Caixa deseja transferir operação do banco para o Porto Maravilha, no Rio de Janeiro

Por: SentiLecto

Pedro Guimarães declarou nesta sexta-feira que o banco pretende ocupar edifícios no Porto Maravilha, na região portuária do Rio. Pedro Guimarães é o presidente da Caixa Econômica Federal. A ideia é transferir toda a operação central do banco para a região. Ele reiterou que espera que pessoas físicas participem da abertura de capital das unidades da instituição.

— Vai tudo para o Porto Maravilha. Lá temos R$ 8 bilhões de crédito. Somos credores. Temos dois edifícios vazios lá. São dois dos Prédios dos mais contemporâneos do Brasil, e a gente está pagando em outro lugar por um edifício em que não cabe todo mundo. A Caixa vem cortando preços. Foram R$ 3,5 bilhões em dois anos. Em São Paulo, que voltou ainda a falar sobre a venda de ativos, há edifícios que a gente não consegue achar – declarou Guimarães, que participa do seminário “A nova economia liberal”, realizada na Fundação Getulio Vargas , na manhã desta sexta-feira, no Rio de Janeiro. Declarou que serão quatro operações no mercado de capitais, entre elas envolvendo a Loteria e os braços de Cartões e Seguridade.

— Vai haver uma saída da Caixa em uma série de segmentos e vai haver o fortalecimento de segmentos que fazem mais sentido. As aberturas de capital serão históricas. As operadoras já estão adquiridas. Estive no carnaval em Nova York e percebi que há muita procura. Em 6 meses, a primeira vai ser a Seguridade. Estou ansioso.

Ele mencionou ainda a área de Securitização, que conta com R$ 500 bilhões em carteira de crédito.

— Não consigo compreender como temos menos de 800 mil pessoas físicas como investidores. Um dos pontos é incentivar o máximo a entradas das pessoas físicas. Ja falamos com a CVM sobre isso. Buscaremos a governança — adicionou o presidente da Caixa.

Rubem Novaes alegou que o BB foi perdendo pouco a pouco o papel de autoridade monetária. Rubem Novaes é presidente do Banco do Brasil , que também participa do acontecimento. Por isso, declara, defende a privatização do banco, assim como de outras estatais, como Petrobras e Caixa Econômica Federal.

Durante participação em acontecimento da FGV no Rio de Janeiro alegou: “A Caixa não ficará em um segmento que não seja rentável aos brasileiros”.Ele também alegou que já recebeu autorização do ministro da Economia, Paulo Guedes, para vender no mercado de capitais ações da Petrobras que a Caixa tem em carteira e que agora só falta o aval do presidente Jair Bolsonaro. “Não faz sentido ter 8,5 bilhões de reais em carteira de ações da Petrobras.”PAULO/BRASÍLIA – O Banco do Brasil está buscando parcerias em suas unidades de administração de ativos, banco de investimento e cobrança de dívidas, em vez de listar esses negócios em bolsa, declararam analistas em notas a clientes nesta segunda-feira. Analistas do Itaú BBA declararam que Carlos Hamilton alegou em reunião que as parcerias seriam semelhantes nas forjadas pela BB Seguridade antes de sua oferta pública inicial de ações. Carlos Hamilton é o vice-presidente de Gestão Financeira do BB.A BB Seguridade tem parcerias com companhias como Principal Financial, Mapfre e Icatu Hartford, que detêm participações em seguradoras junto com a BB Seguridade. Analistas do Itaú BBA escreveram: “Uma estrutura semelhante pode ser aplicada a outros segmentos, particularmente os de administração de ativos e de banco de investimento”. A Brasil Plural declarou que o banco não pretende vender qualquer participação em seu negócio de cartões e realçou que Hamilton também indicou a unidade de cobrança de dívidas do Banco do Brasil como um potencial alvo para parceria. Analistas do Banco Safra escreveram: “Ficou claro que o banco calcula a chance de melhorar a rentabilidade desses ativos, como ocorreu com a BB Seguridade”. Falando em condição de anonimato, uma fonte declarou à Reuters que uma análise preliminar mostrou que o BB poderia destravar um valor maior para seus negócios se primeiro buscasse parcerias com renomadas instituições financeiras. Em uma segunda etapa, o banco poderia listar suas subsidiárias. A BB Seguridade vale 53,2 bilhões de reais, quantia que se não tivesse, dificilmente alcançaria dentro do BB sido listada em 2013, adicionou a fonte. Rubem Novaes declarou mais cedo neste ano que o banco venderia fatias em negócios-chave com o objetivo de agregar valor nas unidades. Rubem Novaes é o presidente do BB.O banco, no entanto, vai buscar a venda total de ativos considerados não imprescindíveis, como da companhia de energia Neoenergia e do Banco Patagonia, da Argentina. O Banco do Brasil não comentou o tema.O afastamento da Caixa do esporte gerou um enorme vácuo no segmento. Mas, enquanto ainda o futebol é ajustado a uma nova realidade financeira, os esportes amadores têm provado força neste começo de ano. Somente nesta semana, foram três anúncios que mostram que corrida de rua e acontecimentos similares conservam renome em alta no mercado desportivo.

Na quarta-feira 27 de fevereiro – Executivos do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal recusaram planos para eventual anexação de bancos estaduais, como parte dos esforços de governos regionais para se desfazerem de ativos públicos e diminuírem endividamento. “O nosso mandato no Banco do Brasil era para nos desfazer de ativos que não guardem sinergia com o banco, não adquiri”, havia declarado o vice-presidente de finanças e de relações com investidores do BB, Carlos Hamilton, durante acontecimento do BTG Pactual com investidores. “Não temos mandato para assumir banco nenhum”, havia declarado André Laloni também durante o acontecimento. André Laloni é o vice-presidente de finanças da Caixa. Os executivos, que haviam assumido recentemente como parte de equipes do governo Jair Bolsonaro, com compromisso de diminuir a participação estatal na economia, haviam reafirmado planos de vender participações em subsidiárias dos dois bancos. Laloni havia declarado que a Caixa tinha que vender fatias minoritárias nos negócios de cartões, de administração de recursos e de seguros, em ofertas iniciais de ações, com listagem na B3 e em Nova York, com ADRs de nível 3. O executivo da Caixa havia declarado também que o banco abandonará a política de empréstimos a grandes companhias. “A Caixa não seria instituição de caridade, principalmente para companhias que têm suporte político”, havia declarado ele.

— Uma finalização ficou clara. Ao longo da história, o governo atrapalhou mais do que auxiliou o Banco do Brasil. Se o BB fosse privado, seria bastante mais eficiente e teria mais regresso. Poderia alcançar mais objetivos, como o setor agrícola. Estou mais convencido de que o BB estaria bem melhor e deveria ser privatizado.

BB: ambiente hostil para ideias liberais

Ainda que há um ambiente hostil para as ideias liberais, ele evidenciou.

— Ainda existe um ambiente hostil para as ideias liberais. O Paulo Guedes tem feito trabalho extraordinário, com a reforma da Previdência, o convênio federativo, o trabalho da desindexação. Nessas áreas estamos sentindo progressão das ideias liberais dentro do ambiente hostil brasileiro. Na area de privatização, estamos aquém do desejável. Hoje, não tem nenhuma privatização pertinente nas estatais.

Ele comentou ainda o obstáculo de concorrer com os bancos privados.

— Sinto-me com as mãos atadas para competir com os privados. Não tenho liberdade de contratação, nem demissão de profissionais. Tenho obstáculo de fechar agência. Os bancos privados podem fechar agências e no BB é uma complicação. As autoridades são o prefeito, o padre e o administrador do Banco do Brasil, se você chega ao interio . E fechar uma agência é um problema. Tem que prestar contas ao TCU, AGU e Secretaria de Comunicação. O governo demanda muitas providências e você gasta o volume de energia enorme para atender a essas procuras.

Noaves evidenciou ainda as pressões políticas:

— Ha ainda as pressões políticas das quais você tem que se evadir. O que deixo aqui é essa vontade de andar com esse suporte, que é crescente e que pensam com mais responsabilidade sobre o país. Há suporte crescente para essas ideias liberais. E assim podemos progredir nas privatizações.

— Na economia liberal fica claro que o problema brasileiro é o peso do Estado. E entramos em espiral em que cada vez mais os trabalhadores deve pagar, se não tomarmos medidas, se diminui o investimento e o processo se retroalimenta. Há uma percepção de que a economia deixa de funcionar direito. Entre 2011 e 2014, houve desorganização fiscal e, se permitem, avacalhação da lei de responsabilidade fiscal. É preciso mudanças.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: SLIGHTLY POSITIVE

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Caixa deseja transferir operação do banco para o Porto Maravilha, no Rio de Janeiro
>>>>>Presidente da Caixa diz que IPO da Caixa Seguridade será em setembro – March 15, 2019 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Economistas veem rombo primário menor neste ano, mas pioram conta para 2020, aponta Prisma – March 14, 2019 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>>>>>Governo discute plano para reduzir custo do gás natural, diz fonte – March 12, 2019 (Extraoglobo-pt)
>>>>>BB busca parcerias para unidades de gestão de ativos, banco de investimento e cobrança de dívidas – March 11, 2019 (Extraoglobo-pt)
>>>>>Esporte amador vive boom pós-Caixa em início de ano – (maquinadoesporte-pt)

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