Por: SentiLecto

Criminosos da maior facção criminosa do Rio invadiram e recomeçaram, entre o fim da noite de terça-feira e a madrugada desta quarta, o controle do tráfico de drogas no Morro São José Operário, também conhecido como Morro do Barão, na Praça Seca, na Zona Oeste. A região era comandada pela milícia. Durante toda a madrugada, habitantes dos bairros de Praça Seca, Quintino e Cascadura relataram rajadas de tiros entre os traficantes e os milicianos. Segundo o 18º BPM , o confronto iniciou após traficantes invadirem a região até então dominada pela milícia.

O combate entre traficantes e milicianos no madrugada desta quarta-feira, na Praça Seca, Zona Oeste do Rio, não contou com uma operação da Polícia Militar. Em cumprimento de uma resolução do Supremo Tribunal Federal , a corporação só realiza operações somente em casos excepcionais. Coronel Mauro Fliess alegou que, dentro do concepção de exclusividade, está montando uma ação para ocupar a comunidade Coronel Mauro Fliess é o porta-voz da Polícia Militar.

Na quarta-feira 24 de junho uma intensa troca de tiros assustou habitantes do Morro da Providência, na Zona Central do Rio, no fim da noite de segunda-feira, dia 22, e desta terça-feira. Pelas redes sociais, vídeos compartilhados mostravam a ação na comunidade. Segundo a plataforma Fogo Cruzado, os tiros foram começados por volta das 23h15.

Um veículo blindado da Polícia Militar chegou a circular pelas ruas da Praça Seca. Não se sabe até agora se houve prisões, apreensão ou se alguém foi preso. A PM também não informou ainda sobre pessoas feridas. Imagens de redes sociais mostram criminosos fortemente armados correndo pelas ruas do bairro. Em outras postagens, é possível ver e escutar dezenas de rajadas de tiros.

De acordo com habitantes do Morro São José Operário, traficantes da Tropa do Urso, liderado por Pedro Paulo Guedes, e da Tropa do Marreta, grupo comandado por Luís Cláudio Machado, conseguiram ficar dentro da comunidade. Nesta manhã, o Globocop, da TV Globo, flagrou dezenas de homens armados no alto da mata.

“A PM segue satisfazendo a resolução do STF, com relação a incursão de áreas conflagradas, somente em casos excepcionais. Tão logo tomamos conhecimento desse confronto entre grupos criminosos, houve um reforço ainda durante a madrugada na área que cerca essas comunidades. Enquanto isso, há dados de inteligência e um planejamento meticuloso por conta da periculosidade da área, do grande número de pessoas armadas e dessa proximidade de área de mata. Então, estamos montando uma operação dentro desse concepção de exclusividade para ocupar esse local”, declarou Fliess em entrevista ao «Bom Dia Rio», da TV Globo.

Um professor de 30 anos, que mora na Praça Seca, contou que durante toda a noite escutou tiros de fuzil e barulhos de explosão de granadas.

— Foram muitos tiros. Era algo assustador, porque eles atiravam e logo em seguida jogavam granadas. Foi assim durante toda a madrugada. Tenho amigos que moram no Morro São José Operário e tiveram que passar a noite no chão para não serem atingidos. Uma amiga relatou que, em alguns dos momentos, as ladrinhas atiravam de trás da casa dela — declarou.

Segundo relatos, muitos habitantes não conseguiram voltar para casa após o dia de trabalho. Na região, bastante habitantes evitam falar sobre o confronto.

— Eu tenho até medo dessas coisas porque a gente aqui não pode falar nada — contou uma mulher que mora na comunidade.

Inquéritos da 28ª DP mostram que um dos suspeitos de participar dos negócios da milícia na Praça Seca é Edmilson Gomes Menezes. A polícia assinala ele como um de os líderes de a milícia que atua em a região que domina as comunidades de o Morro da Barão , e de o Fubá , Jordão , Campinho , Chacrinha e Bateau Mouche

Contra Edmilson, há quatro mandados de prisão em aberto por crimes como assassinato e organização criminosa. O Disque-Denúncia oferece R$ 1 mil por informações sobre o paradeiro da ladrinha, que está foragido.

De acordo com a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado e de Inquéritos Especiais , os milicianos que atualmente dominam a Praça Seca contaram com o Ecko acusado de chefiar a maior milícia do estado do Rio. O Ecko é o suporte de Wellington da Silva Braga. O criminoso mandou homens e armas para reforçar a quadrilha.

Um relatório da Polícia Civil encaminhado ao Ministério da Justiça e ao Supremo Tribunal Federal , obtido e divulgado pelo RJ2, da TV Globo, mostra que o crime coordenado atua em 1.413 comunidades do Rio. O tráfico comanda 81% desses territórios, e a milícia 19%. Ainda que o número de traficantes hoje já é maior, o mapeamento mostra que todo o efetivo da Polícia Militar nas ruas.Um intenso tiroteio ocorreu durante toda madrugada desta quarta-feira, dia 8, na Praça Seca, na Zona Oeste do Rio. Segundo a polícia, traficantes de uma facção criminosa invadiram favelas dominadas pela milícia. Vídeos de habitantes mostram uma grande movimentação de traficantes dentro da comunidade, que é dominada pela milícia.

No início do ano, o EXTRA mostrou que a milícia que atua na Praça Seca decidiu ampliar o valor da taxa de segurança exigida para quem vive no bairro. A quantia dobrou, passando de R$ 50 para R$ 100. A justificação dada pelos criminosos é de que o incremento tem o objetivo de custear algumas “perdas” provocadas pelas ladrinhas com apreensões e prisões feitas pela polícia.

Os primeiros a receberem a notícia da ampliação foram aqueles que habitam em algumas ruas do entorno da Avenida Cândido Benício, principal via do bairro. Os criminosos intimidaram e ameaçaram os habitantes, advertindo que quem não pagar o valor padeceria as consequências.

— Apareceram uns caras novos, advertindo sobre o novo custo. Declararam que quem não pagar vai ter a casa invadida e vai ser expulso — declarou um habitante, que pediu para não ser identificado.

Não é de agora esta disputa entre traficantes e milicianos na Praça Seca. Desde 2013, os dois grupos brigam pelo poder territorial do espaço. Para investigadores da Polícia Civil, a região virou uma “espécie de laboratório da milícia” no estado. Isso só se tornou possível com a união de grupos paramilitares, que desbancou o tráfico de drogas e passou a comandar todas as comunidades sem muita resistência. Atualmente, ex-traficantes foram cooptados por grupos paramilitares para atuarem como milicianos.

Os comerciantes também não fogem e a cobrança é ainda maior. Há relatos de que empresários devem pagar até R$ 1 mil por mês ao grupo. Os que não consentem com a taxa devem fechar as portas.

Fonte: Extraoglobo-pt

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Tráfico invade área dominada pela milícia na Praça Seca; madrugada tem forte tiroteio
>>>>>PM vai fazer operação ‘dentro do conceito de exclusividade’ na Praça Seca, após guerra entre traficantes e milicianos, diz Fliess – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Tráfico e milícia dominam 1.413 favelas do Rio e número de bandidos é maior que o de PMs nas ruas, aponta relatório – July 06, 2020 (Extraoglobo-pt)
>>>>>Tráfico invade área dominada pela milícia na Praça Seca; Madrugada tem forte tiroteio – July 08, 2020 (Extraoglobo-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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