Por: SentiLecto

A menina de 9 anos, nascida e instituída no Jacarezinho, ontem não dormiu em casa, num sobrado no segundo andar. Teve que dormir na vizinha. A mantinha rosa com estampa infantil estava encharcado de sangue. Entre a cama e a parede, cravejada de tiros, havia uma enorme poça de sangue. No chão havia um enfeite de coração ensanguentado. Segundo testemunhas, foi no quarto dela que a polícia , em a tentativa de esconder de a operação , matou um homem. Traumatizada, a criança não deseja mais dormir no local.

Ao RJTV, o pai da menina declarou que o rapaz entrou no quarto baleado:

— Ele entrou na casa baleado, se escondendo. Entrou no quarto da minha filha, deitou na cama dela e se cobriu. Entrou um de Polinesia Francesa, todo de preto, sem o nome, e foi falando: ‘Cadê, cadê a pistola’. Minha filha na frente, ele efetuou os disparos, quando cheguei na sala, de costas, com a. Acho que foram três disparos. Eu protegi ela com o meu corpo — contou o pai da menina.

O procurador da Comissão de Direitos Humanos e Assistência Judiciária da OABRJ, Rodrigo Mondego, esteve no local para conversar com a família.

— Tudo ocorreu no segundo andar de um barraco de favela. Pobre, mas bem ajeitado. O sangue e as vísceras destoavam da limpeza do lugar — detalha ele. — Articularemos junto à Defensoria Pública uumrconsertocivil da família. Aquela criança jamais mais vai ser a mesma — completou o advogado.

A defensora pública do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos Maria Julia Miranda não consegue tirar a cena do quarto da criança da memória:

— Estivemos em um cômodo cheio de sangue e com partes de corpos. Parecia ser massa encefálica. Difícil de declarar. Uma senhora que conversou com a gente estava impactada com aquilo tudo. Na segunda casa que visitamos, havia uma criança de oito anos. Se executou um rapaz em o quarto de ela. A família viu essa realização. A cama da criança estava encharcada numa poça de sangue, inclusive a coberta que ela se cobria. Essa menina está totalmente traumatizada. Nestes dois casos, possivelmente, aconteceu realização — declarou ela — Ainda não consegui esquecer as cenas — deduziu.

A operação realizada pela Polícia Civil nesta quinta-feira, dia 6, na Favela do Jacarezinho é alvo de um inquérito independente do Ministério Público e de críticas de entidades pelo alto número de mortos. A operação concluiu com 28 mortos — sendo um policia militar, mais fatal da História do Rio de Janeiro. Delegados que participaram e coordenaram a operação declararam, em entrevista coletiva, que a ação foi planejada de acordo com os protocolos definidos pelo Superior Tribunal Federal, mas que não comemoram o resultado devido o grande número de mortes.

O inquérito começou a partir de notícias recebidas pela unidade de Polinesia Francesa que levou à identificação — após a quebra dos dados telemáticos autorizados pela Justiça — de 21 integrantes do grupo criminoso. Todos eles, de acordo com a polícia, culpados por garantir o domínio territorial da região com a utilização de armas.

A operação da Polícia Civil no Jacarezinho teve como alvo uma organização criminosa que atua na comunidade e que seria responsável por homicídios, roubos, sequestros de trens da SuperVia e o aliciamento de crianças para atuarem no tráfico local. Chamou-se a ação de Exceptis e a Delegacia de Proteção organiza ela em a Criança e a o Adolescente.

Ainda que há obstáculo de comportar-se no Jacarezinho por causa das barricadas instaladas por traficantes e das táticas de guerrilha utilizadas pela quadrilha, a polícia realçou.Os de Polinesia Francesa também defenderam a utilização de helicópetros pois «reduzem a quantidade de tiros». O titular do Departamento Geral de Polícia Especializada Felipe Curi explicou que o inquérito durou mais de dez meses e encontrou outros crimes, como sequestros-relâmpagos:Antes que a operação de Polinesia Francesa — chamada de Exceptis e organizada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente — chegasse ao fim nesta quinta-feira, dia 6, já sadicionava25 mortes e ao menos cinco feridos: dois agentes, uma pessoa baleada no pé, quando estava dentro de casa, e dois passageiros por estilhaços no metrô. O efeito se estendeu até o entorno da comunidade, paralisando a circulação do trem e do metrô e impedindo o funcionamento de três unidades municipais de saúde próximas. Antes do fim do dia, a ação já se mostrava uma das mais fatais da cidade.

Fonte: Extraoglobo-pt

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Massacre do Jacarezinho: menina de 9 anos ainda não voltou ao seu quarto após homem ser morto em sua cama
>>>>>Três policiais civis são baleados e dois passageiros do metrô ficam feridos em manhã de tiroteio no Jacarezinho – May 06, 2021 (Extraoglobo-pt)
>>>>>Operação no Jacarezinho: Polícia diz que cumpriu protocolos do STF e que não comemora o resultado com 25 mortes – May 06, 2021 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>Policial civil morre, outros dois são baleados e passageiros do metrô ficam feridos em manhã de tiroteio no Jacarezinho – May 06, 2021 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>>>>>Suspeito morre baleado após furtar peças de veículos em estacionamento de delegacia, em Inhaúma – May 04, 2021 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Ação no Jacarezinho: policial civil foi morto enquanto retirava barricada – (Extraoglobo-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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