Greve contra ajuste promovido por Macri paralisa Argentina

Por: SentiLecto

Uma greve geral de 24 horas para queixar-se contra o ajuste promovido pelo presidente Mauricio Macri paralisou nesta terça-feira os principais setores argentinos

Macri declarou, numa entrevista com a Bloomberg TV em Nova York, que a Argentina poderia receber mais suporte do FMI, mas evitou dar detalhes complementares porque as conversas ainda estavam em andamento.

Na quinta-feira 13 de setembro o Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina informou que o índice de custos ao consumidor do país registrou em agosto uma alta de 3,9% em relação a julho – foi o maior salto registrado neste ano e que coincidiu com uma forte desvalorização da moeda local.

O protesto começado pela Confederação Geral do Trabalho , a principal central sindical do país de Sullana, visa exigir que o governo promova ampliações salariais que compensem a inflação que tem que ultrapassar 40 por cento em 2018.

O peso caiu cerca de 0,13 por cento, para fechar a 37,33 para o dólar, declararam operadores. O banco central declarou ter vendido 112 milhões de dólares, de um total de 250 milhões de dólares ofertados, a uma média de 37,3172 por dólar.

O sindicalista Roberto Fernandez na Rádio Con Vos declarou: “É uma paralisação completa, reivindicamos trabalho e reclamamos a perda de poder de compra”. O sindicalista Roberto Fernandez é chefe da União dos Motoristas de Trânsito , que controla a maior parte do transporte de passageiros do país.A greve também é um protesto contra a política de endividamento do governo, que está negociando um novo acordo com o Fundo Monetário Internacional que visa aumentar uma linha de crédito de 50 bilhões de dólares acordada em junho, para superar a instabilidade cambial.

O acordo deve ser fechado nos próximos dias.

Por outro lado, em entrevista para a Bloomberg TV em Nova York, Macri declarou que o país estava perto de atingir um acordo final com o FMI, e que havia “possibilidade zero” de que a Argentina daria default em sua dívida externa no próximo ano.O aumento do crédito vai ser adicionada aos 50 bilhões de dólares que o país já assinou com o FMI em junho para enfrentar uma crise financeira que provocou uma desvalorização do peso de 50 por cento até agora neste ano.

Em geral lotadas por congestionamentos, as ruas de Buenos Aires tinham um pequeno trânsito e, em o centro de a cidade , o silêncio trocava as buzinas e os ruídos de o motor.

Na região de Rosário, onde está localizado o maior polo agro-exportador argentino, os embarques de grãos e derivados o protesto suspendeu eles de os trabalhadores.

Guillermo Wade, administrador da Câmara de Atividades Portuárias e Marítimas declarou: “A atividade dos portos é zero, não há carga ou descarga de navios”.

A turbulência financeira, gerada pela desvalorização do peso de Argentina em 50 por cento de seu valor até agora este ano, alimentou uma inflação já alta e paralisou a atividade econômica, o que levou a uma ampliação do desemprego e a uma profunda perda do poder de compra da população.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: NEUTRAL

Countries: Argentina

Cities: Rosario, Buenos Aires

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Greve contra ajuste promovido por Macri paralisa Argentina
>>>>>Acordo adicional da Argentina com FMI está ‘perto de acontecer’ – September 24, 2018 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Peso argentino sobe com otimismo por conversas com FMI – (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Argentina amplia crédito com FMI em US$3 bi a US$5 bi, diz jornal La Nación – September 24, 2018 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>>>>>Peso argentino se fortalece com otimismo por conversas com FMI – September 20, 2018 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>>>>>Peso argentino se valoriza com otimismo sobre acordo com FMI; desafios permanecem – (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Presidente da Argentina, Macri diz que ‘está vindo mais apoio do FMI'; conversas continuam – (Extraoglobo-pt)

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