Dólar sobe quase 1% e vai acima de R$3,90 com cena externa

Por: SentiLecto

– O dólar subia cerca de 1 por cento e passou o platô de 3,90 reais nesta segunda-feira, acompanhando a cena externa com movimentos de maior aversão ao risco e sem atuações extraordinárias do Banco Central de Brasil. Faz 1 mês, o dólar progrediu 0,56 por cento, a 3,8773 reais em a venda, depois em que acumulou ganhos de quase 22 por cento junho seguindo em elevação,. “A disputa comercial entre os Estados Unidos e a China segue no foco dos mercados, apoiando o dólar forte”, trouxe a corretora Rico Investimentos em relatório, mencionando ainda o baixo volume financeiro devido ao jogo brasileiro contra o México pelas oitavas de final da Copa do Mundo disputado no fim da manhã. No exterior, o dólar subia cerca de 0,45 por cento frente a uma cesta de moedas e divisas de países emergentes, como o peso de Chile, com os investidores aumentando as apostas de intensificação dos nervosismos comerciais entre Estados Unidos e seus parceiros comerciais. Faz 4 dias, quando os EUA têm que impor tarifas sobre 34 bilhões de dólares em exportações de China, o nervosismo aumentava antes. E mesmo com a forte valorização do dólar frente ao real, o BC, que informou que continuaria atuando de maneira organizada com o Tesouro no mercado para “prover liquidez e contribuir para o seu bom funcionamento”, ainda não havia anunciado intervenções complementares no mercado de cotação nesta sessão. Por enquanto, somente ofertou e vendeu integralmente o lote de até 14 mil swaps tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, para rolagem dos contratos que vencem em agosto. Com isso, rolou o equivalente a 700 milhões de dólares do total de 14,023 bilhões de dólares que vence no próximo mês., e que rolará integralmente swaps que vencem em agosto.

– O dólar saltou 2 por cento nesta quarta-feira, acima do platô de 3,85 reais, puxado pela cena externa com aumentada aversão ao risco e menor volume de negócios, apesar de o Banco Central ter atuado mais fortemente no mercado cambial. O dólar progrediu 2,04 por cento, a 3,8755 reais na venda, maior nível desde 7 de junho . Na máxima do dia, chegou a 3,8768 reais. O dólar futuro subia cerca de 2 por cento no final da tarde. “A conjuntura atual não nos auxilia em nada. Além de o cenário externo não estar auxiliando, não temos nada para comemorar no doméstico”, avaliou o administrador de cotação do Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo. O dólar subia frente a uma cesta de moedas, já no platô de 95 nesta sessão, além de se valorizar sobre moedas de países emergentes e exportadores de commodities. Os investidores vêm reagindo com temores de combate comercial mundial, sobretudo diante dos Estados Unidos e China. Também pesavam as expectativas de que as taxas de juros norte-americanas ampliarão ao mesmo tempo em que o Banco Central Europeu está retrocedendo no seu plano de subir as taxas. Internamente, pressionou o mercado a notícia de que Ricardo Lewandoswki decidiu que a venda de ações de companhias públicas, sociedades de economia mista ou subsidiárias e controladas exige autorização prévia legislativa sempre que tratar de alienação do controle acionário. Ricardo Lewandoswki é o ministro do Supremo Tribunal Federal. [nE6N1RH02G] “O mercado não gosta dessa espécie de interferência política… inibe a entrada de dólares”, alegou o diretor de operações da corretora Mirae Asset, Pablo Spyer. O salto do dólar aconteceu mesmo após o BC voltar com mais força ao mercado neste pregão, ao anunciar leilão de até 2,5 bilhões de dólares em leilão de linha, venda de dólares com compromisso de recompra. Vendeu 2,425 bilhões de dólares do total, bem mais do que os 500 milhões de dólares vendidos da oferta realizada no pregão de segunda-feira. [nE6N1TM006] Na sessão passada, não fez leilão de linha e, nesta semana até agora, não fez leilão de novos swaps cambias. Também realizou leilão de até 8.800 swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda de dólares no futuro, já rolando 8,36 bilhões de dólares do total de 8,762 bilhões de dólares que vence no mês que vem. Se conservar e vender esse volume diariamente até o final do mês, vai fazer a rolagem integral. [nEMN4HM47R] Durante a tarde, a moeda norte-americana bateu a máxima do dia durante o jogo da seleção brasileiro na Copa, com a liquidez mais diminui impactando mais forte nos câmbios.BRASÍLIA/SÃO PAULO – O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, reafirmou nesta quinta-feira que a autoridade monetária vai continuar acompanhando o mercado cambial para prover liquidez e utilizando diversos instrumentos “se necessário”.Os índices acionários dos Estados Unidos caíram nesta quarta-feira por incertezas renovadas com relação à posição dos EUA quanto a investimentos chineses em cempresasde tecnologia norte-americanas, revertendo ganhos de mais cedo na sessão.

Na sexta-feira 22 de junho – O dólar concluiu em alta, prevalecendo a precaução de investidores com a cena política local, mesmo após atuação do Banco Central. Na semana, a autoridade monetária havia colocado metade dos 10 bilhões de dólares que calculava injetar no sistema por meio de leilões de swap cambial tradicional. O dólar havia fechado o dia em alta de 0,53 por cento, a 3,7831 reais, depois de ir a 3,7876 reais na máxima. Na semana, havia acumulado valorização de 1,42 por cento. O dólar futuro subia cerca de 0,35 por cento. “O mercado estava cuidadoso… sensível. Então, qualquer notícia aborrecia e o mercado se unia para puxar”, havia alegado o operador da corretora Spinelli, José Carlos Amado. Faz 9 meses, a cena doméstica seguia aborrecendo os investidores, sobretudo as indefinidas votações com as pesquisas de intenção de voto mostrando que os pré-candidatos mais comprometidos com ajuste fiscal e reformas, mostrando fraqueza. Os mercados também estavam na expectativa do julgamento pela 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal de novo pedido de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso há mais de dois meses por crime de corrupção. Os investidores compreendiam que, solto, Lula podia atuar como importante cabo eleitoral de um candidato que os desagradem. Em parte do pregão, a moeda havia caído, em sintonia com o exterior, em dia de correção após a tensão recente em meio às preocupações de gcombatecomercial nos Estados Unidos. Entretanto, a ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor sobretaxas de 20 por cento sobre exportações de veículos da União Europeia havia sido utilizada de pretexto para os investidores locais adquirirem dólar, na contramão do movimento externo. No encerramento doméstico, o dólar recuava frente a uma cesta de moedas, e também ante divisas de países emergentes, como o peso de Chile e mexicano. O Banco Central chegou a atuar na sessão, injetando 1 bilhão de dólares em novos contratos de swap cambial tradicional –equivalente à venda futura de dólares–, mas isso havia sido insuficiente para conter a alta da moeda. Npassada, o BC informara que injetaria 10 bilhões de dólares em swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Mas com a venda desta sexta-feira, só havia colocado 5 bilhões de dólares. “Se o BC não colocar os 10 bilhões de dólares até esta sexta-feira, ele dará a compreender que daria permanência “, havia avaliado Amado. O mercado, no entanto, aguardava para saber se haveria alguma nova informação, após o encerramento do mercado, sobre os próximos passos do BC. Neste pregão, a autoridade também havia vendido integralmente 8.800 swaps para rolagem do vencimento de julho. Assim, já havia rolado 7,04 bilhões de dólares do total de 8,762 bilhões de dólares que vencia no mês que vem. Se conservar e vender esse volume até o final do mês, faria rolagem integral. A ação mais contundente do BC havia vindo nas últimas semanas diante do movimento de forte aversão ao risco, que havia chegado a levar o dólar para acima do platô de 3,90 reais, devido sobretudo à cena política local.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: SLIGHTLY POSITIVE

Countries: United States, Mexico, China, Brazil

Cities: Mexico

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Dólar sobe quase 1% e vai acima de R$3,90 com cena externa
>>>>>Exterior pesa, dólar salta 2% e vai acima de R$3,85 mesmo com ação do BC – June 27, 2018 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Dólar sobe ante real, na contramão do exterior, mesmo após ação do BC – (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Dólar tem leve oscilação ante real com cena externa – (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Dólar tem leves oscilações ante o real com BC e exterior – (Extraoglobo-pt)
>>>>>BC vai continuar dando liquidez ao mercado de câmbio, diz Ilan – June 28, 2018 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>CORREÇÃO-Brasil tem superávit de US$729 mi nas transações correntes em maio, diz BC – (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Risco de inflação ficar abaixo da meta diminuiu, diz Ilan – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Wall Street recua por novas preocupações sobre comércio entre EUA e China – (Extraoglobo-pt)

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