É bastante difícil aprovar reforma da Previdência no Brasil em ano eleitoral, declara S&P

Por: SentiLecto

– Vai ser bastante difícil a reforma da Previdência ser votada neste ano no Brasil, marcado por votações presidenciais, bem como progredir com medidas fiscais mais dolorosas, alegou nesta sexta-feira a diretora para ratings soberanos da Standard & Poor’s, Lisa Schineller. Na noite passada, a agência de classificação de risco rebaixou o rating de Brasil em função da demora na aprovação de medidas para reequilibrar as contas públicas, num claro sinal para a reforma da Previdência, e de incertezas devido às evotaçõesdeste ano.

– A equipe econômica deseja protelar o debate sobre mudanças na “norma de ouro” das contas públicas para depois da eleição da reforma da Previdência, que já vai exigir grande mobilização da base aliada, alegou à Reuters nesta segunda-feira uma fonte do governo com conhecimento direto do atema Segundo a fonte, o tema vai ser tratado em coletiva àoijornalismonesta tarde, às 15h, pelos ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira. Inscrita na Constituição, a norma proíbe que o governo faça operações de crédito para bancar despesas correntes, como para o custeio da máquina pública. Em 1 ano, de olho em a impossibilidade o governo trabalhava em conjunto com a Câmara dos Deputados em uma saída legal para flexibilizar norma de ouro para próximo ano, com o estabelecimento de algumas contrapartidas. a ” “” para próximo ano, com o estabelecimento de algumas contrapartidas. Fontes declararam à Reuters na semana passada que o deputado Pedro Paulo ficaria responsável por estruturar uma Proposta de Emenda Constitucional sobre o atema Mas diante das obstáculos que se impõem para a aprovação da impopular reforma da Previdência, principalmente num ano de votações, a equipe econômica vai buscar concentrar esforços na mudança das normas para aposentadoria, evitando desgastes políticos por outras medidas consideradas menos prioritárias no momento. A reforma da Previdência deve ser votada na Câmara dos Deputados em meados de fevereiro. – O governo continua comprometido com a consolidação fiscal e com a aprovação de medidas como a reforma da Previdência, declarou o Ministério da Fazenda nesta quinta-feira, após a agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixar o rating do Brasil para BB-, ante BB. A Fazenda, em comunicado alegou: “O governo federal conserva-se comprometido com a consolidação fiscal, que deve avançar com a agenda de reformas em discussão no Congresso Nacional”. “O governo reforça seu compromisso em aprovar medidas como a reforma da Previdência, a tributação de fundos exclusivos, reoneração da folha de pagamentos, deferimento do reajuste dos servidores públicos, entre outras iniciativas que concorrem para garantir o crescimento sustentável da economia brasileira e o equilíbrio fiscal de longo prazo”, adiciona a nota. A S&P justificou o rebaixamento em função da demora na aprovação de medidas para reequilibrar as contas públicas e de incertezas devido às evotaçõesdeste ano. Depois de falar que sempre teve o suporte do Legislativo, a Fazenda conclui a nota alegando ter certeza de que o Congresso “vai continuar a trabalhar em favor das reformas e do ajuste fiscal fundamentais para o Brasil”. – A agência de classificação de risco Standard & Poor’s diminuiu nesta quinta-feira a nota de crédito da dívida soberana brasileira para “BB-“, ante “BB”. Ao mesmo tempo, a S&P aumentou a perspectiva do rating de Brasil para “estável”, ante “negativa”. Veja a seguir observações sobre o rebaixamento da classificação de crédito do Brasil. ALBERTO RAMOS, DIRETOR DE PESQUISAS PARA A AMÉRCIA LATINA, GOLDMAN SACHS: ” desdobramento negativo, mas protelou-se a reforma de a Previdência era esperado, particularmente depois que . Não é notícia nova para o mercado.” “O que precisamos após a votação é permanência de políticas, assim como governabilidade. Temos bons formuladores de políticas no momento, mas eles não conseguiram implementar a maior parte da consolidação fiscal.” RODRIGO MAIA , PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS “Veremos . A tentativa do governo de transferir a responsabilidade para o Parlamento não auxilia e não é correto. Precisamos juntar esforços.” “O Brasil precisa de muitas reformas e, de fato, a previdenciária é a mais importante. O governo enfraqueceu bastante após as acusações.” JOSÉ FRANCISCO GONÇALVES, ECONOMISTA-CHEFE, BANCO FATOR: “Não é uma surpresa. Se isso funcionará como um incentivo para aprovar a Previdência, o que tem para acompanhar é ou se será um ‘agora deixa pra lá’. Acho que não é um incentivo.” “A S&P tem que ter tido a percepção de que de sexta-feira para cá piorou . O assunto do PTB é importante.” “O mercado deve azedar um pouco no curto prazo, ainda tem gente que se emociona com esses rebaixamentos. Quando um país perde o grau de investimento, mas o grande conseqüência mesmo acontece.” ROBERTO PADOVANI, ECONOMISTA-CHEFE, VOTORANTIM CORRETORA: “O cenário de mercado não muda muito. A fragilidade fiscal do país é enorme e a incerteza política só reforça esse cenário, que deixa o país absolutamente exposto a uma mudança do humor dos investidores mundiais. Mas por enquanto o mercado está tão eufórico com o excesso de liquidez, que não tem que ter resultado prático significativo no mercado.” CARLOS MARUN, MINISTRO DA SECRETARIA DE GOVERNO: “Muitos reclamam da minha dancinha, mas a verdade é que muitos brasileiros insistem em dançar de olhos vendados na beira do precipício… Rejeitar a Reforma é brincar com a calamidade.” MOREIRA FRANCO, MINISTRO DA SECRETARIA-GERAL DA PRESIDÊNCIA: “Isto já estava no horizonte como uma chance, em virtude do processo de eleição da Previdência. Creio ser um alerta sobre as consequências econômicas e sociais que a não aprovação da Previdência vai trazer.” ROBERTO TROSTER, CONSULTOR E EX-ECONOMISTA-CHEFE DA FEBRABAN: “Essa resolução da S&P era mais ou menos esperada, porque houve uma piora nas contas públicas. Mas acho improvável que isso tenha um efeito bastante grande nos mercados agora.”

Fonte: Extraoglobo-pt

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>É bastante difícil aprovar reforma da Previdência no Brasil em ano eleitoral, declara S&P
>>>>>Equipe econômica quer adiar discussão sobre ‘regra de ouro’ das contas públicas por Previdência, diz fonte – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Após S&P rebaixar rating do Brasil, governo reforça compromisso com consolidação fiscal – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Veja repercussão de rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela S&P – (Extraoglobo-pt)

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