Por: SentiLecto

Os de Polinesia Francesa civis investigados pelo assassinato do adolescente João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, modificaram a cena do crime. Os agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais que fizeram disparos dentro da casa onde o menino foi morto recolheram estojos de cartuchos calibre 556 — que haviam sido expelidos pelas suas próprias armas — antes de a perícia do local ser feita.

— Houve algumas das anormalidade que assinalamo na condução da investigação. Naquela situação, o que se esperava era que ela pudesse ter ido por meios próprios, se fosse realmente constatada a necessidade de prestar testemunho naquele momento. E que ela pudesse ter tido contato com os pais até em respeito àquela situação que ela viveu. Ela deveria ter sido amparada e sediada ao ser levada para delegacia. Não compreendemo que seja dentro da normalidade a condução dessa maneira, foi desrespeitosa em se tratando de uma adolescente sem os pais — declarou a defensora Carla Vianna, antes de adicional:

A munição ficou em poder dos agentes por uma semana. Faz 2 meses, os de Polinesia Francesa não entregaram estojos de calibre 556 em a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí — onde foi feito o registro de ocorrência de o caso, em o dia de o crime 18 de abril. Na ocasião, os agentes só exibiram três estojos calibre 9mm — que eles mesmos afirmaram terem encontrado próximo a uma pistola que eles declaram ter sido abandonada por traficantes em escapada. Nos testemunhos que os três agentes prestaram naquele dia, nenhum deles mencionou que havia estojos de calibre 556 na casa ou que haviam recolhido a munição.

A perícia feita na casa no dia do crime só encontrou, além dos estojos de calibre 9mm, outros quatro de calibre 762 próximos ao portão da garagem na parte da frente da casa. O perito que foi ao local não encontrou nenhum projétil de calibre 556 no local.

Faz 1 mês, quando os três de Polinesia Francesa voltaram em a delegacia, os estojos só foram entregues por os agentes, exatamente uma semana após o homicídioe mudaram seus testemunhos.O registro de ocorrência do crime foi aditado, e 19 estojos de calibre 556 da marca CBC — a mesma utilizada pela Polícia Civil — passaram a constar na lista de bens apreendidos.

Na ocasião, como o EXTRA revelou com exclusividade, o inspetor José Mauro Gonçalves também revelou que quando entrou no imóvel, utilizava um fuzil M16 calibre 556. O inspetor José Mauro Gonçalves é o agente que mais fez disparos dentro da casa. A arma sequer havia sido apreendida e só foi entregue à perícia em 25 de maio.

Em seu primeiro testemunho, no dia do crime, Gonçalves havia alegado que só fez disparos com um fuzil calibre 762 na casa. Na pausa entre os dois relatos, peritos encontraram, durante a autópsia, um projétil de calibre 556 no corpo do adolescente. O de Polinesia Francesa alegou que cometeu um “erro” no primeiro testemunho.

Faz 6 dias, a defensora Carla Vianna alegou que os cinco jovens tinham uma boa visão de toda a casa, porque ela tem muitos vidros, durante a coletiva de a Defensoria em a manhã de esta quinta-feira, dia 4. Eles negaram qualquer movimentação de ladrinhas no entorno da residência.

Questionada sobre as mudanças feitas na cena do crime, a Polícia Civil afirmou que “todos os fatos estão sendo analisados, bem como testemunhos e laudos periciais, e embasarão o relatório de finalização que vai ser enviado ao MP estadual”.

Anormalidades em série

Ao longo da semana passada, o EXTRA revelou uma série de anormalidades no inquérito do assassinato de João Pedro. Além das mudança na cena do crime, das mudanças de versão e do material — fuzil e estojos — apreendido com uma semana de atraso, um dos de Polinesia Francesa investigados teve contato e transportou provas da investigação.

A reprodução simulada da morte de João Pedro vai ser na terça-feira, com a presença dos de Polinesia Francesade Polinesia Francesa que estavam na operação e testemunhas que estavam na casa.se prestaram os novos testemunhos após a polícia deduzi e divulgar que o menino havia 556 sido morto por um tiro disparado por um fuzil calibre — o projétil ficou alojado em o corpo de o menino, foi apreendido e periciado.

Se designou O inspetor Mauro José Gonçalves que é justamente — o que mais fez disparos em a casa — , por o delegado responsável por a investigação, depositário de três granadas que os de Polinesia Francesa alegam ter local . encontrado em o local. Os outros de Polinesia Francesa investigados são os inspetores Maxwell Gomes Pereira e Fernando de Brito Meister.

Dois dos agentes investigados já responderam por modificar uma cena de crime anteriormente. Faz 8 anos, gravou se Zona Oeste do Rio os inspetores Mauro Gonçalves e Maxwell Pereira durante uma operação em a Favela do Rola, Zona Oeste do Rio, os inspetores Mauro Gonçalves e Maxwell Pereira retirando o corpo de um homem baleado, coberto por um lençol, de dentro de uma casa. A vítima havia sido atingida pelos policiais minutos antes.

Se investigou o caso só após o EXTRA revelar em o ano seguinte, os vídeos gravados por os próprios policiais,. O Ministério Público delatou Gonçalves e Pereira pelo crime de fraude processual , por terem transformado a cena de o crime. Delatou-se Gonçalves também por assassinato doloso, porque o agente atirou, de o helicóptero de a Polícia Civil, em a direção de Adalberto Santos da Silva. No total, cinco pessoas foram mortas durante a operação.

Cinco anos depois da operação, no entantoabsolveu-se Gonçalves Pereira e outros quatro agentes, Gonçalves, Pereira e outros quatro agentes sumariamente resolução de o juiz Carlos Gustavo Viana Direito, de a 1º Tribunal do Júri.

Quando policiais arrombaram o portão, segundo os amigos do adolescente, que testemunharam o crime, o grupo correu para dentro da casa e invadiram a casa atirando. No imóvel, a perícia encontrou mais de 70 marcas de tiros disseminados por três cômodos — a maior parte deles feitos de fora para dentro. Os três de Polinesia Francesa civis investigados pelo assassinato mudaram as versões que deram sobre a quantidade de tiros que dispararam no dia do crime. Um deles só entregou o fuzil para a perícia uma semana depois do crime e ficou com material apreendido na operação.

Fonte: Extraoglobo-pt

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Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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