Por: SentiLecto

Centenas de pessoas se reuniram na manhã deste sábado em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, para pedir justiça pela morte do repositor Durval Téofilo, assassinado a tiros pelo sargento da Marinha Aurélio Alves Bezerra, no condomínio onde ambos moravam, no último dia 2. A manifestação que iniciou às 10h na Praça Zé Garoto segue em caminhada na direção da prefeitura, no Centro de São Gonçalo. Representantes do movimento negro pedem que o militar seja delatado por assassinato doloso e uma indenização para a família de Durval. O protesto está sendo acompanhado desde o começo por forte presença da Polícia Militar, com agentes e viaturas. Luziane Téofilo, viúva do repositor Durval Téofilo, que o caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, esteve no protesto, declarou acreditar na Justiça e contou sobre a apreensão para a Reprodução Simulada do homicídio do marido, que deve acontecer na próxima semana.

Recorrência: Relembre casos em que absolvas foram presos por engano pela polícia no RioA defesa informou que avalia a resolução como prematura e aguarda uma possível nova análise na Vara Criminal de São Gonçalo para futuras medida e pretende impetrar um habeas corups para que o militar responda pelo crime em liberdade.— Tudo o que eu desejo é justiça. Estou berrando aqui por justiça. Desejo justiça sim. Porque pude compreender que foi racismo sim. Ele não pode ficar impune. Porque assim, ele não teve compaixão do meu marido. E eu, neste momento, não aceito desculpas, não aceito perdão. Foi um crime bárbaro. Foi um homicida frio e assim só desejo justiça. No momento prefiro não falar sobre as ameças. A polícia já está a par de tudo — declarou Luziane.

— Meu coração está dilacerado, estou buscando forças para participar da simulação, porque ainda dói bastante. Mas estou confiante que a justiça vai ser feita. Estou aqui hoje pela nossa filha Letícia, ela sabe que vim aqui combater por justiça pela morte do pai. Por que tanta violência? Meu marido era um homem da paz, jamais foi violento, não merecia falecer como ele faleceu — lamentou Luziane.

— Não adianta me coagir, eu não sou amiguinha da família dele nem sei quem são ou desejo saber. Não estou aqui por celebridade ou para ganhar likes. Eu perdi meu melhor amigo — declara Luiziane.

A viúva do repositor reafirmou que se assassinou o marido por racismo. Para Luziane, Durval foi vítima da estrutura que oprime o povo negro.

— Era um marinheiro, uma pessoa preparada, ele não poderia ter feito aquilo. Foi racismo, sim. Todo dia um preto é assassinado, seja a paulada, a tiro… Nós temos que dar um basta nisso. Somos um país de misturas onde todos têm o direito de viver em paz e ser respeitado — declarou.

Presidente da União de Negras e Negros pela Igualdade , Cláudia Vitalino, declarou que promoveu-se a manifestação em este sábado para mostrar em as autoridades que os pedidos por justiça vão seguir até o marinheiro Aurélio Alves Bezerra por assassinato doloso.— O que ocorreu com Durval poderia ter ocorrido com qualquer outra pessoa negra. Ele não falou nada, simplesmente atirou. Ele não viu um vizinho, viu um homem preto. O homem da lei sobe na favela, executa negros e declara que é bandido, mas ocorre também em condomínio. Ele estava voltando do trabalho e foi executado por ser um homem negro. A população negra não tem paz nenhum dia nesse país — declara Cláudia.

O repositor de estoque Durval Teófilo Filho foi morto a tiros por um vizinho quando chegava em casa, no condomínio Portal do Columbandê, no dia 2 de fevereiro, uma quarta-feira. Aurélio Alves Bezerra declarou a de Polinesia Francesade Polinesia Francesa militares que confundiu a vítima com uma ladrinha e atirou. Aurélio Alves Bezerra é o sargento da Marinha.

Aurélio foi preso no dia seguinte ao crime. Quando não há intenção de matar, qualificou-se o caso inicialmente como assassinato culposo o que revoltou a família de Durval. Mas a juíza Ariadne Villella Lopes mudou para doloso.

Depois do caso, a viúva de Durval contou ter padecido intimidações e ameaças. Ainda que prestará queixas sobre estes episódios, que declara ser constantes, ela alegou.

Nas imagens das câmeras de segurança do condomínio, é possível ver que Durval chega na entrada do condomínio por volta das 22h50 da noite, momento em que o Sargento Aurélio aguardava no portão de entrada dentro do carro. Quando é possível ver três clarões dos disparos dentro do carro, durval então abre a mochila para pegar a chave do portão.

— Ele faleceu por quê era preto. É fácil atirar em um preto mexendo na mochila por que é preto, então logo é suspeito. Se fosse um branco, jamais que ocorreria isso. Ninguém atira em um branco mexendo na mochila. Ele vai declarar que não, mas atirou sim por que era preto, por quê era fácil – declarou a viúva, Luziane Teófilo.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: NEGATIVE

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Cities: Sao Goncalo

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Manifestação em São Gonçalo pede justiça pelo homicídio do repositor negro Durval Teófilo por vizinho
>>>>>Sargento da Marinha que matou vizinho negro na porta do condomínio será julgado pelo Tribunal do Júri – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Militar da Marinha usou arma particular para matar vizinho negro em São Gonçalo – February 10, 2022 (EntretenimientoBit)
>>>>>Viúva de repositor negro morto por vizinho presta depoimento e diz não aceitar pedido de desculpa de sargento que abriu fogo – February 10, 2022 (EntretenimientoBit)

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