CORREÇÃO – Brasil produz recorde de etanol em 2018/19; colheita tem diminuição em área e moagem

Por: SentiLecto

Por José Roberto Gomes

SÃO PAULO, 23 Abr – O Brasil produziu um recorde de 33,1 bilhões de litros de etanol na colheita 2018/19, concluída em março, com usinas alocando maior parcela de cana para o biocombustível em um ano marcado por retração tanto na área colhida quanto na moagem da matéria-prima, informou nesta terça-feira a Companhia Nacional de Abastecimento .

Em seu último levantamento sobre a temporada, a Conab declarou que a fabricação de álcool em 2018/19 foi 21,7 por cento maior na comparação com 2017/18. Se os produziram de o total, 31 bilhões de litros em o centro-sul de o país, principal polo canavieiro global.

De acordo com o superintendente de Informações do Agronegócio da Conab, Cleverton Santana, a ampliação na produção de etanol na colheita deveu-se, principalmente, à queda de pcustosdo açúcar no mercado internacional SBc1 e a um cenário mais favorável para o etanol no mercado interno, frente à alta do dólar e do petróleo.

“Esses fatores fizeram com que as unidades de produção ampliassem a destinação de cana-de-açúcar para a produção de etanol nesta colheita”, sintetizou ele no relatório.

Em contrapartida, houve queda na produção de açúcar brasileira, ao menor nível mais de 10 anos, para 29 milhões de toneladas, sendo 26,5 milhões no centro-sul. Em 2017-18, o país havia fabricado quase 38 milhões de toneladas. O país é maior exportador mundial do adoçante.

As produções de açúcar e etanol levam em conta uma colheita de cana de 620,4 milhões de toneladas, 2 por cento menos na comparação anual e terceiro recuo consecutivo. No centro-sul, a moagem ficou em 572,7 milhões de toneladas, 2,7 por cento inferior a 2017/18.

Segundo a Conab, a safra se deu em aproximadamente 8,6 milhões de hectares, encarnando diminuição de 1,6 por cento ante o ciclo anterior e segunda queda seguida.

– O custo do etanol nas usinas de Brasil tende a ceder a partir desta semana, diante de um progressão na moagem de cana no centro-sul do país, mas os câmbios da gasolina ainda em platô firmes devem aliviar qualquer recuo do biocombustível, segundo experts. Os valores do renovável em geral caem na virada de março para abril, conforme usinas dão começo a uma nova colheita de cana e impulsionam a fabricação do produto, inclusive para gerarem caixa com maior velocidade. Na atual temporada 2019/20, contudo, esse movimento ficou longe de acontecer. Enquanto o anidro exibe incremento de 14,4 por cento, no acumulado de abril, o custo do hidratado nas usinas de São Paulo, Estado de referência nacional, acumula alta de 21,5 por cento , conforme monitoramento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada , da Esalq/USP. Os custos médios do etanol hidratado, concorrente da gasolina, estão próximos de 2 reais por litro nas usinas paulistas, nos maiores níveis já registrados em termos nominais , segundo dados do Cepea. No ano passado, os câmbios do álcool começaram a cair em meados de março e estavam, nesta mesma época, abaixo de 1,50 real por litro, no caso do hidratado, e na faixa do 1,60 real, em relação ao anidro. “É totalmente atípico o que está ocorrendo, com uma conjunção de atraso de colheita e uma chuva que veio justamente na hora em que estava iniciando … Mas acho que agora não sobe mais… A tendência agora nas usinas é cair, e na bomba também”, avaliou o diretor da comercializadora Bioagência, Tarcilo Rodrigues. O analista Matheus Costa, da INTL FCStone, comentou que o movimento de diminuição nos custos do etanol já teve começo e tende a se acentuar. Segundo ele, a moagem de cana deve ampliar nesta e nas próximas semanas, até porque mais unidades entrariam em operação. “A colheita tende a engatar. As indicações são de que os custos já começaram a ceder”, alegou. A primeira metade de abril foi substancialmente chuvosa no centro-sul brasileiro, restringindo as operações das usinas. Analistas escutados pela S&P Global Platts calculam uma perda de 4,2 dias de moagem por causa das precipitações, redundando em produção de 823 milhões de litros de etanol no fase, versus quase 1 bilhão um ano antes. Mas recentemente a situação melhorou para que as colhedoras possam acessar os canaviais. O Agriculture Weather Dashboard , do Refinitiv Eikon, assinala que nos últimos sete dias as precipitações ficaram aquém do normal em praticamente todo o centro-sul. Nas próximas duas semanas, contudo, a tendência é de chuvas dentro ou acima da média em boa parte das áreas produtoras, ainda segundo o AWD. Os dados oficiais da União da Indústria de Cana-de-açúcar sobre a moagem de cana e produção de açúcar e etanol no centro-sul na primeira metade do mês ainda não foram divulgados. SUSTENTO DA GASOLINA A perspectiva de recuo nos custos do etanol a partir de agora não significa, porém, que a queda vai ser grande, mesmo com as usinas alocando boa parcela de cana para o biocombustível. Isso porque a gasolina, concorrente direto do renovável, segue firme nas refinarias da Petrobras, com viés de alta, em meio a custos do petróleo em máximas de cerca de seis meses. “A gasolina está na contramão, tem o reajuste que se o repassou ainda não totalmente em a bomba e a defasagem com o mercado internacional, realçou Rodrigues, da comercializadora Bioagência, estimando custos do etanol 5 por cento mais altos nesta colheita, em média, ante a passada. Nesta terça-feira, a petroleira estatal anunciou um reajuste de cerca de 2 por cento no valor da gasolina nas refinarias, após alta de 5,6 por cento no início do mês. O valor médio praticado pela empresa é o maior desde o fim de outubro. Com o concorrente em níveis mais altos, a expectativa é de que o custo do etanol recue menos no ciclo 2019/20, alegou Costa, da INTL FCStone. “As indicações são de que se tem realmente uma sustentação . Então, talvez, o piso na colheita não seja tão baixo quanto em anos anteriores. Há espaço para que o etanol caia menos”, explicou.

Na quinta-feira 11 de abril – A Companhia Nacional de Abastecimento aumentou sua projeção para a colheita de soja 2018/19 do Brasil a 113,82 milhões de toneladas, de 113,46 milhões na previsão anterior. Faz 1 mês, quanto a o milho, a expectativa também havia sido ampliada, para 94 milhões de toneladas de 92,81 milhões, em o levantamento

A Conab no levantamento declarou: “A menor área colhida derivou, principalmente, da devolução de áreas arrendadas e de provedores, que preferiram trocar o plantio de cana-de-açúcar por outras culturas”.

“A conclusão de contratos de arrendamento tem sido habitual, principalmente nas áreas impróprias à csaframecanizada, pois faz parte da estratégia das unidades de produção para se tornarem mais eficientes”, adicionou.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: SLIGHTLY POSITIVE

Countries: Brazil

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>CORREÇÃO – Brasil produz recorde de etanol em 2018/19; colheita tem diminuição em área e moagem
>>>>>Safra de cana no CS engata e preço do etanol deve começar a ceder após disparada – April 23, 2019 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Brasil produz recorde de etanol em 2018/19; safra tem redução em área e moagem – April 23, 2019 (Extraoglobo-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

Id Entity Positive Negative Named-Entity Total occurrences Occurrences (appearances)
1 colheita 0 15 NONE 8 a colheita: 1, a colheita mecanizada: 1, esta safra: 2, A safra: 1, a safra: 3
2 usinas 0 0 NONE 6 as usinas paulistas: 1, usinas: 2, as usinas: 2, as usinas brasileiras: 1
3 por_cento 50 80 NONE 5 2,7 por_cento inferior: 1, 5 por_cento mais altos: 1, 2 por_cento: 2, 21,7 por_cento maior: 1
4 o centro-sul 0 0 PLACE 5 o centro-sul: 5
5 toneladas 0 0 NONE 5 toneladas: 4, toneladas de 92,81_milhões: 1
6 etanol 0 0 NONE 4 etanol: 2, o etanol: 2
7 eu 50 0 NONE 3 (tacit) eu: 3
8 queda 50 0 NONE 3 segunda queda seguida: 1, a queda: 1, queda: 1
9 Conab 0 0 ORGANIZATION 3 a Conab: 3
10 gasolina 0 0 NONE 3 gasolina: 1, a gasolina: 1, A gasolina: 1