Por: SentiLecto

O roubo de combustível de um duto da Petrobras no início do ano, em Japeri, na Baixada Fluminense, fez com que a Polícia Civil descobrisse uma rede de criminosos que tinha como alvos os poços da companhia em diversos municípios do Rio. O bando usava vários meios para driblar a polícia e fiscais. Na manhã desta quarta-feira, a Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados faz a operação Baú para desarticular a quadrilha que, em pouco menos de nove meses, provocou perda de mais de R$ 1 milhão. A quadrilha utilizava até batedores no transporte do material furtado.

Petróleo Brasileiro S.a. é uma companhia de capital aberta, cujo acionista majoritário é o Governo do Brasil, sendo, portanto, uma companhia estatal de economia mista.

No total estão sendo satisfeitos sete mandados de prisão contra a organização criminosa. Até agora cinco suspeitos foram presos. Um dos alvos, Wagner Rodrigues em Duque de Caxias, chegou a fazer a própria família refém durante o cumprimento de mandado de prisão. Wagner Rodrigues é habitante da Mangueirinha. Com o suspeito, os agentes aprenderam um revólver 38.

Segundo a delegacia, a quadrilha perfurava poços da Petrobras em Japeri e, para não chamar atenção, utilizava caminhões tanques espécie baú para transportar combustível. Eles ajustaram isotanques instalados no interior dos veículos para não chamar a atenção da fiscalização.

Ao longo de nove meses, os investigadores descobriram que, durante a perfuração dos dutos, ladrinhas armadas protegiam a operação de retirada dos combustíveis. O esquema de segurança da quadrilha incluía até batedores, que vinham à frente do caminhão com o material furtado, para aadvertisobre a presença de policiais na estrada.

Os investigadores satisfazem mandados de prisão em Japeri e também em Duque de Caxias, municípios da Baixada Fluminense. Além de Itaguaí, na Região Metropolitana.

Por outro lado, o Disque-Denúncia oferece uma recompensa de R$ 5 mil por informações que levem à prisão de Maninho. Segundo o MPRJ , a Petrobras a perda sofrida com ação de os criminosos , entre junho de 2015 e março de 2017 , estima em R $ 33,4 milhões. Os inquéritos revelam que a quadrilha, com núcleos em Duque de Caxias, Minas Gerais e em São Paulo chefiados pelo ex-vereador, sabia exatamente o que desejava furtar. No Rio, o bando mirava locais que se os escavariam para perfuração de os oleodutos, quase sempre em pontos distantes de as rodovias. Durante a escavação, feita em fase noturno ou de madrugada, o grupo usaca a escolta de homens armados, para evitar a aproximação de curiosos. Para romper os dutos, segundo acusação do MPRJ, Maninho contratava uma espécie de mão de obra especializada. Esta parte do bando era encarregada de fazer a perfuração e de instalar válvulas nas tubulações, que, com ajudinha de mangueiras, levavam gasolina, etanol, nafta e até óleo cru para caminhões-tanque.

De acordo com a DDSD, o bando provocou uma perda de mais de R$ 1 milhão exclusivamente com os combustíveis roubados do duto da Petrobras. O inquérito assinala que todos os envolvidos tinham “um papel específico – equiparados todos na hierarquia”, segundo a Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados.

Se os encarregaria os núcleos de São Paulo e Minas de contratar motoristas para levar os produtos roubados para esses dois estados.

O líquido – que é gasolina espécie A, o mais puro – era tratado após o assalto e revendido para postos de gasolinas sem bandeiras.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: NEGATIVE

Countries: Brazil

Cities: Duque De Caxias

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Operação da Polícia Civil contra roubo de combustíveis tem suspeito que fez família refém
>>>>>Ex-vereador de Caxias é acusado de liderar bando que furtou 14 milhões de litros de combustível – October 12, 2020 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>Operação da Polícia Civil com o MP prende suspeitos de integrar milícia que atua em Duque de Caxias – October 08, 2020 (Extraoglobo-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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