Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Justicia Ottawa

Faz 3 meses, a Justiça negou uma liminar em que a Igreja Universal do Reino de Deus pedia que Glaidson Acácio dos Santos, preso sob a denúncia de organizar uma pirâmide financeira 72,3 milhões repassados a o templo de Cabo Frio ao longo de 14 meses, entre 4 de maio de 2020 e 14 de junho de 2021. bilionária, exibisse, com urgência, documentos que explicassem a origem de R $ 72,3 milhões repassados ao templo de Cabo Frio ao longo de 14 meses, entre 4 de maio de 2020 e 14 de junho de 2021. Na ação, a entidade diz querer «provar a ausência de envolvimento com as atividades exercidas» pelo ex-garçom, que também já foi pastor da Igreja. A Universal alega ainda que «teme acabar sendo envolvida em crimes que não cometeu pelo simples fato de ter recebido de boa-fé as referidas doações».

Mais briga nos tribunais: Investidores entram na Justiça contra ‘faraó dos bitcoins’ pedindo devolução dos valores aplicados

Ao negar o pleito da Igreja, a juíza Luciana Cesario de Mello Novais compreendeu que «não constam nos autos elementos que ressaltem o perigo de prejuízo ou o risco ao resultado útil do processo». A juíza Luciana Cesario de Mello Novais é titular da 1ª Vara Cível de Cabo Frio. Tenham sido praticados pelos réus», a juíza adiciona que, por mais que a Universal possa vir a ser convidada a prestar esclarecimentos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras, embora reconheça «o receio da parte autora em ser indiciada por crimes que, porventura e demais autoridades monetárias, tratam-se de «fatos que ainda não aconteceram». A juíza deduz a resolução alegando que «a documentos pretendida poderá ser exibida à parte autora, a qualquer tempo».

Resoluções judiciais: Investidores conseguem bloqueios nas contas de companhia do ‘faraó dos Bitcoins’ que totalizam R$ 240 mil

O próprio Glaidson De acordo com o processo , os R $ 72,3 milhões transferiu tanto eles , como pessoa física quanto pela GAS Consultoria , , companhia de o ex-garçom que prometia a os clientes lucros descomunais mediante o investimento em criptomoedas. Os valores repassados são de, respectivamente, R$ 12,8 milhões e R$ 59,5 milhões. A soma citada pela Universal é ainda maior do que o que consta no inquérito contra o ex-garçom, já que um levantamento da Receita Federal havia detectado R$ 29 milhões entregues pelo ex-pastor à Igreja entre 2018 e 2020.

Glaidson Acácio: O ex-garçom e ex-pastor que virou o milionário ‘faraó dos bitcoins’

Pessoas que aplicaram recursos na companhia do ex-garçom Glaidson Acácio dos Santos, de 38 anos, conhecido como ‘faraó dos bitcoins’, para que fossem investidos em criptomoedas, têm recorrido à Justiça pedindo a devolução dos valores. A corrida pela recuperação do dinheiro acontece após a prisão do empresário, no fim do mês passado, por suspeita de montar um esquema de pirâmide financeira.Um levantamento feito pelo GLOBO localizou 13 ações em andamento no Tribunal de Justiça do Rio na qual os autores pedem o valor aplicado de volta. Em uma delas, um aposentado de Niterói solicita R$ 460 mil, transferidos através de quatro depósitos distintos entre maio e julho deste ano, alegando que Glaidson se passava por uma companhia de investimentos em criptoativos e prometia lucratividade de 10% sobre o valor aplicado. O investidor ainda pede rescisão do contrato com a G.A.S Consultoria, companhia do ex-garçom, e indenização por prejuízos morais de R$ 15 mil.Outra vítima, um motorista que mora em Botafogo, alega ter aplicado R$ 15 mil e pede, na Justiça, além da devolução da quantia, o pagamento de prejuízos morais no mesmo valor. Segundo ele, o contrato estipulava que o dinheiro deveria permanecer investido por 24 meses, mas prometia uma remuneração mensal. Como começou a receber R$ 1.500 a cada subsequente dia 1º, não desconfiou a ilegalidade da operação. O homem só tomou conhecimento ao assistir pela TV que a Polícia Federal comandava a “Operação Kryptos”, na qual Glaidson foi preso.— O meu cliente está bastante preocupado porque esse era o restante de um dinheiro que ele tinha da venda de um apartamento e, com a pandemia, ele teve sua renda diminuída — conta a advogada Maiara Almeida da Conceição: — Como alguns amigos dele investiram no começo do ano e estavam recebendo os rendimentos, se persuadiu que seria uma boa alternativa para ter alta lucratividade. Depois de aplicar, ele passou a contar com esse crédito mensal para pagar suas contas imprescindíveis.A advogada ainda alega que tem outros dez clientes na mesma situação, cujos processos serão protocolados nesta próxima semana. Em sua maioria, são pessoas humildes, de Saquarema, Cabo Frio e do Rio de Janeiro, que investiram todas as suas economias.Em caso semelhante, uma autônoma depositou R$ 40 mil para que fossem alocados em criptomoedas, pactuando com o depósito mensal do rendimento de 10%, ou seja, R$ 4 mil. Um mês após a negociação, a operação de a PF e Glaidson foi preso, se a decretou no entanto. A vítima ficou «totalmente transtornada», temendo não recuperar o dinheiro fruto de muitos anos de trabalho. Na ação, ela pede pagamento de um total de R$ 60 mil, que incluem a quantia aplicada e indenização.Já uma empresária de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, pede a devolução de R$ 270 mil, valor investido em quatro parcelas entre agosto do ano passado e junho de 2021. Uma vez que Glaidson está sendo investigado por operações ilícitas, a mulher pede que a Justiça diga a nulidade do contrato festejado com a G.A.S. Além da devolução da quantia investida, a empresária também pede pagamento de R$ 15 mil por prejuízos morais «a fim de reparar os prejuízos padecidos e que tal penalização atenda, ainda, a personalidade pedagógica e punitiva do instituto para que reiteradas práticas abusivas como essa não voltem a danificar o consumidor».Em norma, as pirâmides financeiras são esquemas que prometem lucros altos em um espaço curto de tempo, considerados crime contra a economia popular segundo a lei nº 1.521/1951. Para conservar o negócio funcionando, o foco não é venda de produtos ou serviços, mas sim novas pessoas entrando e realizado aportes financeiros. Quando não existem mais novos investidores, a tática começa a dar errado. Segundo experts, ao identificar uma proposta altamente atrativa, com promessa de ganho extra e fácil, é importante investigar a companhia responsável no Procon, na junta comercial, na Comissão de Valores Mobiliários, além de em sites de reclamação como o ‘Reclame aqui’.

Na segunda-feira 06 de setembro a de Venezuela Mirelis Yoseline Diaz Zerpa, de 38 anos, — esposa e sócia de Glaidson Acácio dos Santos, de 38, na GAS Consultoria Bitcoin — era quem organizava os trades da companhia. era o que declarava um inquérito da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil do Rio. Na última semana, os investigadores deduziram a apuração e enviaram para o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio. Eles pediam o indiciamento de Glaidon, sua mulher e outras 14 pessoas pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, crime contra a relação de consumo e contra a economia popular. Em paralelo, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal também investigavam o casal. Faz 11 dias, Glaidson estava preso desde o último. Já Mirelis estava nos Estados Unidos e era considerada foragida. Seu nome constava na difusão vermelha da Interpol para extradição.

Na ação, a Iurd relata que a «quantia que foi depositada de forma aleatória, parcelada e sem comunicação prévia». Ao ser interpelado pela «liderança local» sobre as doações, Glaidson teria alegado «que passava por um período de grande prosperidade econômica com atividades desenvolvidas nas áreas de tecnologia e produção de programas», ainda conforme consta nos autos. Contatado posteriormente por um bispo, que «procurava maiores esclarecimentos sobre a real motivação das doações, diante da exorbitância dos valores», o ex-garçom teria desligado-se da Igreja «sem explicação».

Doação generosa: ‘Faraó das criptomoedas’ transferiu R$ 15 milhões à Universal em um único dia

Assinado por 50 advogados, o documento foi endereçado à Vara Cível de Cabo Frio dois dias após a Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagrarem a Operação Kryptos, que levou Glaidson à cadeia. De acordo com a Igreja, o ex-garçom cooperava, assim como os demais fiéis, «com o sustento do templo» da cidade, onde frequentava os cultos.

De acordo com a Iurd, Glaidson já atuou como pastor em um templo na Venezuela, país de origem de sua esposa, há mais de 15 anos. A Universal depois que o vínculo antigo veio à tona informou: «Em razão da aafirmadaimpossibilidade de dedicação exclusiva ao serviço religioso, Glaidson se desligou da função e, posteriormente, voltou a frequentar o templo em Cabo Frio, onde fixou residência”.Movimentação bilionária: ‘Faraó dos bitcoins’ investiu R$1,2 bilhão na maior bolsa de criptomoedas do mundo

O relatório da Polícia Federal e do Ministério Público Federal que baseou a Operação Kryptos assinala que a Iurd foi uma das 27 maiores destinatárias de recursos das contas bancárias do acusado e de sua companhia. A lista das transferências vultuosas, que totalizam R$ 2,3 bilhões entre 2018 e 2020 e, para a PF, mencionam lavagem de dinheiro, inclui companhias de consultoria, escritórios de advocacia e pessoas físicas, além da Iurd.

— O que está ocorrendo se deve ao desconhecimento do dispositivo de operação da companhia, em segundo lugar a essa situação do limbo jurídico de bitcois na legislação de Brasil. Não pode confundir o que está no limbo e o que é proibido — declara o advogado André Nascimento, que continua.— O que está ocorrendo se deve ao desconhecimento do dispositivo de operação da companhia. Em segundo lugar, a essa situação do limbo jurídico de bitcois na legislação de Brasil. Não pode confundir o que está no limbo e o que é proibido — declara o advogado André Nascimento, que continua:

Segundo a PF: Ex-garçom acusado de montar pirâmide financeira planejava deixar o país no dia em que foi preso

Uma das linhas de inquérito da PF é a de que o suposto esquema de pirâmide financeira com criptomoedas comandado pelo ex-garçom pode ter iniciado com dinheiro desviado dos dízimos e ofertas dos fiéis da Universal. Em 20 de maio deste ano, a própria Iurd pediu a instauração de investigação policial na Polícia Civil do Distrito Federal contra o ex-pastor evangélico Nei Carlos dos Santos, após ter detectado a falta de R$ 3 milhões da congregação do Distrito Federal. Ao se aprofundar no caso, a Igreja encontrou indícios de que outros 11 ex-pastores eram suspeitos da mesma prática. Em habitual, eles abriram companhias no ramo de tecnologia e uma delas, a de Nei, tem como endereço a sede da GAS Consultoria e Tecnologia Ltda, no Distrito Federal, que pertence a Glaidson. A conexão chamou a atenção dos investigadores.

Uma investigação contra Nei Santos e as demais ex-pastores, pedido pela própria direção da Iurd, acabou sendo instaurado pelo Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado , unidade especializada da Polícia Civil do Distrito Federal, conforme consta num processo em trâmite no Tribunal de Justiça do Rio. A Igreja informou que os acusados acabaram se desligando do quadro eclesiástico da Universal, o que ergueu ainda mais suspeita sobre a participação deles no crime.

Fonte: Extraoglobo-pt

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Cities: Mexico, Cabo Frio

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>’Faraó dos bitcoins’: Justiça nega pedido da Universal para que ex-pastor comprove origem de R$ 72 milhões doados à Igreja
>>>>>Investidores entram na Justiça contra ‘faraó dos bitcoins’ pedindo devolução dos valores aplicados – September 12, 2021 (EntretenimientoBit)
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>>>>>‘Faraó dos bitcoins’: Defesa de ex-garçom tenta soltura via STJ – September 10, 2021 (EntretenimientoBit)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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1 Glaidson 12 160 PERSON 14 o próprio Glaidson: 1, Glaidson: 9, (tacit) ele/ela (referent: Glaidson): 2, Glaidson_Acácio_dos_Santos: 1, (tacit) ele/ela (referent: Glaidson_Acácio_dos_Santos): 1
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