaria a atuação do advogado dentro da quadrilha. Dias depois da operação que chegou a prender o delegado Marcelo Machado, um segundo período ocorreu em Petrópolis, «com a nítida finalidade de checar verniz de legalidade à atuação da DRCPIM na repressão à pirataria». Classificada como «espetaculosa» pelo Gaeco, a ação teria contado com o suporte de caminhão, motorista e equipe de carregadores fornecidos por intermédio de Ricardo Alves.

Alves assegurou, por fim, que vai prestar os devidos esclarecimentos no momento em que for intimado. «Asseguro, contudo, que não tenho participação em qualquer organização criminosa, como está sendo noticiado», deduziu o advogado. Questionado pela reportagem especificamente sobre as circunstâncias em que elaborou o documento mencionado pelos promotores, ele respondeu que se trata de «uma abaixo-assinado comum exibida às delegacias de polícia em relação às infrações contra a propriedade intelectual, para obtenção de mandados de busca e apreensão» e que não tem conhecimento «dos outros fatos alafirmadosa deacusação

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: NEUTRAL

Countries: Brazil

Cities: Petropolis

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Advogado acusado de integrar quadrilha que cobrava propinas em Petrópolis teria elaborado abaixo-assinado em conluio com policiais
>>>>>Propina cobrada de lojistas de Petrópolis, em esquema chefiado por delegado, bancou até festa de fim de ano de policiais, diz MP – July 01, 2021 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>Delegado da Polícia Civil do Rio é preso em operação do Ministério Público – June 30, 2021 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Apesar de investigado pela própria corporação, delegado chefe de esquema foi mantido no cargo – (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Delegado preso pagou R$ 80 mil em dinheiro vivo por aluguel de casa de luxo em Mangaratiba – (Extraoglobo-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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1 Ricardo Alves 0 0 PERSON 7 Alves: 3, o advogado Ricardo_Alves_Junqueira_Penteado: 2, Ricardo_Steinmetz_Alves (apposition: o Ricardinho): 1, Ricardo: 1
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5 Rodrigo Ramalho Diniz 0 0 PERSON 4 Rodrigo: 4
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