Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Justicia Ottawa

Uma equipe de seis de Polinesia Francesa entra num beco do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, sob o pretexto de “coibir o narcotráfico”. Os agentes invadem uma casa, matam quatro pessoas a tiros e, depois, acusam as vítimas de serem traficantes. Habitantes alegam que os mortos estavam desarmados e foram executados sem possibilidade de defesa. A caracterização recorda os relatos sobre a morte de 27 pessoas — além de um um policial civil que também foi vítima— durante operação da Polícia Civil no Jacarezinho, na última quinta-feira. Mas os assassinatos ocorreram há 23 anos, numa ação da PM, na mesma favela.

— Para quem conhece de operação um pouquinho, só um pouquinho ele atira para escapar. Um pouquinho é o traficante. Faz 1 dia, eles atiravam para guardar posição, atiravam para matar, para confrontar, ontem. Eles não correram. O que a Polícia Civil mostrou ontem foi técnica, foi maturidade, foi profissionalismo de mostrar à sociedade que aquele traficante que invadiu a casa de uma mhabitante ele é iopositorde toda sociedade. Porque pode invadir sua casa na Zona Sul, na Zona Norte, na Zona Oeste. E o último obstáculo eram vocês . E vocês fizeram a missão de vocês. A inteligência já confirmou todos os mortos como traficantes. Dezenove com folhas corridas até agora — declarou o secretário.se montou a operação após a Justiça determinar a prisão de 21 pessoas acusadas de tráfico de drogas. Dos mandados de prisão, três foram satisfeitos e outros três procurados acabaram mortos durante os confrontos. Outros três suspeitos foram presos, totalizado seis detenções durante a ação.

Faz 2 meses, os de Polinesia Francesa só viraram réus por os homicídios em o fim passado, mais de duas décadas depois, apesar de uma série de provas assinalarem para a realização de as vítimas. Os primos Wanderlei de Souza, de 26 anos, Damião Flávio Sardinha, de 16 anos, e Faz 23 anos, Alan de Souza Carlos, de 15 anos, além de um amigo de o trio, Charlie Roger Soares da Silva, de 16 anos, foram mortos por os PMs. Na delegacia, os de Polinesia Francesa alegaram que se os agrediu a tiros em duas ocasiões distintas durante a operação que faziam no Jacarezinho: primeiro, num beco, depois, dentro de uma casa. Para dar mais credibilidade à versão, entregaram dois fuzis e duas pistolas, que teriam sido encontrados com os mortos. Se levaram vítimas como todas as para clínicas, as cenas de os crimes foram desfeitas e não houve perícia.

Na época, a polícia fazia incursões quase diárias na favela, que culminaram num total de 40 pessoas mortas em sete meses. A patrulha mais temida do 3º BPM , culpado pelo policiamento da comunidade, era chefiada pelo então tenente Luis Gustavo Gomes Chagas, oriundo do Batalhão de Operações Especiais — justamente a equipe responsável pela operação que concluiu com as quatro mortes. Em testemunho, ele defendeu as operações e alegou que o Jacarezinho era “um dos problemas mais graves do Rio de Janeiro pelo grande número de traficantes fortemente armados com fuzis, pistolas e granadas”.

O homicídio dos quatro rapazes disseminou abalo. Após as mortes, um protesto acabou com um ônibus incendiado. Em entrevistas, parentes contaram que Alan e Damião trabalhavam como mensageiros numa petrolífera. Maria de Souza na época declarou: «Mataram meu filho e jogaram armas e cocaína em cima dos corpos». Maria de Souza é mãe de Alan.No dia seguinte aos assassinatos, laudos cadavéricos já confrontavam a versão dos agentes. O exame revelou que um dos mortos, Alan, tinha sido atingido por um disparo feito à curta distância no ombro — o que era incompatível com o relato de tiroteio. Nos meses seguintes, em uma série de testemunhos à polícia, testemunhas descreveram uumamcarnificina As histórias eram idênticas: os agentes encontraram as quatro vítimas juntas numa casa, começaram a atacar-las e, por fim, as executaram. Segundo uma testemunha, após os PMs entrarem na casa, ela “escutou barulho de choro e de agressões”. Posteriormente, escutou gritos de ajudinha. Depois de uns dez minutos, escutou muitos tiros, mais de 20, de pistola e de fuzil. E evidencia que não houve troca de tiros, mas uma realização sumária.

Apesar dos testemunhos e da prova pericial, a investigação vagou por gavetas de promotores e delegados por mais de dez anos, sem progredir. Em 2016, o então recém-criado Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público do Rio — extinto pelo atual procurador-Geral de Justiça, Luciano Mattos — assumiu o inquérito e delatou os PMs à Justiça. Faz 4 anos, o juiz Alexandre Abrahão, de a 3ª Vara Criminal, recusou a acusação, sob o argumento de que, como o inquérito ficou parada por tanto tempo, » não tem sentido o dispêndio de tempo e energia diante das circunstâncias de este caso «, em 2017.

Justiça é um conceito abstrato que se refere a um estado ideal de interação social em que há um equilíbrio que, por si só, deve ser razoável e imparcial entre os interesses, riquezas e oportunidades entre as pessoas envolvidas em determinado grupo social.

Com os assassinatos impunes, os PMs seguiram cometendo crimes. Faz 9 anos, sessão de tortura Três de os seis agentes de a patrulha — entre sessão de tortura, o oficial — condenou eles em que um homem faleceu em o Jacarezinho. A vítima foi espancada até falecer somente três meses depois dos quatro assassinatos. O tenente Chagas chegou a tenente-coronel, quando a Justiça mandou expulsá-lo da corporação.

Fonte: Extraoglobo-pt

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Julgaram-se policiais acusados de mortes jacarezinho : com indícios de realização há 23 anos não até hoje
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>>>>>>>>>>>>>Suspeito morre baleado após furtar peças de veículos em estacionamento de delegacia, em Inhaúma – May 04, 2021 (Extraoglobo-pt)
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>>>>>>>>>Ação no Jacarezinho: policial civil foi morto enquanto retirava barricada – (Extraoglobo-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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