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Crise e falta do que falar fizeram grifes atolarem no visual ‘saldão’

Foto: Wikipedia – Urban blight at the Michenzani housing project, Zanzibar town, Tanzania

A edição da São Paulo Fashion Week que concluiu na sexta atirou para todos os lados, inclusive nela própria. Preteriu valores que a tornaram a semana de desfiles mais importante do país, embora tenha dado espaço para tendências que o consumidor adquirirá nos próximos meses.

Pouca criatividade, nenhuma novidade e apresentações capengas sintetizam o modelo adotado pela maioria das marcas, que exibiram um rescaldo das últimas temporadas internacionais e, mesmo assim, quase não foram além da roupa mediana encontrada em qualquer “saldão”.

Poucos “provocaram” ou fizeram ser vistos pelo novo. A ordem agora é vender tudo. A prática do “veja agora, adquira agora”, novo modelo adotado pelo acontecimento para animar vendas -porque a roupa vista hoje, amanhã estará nas lojas-, pintou a calamidade. No começo da temporada, a impressão era de que as marcas estariam recuperando seus estilos, com “looks”, que ficou claro, básicos inspirados em suas trajetórias. , porém, que o subterfúgio era desculpa para a falta do que falar e servia como embalagem para o medo de assumir riscos.

Encontram-se a bermuda e o moletom de todo dia o vestido de sarja, são facilmente encontrados em a loja de ” fast-fashion ” mais próxima. A não ser que contassem uma história de herança de Brasil, essas roupas não teriam que estar na passarela , como fez, por exemplo, o “streetwear” de gafieira da LAB.

Na sua vez, em uma das entradas mais marcantes desta temporada, duas modelos bastante parecidas e com os cabelos entrelaçados desfilaram na passarela, no que parecia ser uma referência a “Xipófagas Capilares”, desempenho histórico de Tunga .

Ou que servissem de palanque para uma mudança de pensamento, como fez a À La Garçonne ao questionar os pudores envolvidos na exibição do corpo a partir de roupas fetichistas que, embora cheirassem a sexo, não mimetizaram um erotismo gratuito.

Faltaram mais estilistas como o mineiro Luíz Cláudio, da grife Apartamento 03, que conseguiu imprimir elegância e absoluto senso de beleza em roupas de arquitetura disforme e bordados valiosos.

A lógica desta temporada de simplificar a moda e dar viés comercial às criações, produziu roupas banais e sem eafeição A. Niemeyer confirmou que é possível ser comercialmente viável e não descambar na vala da inconsistência.

O apartamento é uma unidade habitacional existente em construções multifamiliares e em conjuntos habitacionais.

Não é demérito nenhum instituir para vender, porque só assim as ideias têm valor e o mercado se alimenta. Mas tentar cobrir o nada com uma capa de glamour é atentar contra a inteligência dos clientes.

Fonte: FolhaGeneric

Sentiment score: POSITIVE

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Crise e falta do que falar fizeram grifes atolarem no visual ‘saldão’
>>>>>No último dia da semana de moda, desfiles costuram crise na passarela – March 18, 2017 (FolhaGeneric)
>>>>>>>>>Amapô faz critica à crise com desfile bem-humorado na SPFW – March 18, 2017 (FolhaGeneric)

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