Previdência: governo afina discurso e reafirma que não há nova proposta de reforma

Por: SentiLecto

— Na tentativa de aliviar os ânimos do mercado, que ficou tenso depois da circulação da informação de que os partidos do centrão exibiriam uma proposta própria para reforma da Previdência — o que poderia atrasar a mudança nas normas da aposentadoria —, a equipe econômica se reuniu com o relator da matéria na delegação especial, deputado Samuel Moreira . Depois do encontro, Paulo Guedes declarou que está otimista em relação na aprovação da reforma no Congresso com a potência fiscal necessária para equilibrar as contas públicas: uma economia de R$ 1 trilhão em 10 anos. Paulo Guedes é o ministro da Economia.1 trilhão em 10 anos. — Estamos confiantes no trabalho do relator, estamos confiantes no trabalho do Congresso e otimistas quanto ao compromisso de conseguirmos aprovar a reforma com a potência fiscal necessária para desbloquear o horizonte de investimento no Brasil nos próximos 10 anos, 15 anos. O Brasil recomeçar o crescimento e conseguir a estabilidade fiscal é o grande objetivo — alegou Guedes, ao lado de Moreira e do Secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho. — Estamos trabalhando em cima do projeto que o governo mandou. Esse é o projeto. Só tem esse projeto. Estamos relatando esse projeto. Continuaremos assim e, se houver mudanças, se exibirá um substitutivo como sempre aconteceu na Casa, sem nenhum problema, sem qualquer desentendimento. Pelo contrário, estamos cada vez mais juntados, juntando cada vez mais os partidos. Temos que ter o governo junto – realçou Moreira. Ele alegou ter a convicção de que a reforma a ser aprovada pelo Congresso precisa assegurar a economia de pelo menos R$ 1 trilhão. O relator recordou que o governo mandou ao Congresso pedido de crédito adicional de R$ 248 bilhões, nos quais R$ 200 bilhões são só para homenagear os compromissos com a Previdência. Ainda que existem estados que não estão pagando aposentados e os salários dos servidores, moreira indicou. — A situação é grave. Por isso, essa meta é uma meta coerente — alegou o relator. Ele declarou que pretende exibi o relatório antes do dia 15 de junho e que o prazo para apresentação de emendas de parlamentares ainda não fechou. Alegou que aprofundará as conversas com os líderes do partidos, inclusive da oposição. Moreira admitiu que reforma tem pontos polêmicos no projeto, mas que o governo está “aberto a aceitar mudanças”. O presidente da delegação especial da reforma, deputado Marcelo Ramos não participou do encontro no Ministério da Economia. Deputado Marcelo Ramos é autor das declarações sobre a existência de um relatório alternativo.

Entre as possíveis concessões admitidas pelo governo, que enfrenta problemas de articulação em sua base no Congresso, estão flexibilizar a idade mínima de aposentadoria para professores e trabalhadores rurais.Para saber o que o governo admite chance de flexibilizar e outros pontos que devem padecer mudanças, em relação à proposta original, encaminhada ao Congresso, leia a matéria completa clicando aqui .— O secretário especial de Previdência e Trabalho, Caso o texto alternativo conserve o efeito fiscal e as linhas mestras do projeto mandado pelo Executivo, rogério Marinho, declarou nesta segunda-feira que o governo pode apoiar as mudanças feitas pelo Congresso Nacional na reforma da Previdência. — Se o relatório for na linha que nós acreditamos, evidente que vai haver suporte do governo. Nos interessa o efeito fiscal e a conservação da linha mestra da projeto que foi enviado ao parlamento. Aguardaremos — declarou Marinho, ao chegar para uma reunião no Ministério da Economia. Na sexta-feira, o presidente da Comissão Especial da reforma na Câmara, Marcelo Ramos declarou que o colegiado estuda sugeri um texto alternativo ao encaminhado pelo governo em fevereiro. A elaboração de um substitutivo faz parte do processo natural dessa espécie de tramitação, mas as declarações do deputado provocaram efeito. A mensagem foi a de que o Congresso deseja assumir a importância da agenda de reformas, no momento em que o governo enfrenta obstáculos para articular o suporte às medidas. Quando o ex-presidente Michel Temer exibiu sua proposta de reforma, apesar da turbulência, Marinho diminuiu a ideia de um texto alternativo e recordou que o mesmo processo aconteceu , a PEC 287. — Desejo recordar que o texto que chegou da 287 foi completamente transformado. Houve um substitutivo, apesar de não ter se falado a respeito, que mudou drasticamente o texto que foi enviado pelo governo federal à época. E nem por isso houve toda essa celeuma que está sendo instituída agora sobre uma questão que é absolutamente regimental — alegou Marinho, que era deputado quando se mandou a proposta de Temer a o Congresso. Ele classificou a fala de Ramos como um “ruído de comunicação” e realçou que as mudanças feitas pelo Congresso utilizarão o projeto do governo como base. — O que houve foi um ruído de comunicação. O próprio Marcelo Ramos deu uma declaração àoijornalismo Independente de obstáculo do governo Bolsonaro, qualquer governo tem que sentar-se e negociar. O governo que não negocia, impõe. E este governo não impõe. Segundo o secretário, o governo vai defender que o texto que sair da Câmara conserve pontos como a idade mínima e o efeito fiscal de ao menos R$ 1 trilhão. A equipe econômica já admite, no entanto, mudanças em trechos pontuais, como as normas da aposentadoria especial para professores e na vantagem de prestação continuada , pago a idosos carentes. — O do Executivo é a base, como ocorre normalmente num processo como esse. O texto está na delegação especial, há uma série de mudanças. Nós achamos que é o texto mais adequado, por isso que mandamos — adicionou.- A reforma da Previdência é decisiva para o equilíbrio fiscal de Brasil mas não é suficiente para estabilizar o endividamento ou levar a uma revisão de rating positiva do país, advertiu nesta quinta-feira o diretor-executivo da agência de classificação Fitch Ratings no Brasil, Rafael Guedes. “Falamos que a reforma previdenciária é a mais importante, é a mãe das reformas, mas de forma nenhuma é suficiente para levar o Brasil a um platô de estabilização do seu endividamento ou até mesmo a uma revisão de rating positiva”, declarou ele durante acontecimento da Fitch em São Paulo. “A reforma previdenciária é altamente importante, mas devemo fazer mais reformas. Ela é exclusivamente o início de uma agenda que tem que ser perseguida, seja por esse ou qualquer governo”, completou. Faz 1 ano, quando reafirmou a nota atribuída a o Brasil, a última ação de rating de a agência para o Brasil foi de agosto de 2018 em ” BB – “, com perspectiva estável. Com essa nota, o país está três degraus abaixo da faixa chamada de grau de investimento, considerada de baixo risco. Para a diretora sênior do Grupo Soberano da Fitch para América Latina, Shelly Shetty, incertezas e divisões no Congresso são dificuldades em um momento delicado para a economia do país. “Dados recentes mostram que o crescimento brasileiro não decolou, e o principal risco para a performance econômico é a decepção com agenda de reformas”, declarou ela em vídeo mostrado durante o acontecimento. “A agenda de reformas é positiva, mas incertezas sobre o momento e a fragmentação do Congresso são dificuldades”, completou. Shelly ainda realçou que o Brasil passa por recuperação moderada em um contexto de forte recessão, e que a expectativa da agência é de expansão abaixo de 2% neste ano. As projeções de crescimento para o Brasil vêm padecendo sucessivas diminuições. A mais recente pesquisa Focus realizada semanalmente pelo BC junto a uma centena de economistas mostrou que a estimativa para a atividade neste ano é de crescimento de 1,45 por cento, mas alguns analistas já veem uma taxa abaixo de 1%. O ministro da Economia, Paulo Guedes alegou em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento do Congresso que a projeção de crescimento do governo para a economia neste ano caiu para 1,5%. Por enquanto, o governo estima oficialmente alta de 2,2% do PIB.

No domingo 12 de maio a reforma da Previdência começou a ser debatida na última terça-feira na delegação especial da Câmara dos Deputados, em uma sessão menos tumultuada do que as prévias, que haviam acontecido na Comissão de Constituição e Justiça . Parlamentares já começaram a antecipar, npassada, os pontos do texto que poderiam ser transformados na delegação, enquanto o governo continuava defendendo a aprovação da reforma integralmente, como havia sido elaborada pela equipe econômica.

Fonte: Extraoglobo-pt

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Previdência: governo afina discurso e reafirma que não há nova proposta de reforma
>>>>>Reforma da Previdência: idade mínima pode ficar menor para professor – May 20, 2019 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>EXTRA tira dúvidas sobre a capitalização na reforma da Previdência – (Extraoglobo-pt)
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