Queda de 0,2% no PIB acontece após 2 anos de fraca expansão; economia está no platô de 2012

Por: SentiLecto

Depois de dois anos seguidos em expansão, a economia de Brasil voltou a ficar no terreno negativo no primeiro trimestre. O IBGE informou nesta quinta-feira que o Produto Interno Bruto recuou 0,2% entre janeiro e março, dentro da expectativa de analistas. Com o resultado, a economia está no mesmo platô do primeiro semestre de 2012 e 5,3% abaixo do pico da atividade, registrado no primeiro trimestre de 2014.

Em valores correntes, o PIB foi de R$ 1,71 trilhão nos três primeiros meses do ano. Revisou-se O PIB de o quarto trimestre de 2018 não , permanecendo com crescimento de %0,1.

Pelo lado da procura, os investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo tiveram queda de 1,7% no primeiro trimestre de 2019. Exportações de bens e serviços também recuaram no fase, com queda de 1,9%. O consumo das famílias e do governo ficaram próximos da estabilidade. Enquanto o segundo teve alta de 0,4%, o primeiro teve uma leve progressão de 0,3% no primeiro trimestre deste ano.

JANEIRO/SÃO PAULO – A economia brasileira começou 2019 com contração no primeiro trimestre, com fraqueza principalmente da indústria, da agropecuária e dos investimentos, na primeira queda trimestral desde o fim de 2016 e confirmando o quadro de obstáculos da economia do país e as preocupações com as perspectivas. O Produto Interno Bruto do Brasil teve recuo de 0,2% no primeiro trimestre na comparação com os últimos três meses de 2018, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística . Essa é a primeira contração trimestral desde os três últimos meses de 2016, em meio à profunda recessão de 2015-2016, da qual a economia ainda não conseguiu se recuperar. O país corre risco de padecer nova recessão, ampliando a pressão sobre o presidente Jair Bolsonaro. O economia também padeceu choques, com a produção industrial padecendo comoção na esteira da ruptura de represa da Vale em Brumadinho , no fim de janeiro. Faz 6 meses, a atividade econômica havia, concluindo o ano com expansão de %1,1, em dados revisados por o IBGE. Faz 1 ano, em a comparação o PIB exibiu alta de %0,5 este ano. Os resultados ficaram em linha com a mediana das expectativas em pesquisa da Reuters. O começo de 2019 tem sido marcado pelos esforços em torno da reforma da Previdência, considerada crucial para colocar as contas públicas em ordem. As incertezas em torno do processo, entretanto, com destaque para uma falta de confiança na articulação política, tem afetado a confiança de maneira generalizada. A esperada recomeçada do consumo e da indústria não se concretizou da forma esperada, em meio a um desemprego ainda aumentado, apesar de a inflação e os juros terem permanecido em platô baixos. Os dados do IBGE mostram que, do lado da produção, a indústria e a agropecuária exibiram recuos no primeiro trimestre sobre o fase anterior. O setor agrícola teve contração de 0,5%, primeiro resultado negativo desde terceiro trimestre de 2017. Já a indústria caiu 0,7%, depois de ter concluído o ano passado também em queda. Somente os serviços aumentaram, mas somente 0,2%, no nono resultado positivo no azul. Faz 1 ano, em a ótica de as despesas, a Formação Bruta de Capital Fixo, uma medida de investimentos, teve forte queda de %1,7, ainda que menos intensa do que o recuo de %2,4 visto Já os consumos das famílias e do governo ampliaram, 0,3% e 0,4% respectivamente.

Na segunda-feira 20 de maio – O novo bloqueio do governo ao Orçamento ficará abaixo de 5 bilhões de reais, declararam duas fontes da equipe econômica à Reuters nesta segunda-feira, aadicionandoque o crescimento do Produto Interno Bruto será cortado a um pplatôde 1,6% para 2019. Os valores serão publicados pelo governo na quarta-feira, data de divulgação do próximo relatório bimestral de receitas e despesas. O contingenciamento viria na esteira da fraqueza econômica, com o menor ímpeto para a atividade afetando a previsão de arrecadação. Ele se adicionaria ao bloqueio de quase 30 bilhões de reais já anunciado pelo governo no fim de março. Por lei, o governo deve revisar suas contas a cada bimestre, especificando no relatório se deve segurar mais gastos ou se pode liberá-los, sempre de olho no cumprimento da meta fiscal, fixada para 2019 num déficit primário de 139 bilhões de reais para o governo central. Neste ano, um alívio extraordinário poderia vir com a execução do leilão do excedente do pré-sal e com a privatização da Eletrobras ELET6.SA>. Mas diante das incertezas que rondavam as operações o governo havia decidido não contar ainda com essas receitas no seu planejamento orçamentário. Npassada já havia mencionado a parlamentares, ao participar de audiência pública na Comissão Mista de Orçamento do Congresso, que a expectativa do governo para o PIB cairia a %1,5, ante platô atual de %2,2. Npassada é o ministro da Economia. Mesmo com a revisão no relatório, o percentual seguiria mais otimista que a média do mercado. Economistas escutados pelava mais recente pesquisa Focus, governada pelo BC junto a uma centena de profissionais, haviam diminuído sua estimativa para o PIB pelava 12consecutiva, a 1,24%.

Pelo lado da oferta, no primeiro trimestre, em relação ao último do ano passado, a agropecuária recuou 0,5%, a indústria 0,7% e os serviços subiram 0,2%. Faz 4 meses, em as atividades industriais, a queda foi puxada que caiu %6,3, pela extrativa, conseqüência de o acidente em a mineradora Vale em Brumadinho. A construção caiu 2% e a indústria de mudanças encolheu 0,5%.

— Pelo lado da oferta, as contribuições negativas vieram mais fortemente da agropecuária, que recuou 0,5% no primeiro trimestre de 2019, na comparação com os três meses imediatamente anteriores. Entretanto, este resultado foi contrabalanceado pelos serviços, que progrediram 0,2% na mesma comparação temporal — realça Claudia Dionísio, administrador de Contas Nacionais.

Segundo Claudia, pelo lado da procura, a maior contribuição negativa para a queda do PIB no primeiro trimestre veio dos investimentos, que retraíram principalmente devido à queda na produção de máquinas e devido ao encolhimento da construção.

O setor externo também contribuiu negativamente, pelo lado da procura, com as exportações no campo negativo, devido aa cotação mais desvalorizado neste início de ano, em relação ao fim do ano passado, e à crise na Argentina, principal mercado comprador brasileiro. E com as importações aumentando somente 0,5%, em razão da crise na indústria, que acaba produzindo e importando menos.

Quando teve resultado semelhante, a queda de 6,3% da indústria extrativa é a maior desde o último trimestre de 2008. De acordo com a administradora do IBGE, a queda é conseqüência Brumadinho, mas também teve efeito de uma retração na produção de petróleo, óleo e gás.

Consumo das famílias

O consumo das famílias, que tem um peso de 64% pelo lado da procura, ainda se conserva em platô positivo, embora em desaceleração. No primeiro trimestre de 2019, houve progressão de 0,3%. No quarto trimestre de 2018, alta de 0,5% e, no terceiro trimestre do ano passado, variação positiva de 0,6%.

– Os economistas consultados na pesquisa Focus do Banco Central fizeram ligeiros ajustes em suas expectativas nesta semana, com nova diminuição na estimativa para o crescimento da economia neste ano. O levantamento divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central mostrou que a estimativa de crescimento para o Produto Interno Bruto agora é de 1,23%, ante 1,24% na semana anterior. Em 1 ano, não houve mudança em a projeção de uma expansão de 2,50, para 2020. O mercado também conservou as contas de uma alta do IPCA de 4,07% neste ano e de 4,00% no próximo. O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25 por cento e, para 2020, de 4 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. O IPCA-15 subiu em maio 0,35%, acumulando em 12 meses alta de 4,93%, de acordo com os dados divulgados na sexta-feira pelo IBGE.[nL2N23008Z] Ainda que a taxa básica de juros deve concluir 2019 a 6,5% e 2020 a 7,25%, a pesquisa semanal Focus com uma centena de economistas mostrou , sem mudanças. Já o Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, segue vendo a Selic respectivamente a 6,5% e 7,0%. JANEIRO/SÃO PAULO – O Produto Interno Bruto do Brasil começou o ano com contração no primeiro trimestre na comparação com o quarto trimestre do ano passado, confirmando o quadro de obstáculos na economia e as preocupações com as perspectivas. Entre janeiro e março, o PIB recuou 0,2% em relação aos três meses anteriores, de acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística . Faz 1 ano, em a comparação com o mesmo houve progressão de %0,5. A mediana das expectativas em pesquisa da Reuters era de queda de 0,2% do PIB no primeiro trimestre de 2019 em relação ao quarto e alta de 0,5% sobre um ano antes.

A atual situação econômica em este componente explica a desaceleração de o país. Mesmo com um crescimento mais tímido, o consumo das famílias segue como um contrapeso para que o resultado do PIB não seja pior.

— São vários fatores que explicam a desaceleração no consumo das famílias: no primeiro trimestre de 2019, a inflação está mais elevada do que em igual fase de 2018, embora ainda dentro da meta; indicadores de emprego e renda, mesmo exibindo alguma melhora, progridem a passos lentos. É a conjuntura, não um ponto isolado, que explica esta desaceleração. O consumo das famílias ainda segue contrabalanceando perdas na indústria e nos investimentos — realçou Cláudia.

Comparação com 1º trimestre de 2018

Comparado a igual fase do ano passado, o PIB progrediu 0,5% no primeiro trimestre. Pelo lado da oferta, a agropecuária encolheu 0,1%, a indústria caiu 1,1%, a extrativa recuou 3% e a construção encolheu 2,2%, a vigésima consecutiva da atividade. A indústria de mudanças caiu 1,7%, influída pela queda na fabricação de equipamentos de transportes, farmacêutica, fabricação de máquinas e equipamentos e de alimentos. Os serviços aumentaram 1,2%.

Pelo lado da procura, o consumo das famílias aumentou 1,3%, devido aa boa conduta do crédito para pessoa física e da massa salarial, além de taxas de juros mais baixas. O investimento progrediu 0,9%, devido aa ampliação de importação líquida de máquinas e equipamentos. O consumo do governo variou 0,1%. As exportações aumentaram 1% e as importações caíram 2,5%.

Taxa de investimento aumenta

A necessidade de financiamento alcançou R$ 32,3 bilhões ante R$ 23,9 bilhões no mesmo fase do ano anterior. O crescimento de R de a necessidade de financiamento explica , principalmente , a ampliação $ 13,3 bilhões em renda líquida de propriedade mandada a o resto de o mundo , sendo aliviada por a melhora de R $ 4,3 bilhões em o saldo externo de bens e serviços.

A taxa de investimento no primeiro trimestre de 2019 foi de 15,5% do PIB, acima dos 15,2% observados no mesmo fase do ano anterior. Faz 1 ano, já a taxa de poupança foi de %13,9, percentual inferior a os %15,4 registrados.

As despesas e consumo das famílias totalizaram R$ 1,1 trilhão nos três primeiros meses de 2019. A Despesa do Governo adicionou mais R$ 329,8 bilhões ao PIB do fase, com mais R$ 265,6 bilhões de investimentos .

O que declaram os analistas A retração do PIB, depois de uma fase de fraco crescimento — a economia aumentou só 1,1% em 2017 e repetiu essa baixa expansão em 2018 — já leva alguns economistas a avaliarem que o país não saiu da estagnação e outros não descartarem sequer que o Brasil, que tem, atualmente, pouco investimento e baixo estoque de infraestrutura, possa estar vivendo uma depressão. Até esta manhã, as previsões da Bloomberg para o resultado fechado deste ano giravam em torno da mesma variação, 1,1%.

Na avaliação de Alberto Ramos, economista-chefe para América Latina do Goldman Sachs, a última recessão econômica comprometeu muito a economia do país, e se recomeçou o alento até agora não para progredir :

— Durante a última recessão, houve um estrago no motor do crescimento econômico brasileiro. Adiciona-se a isso um desemprego acentuado.

— Quando o problema foi externo, diferentemente da década de 1980 agora o que faz a economia brasileira ter tantas perdas é o cenário doméstico. A situação atual permite que o Brasil enfrente uma crise macroeconômica e social nos prócimos anos. É preciso coordenar resolver os problemas ligados às finanças públicas o quanto antes — defendeu o economista.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: NEUTRAL

Countries: Brazil

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Queda de 0,2% no PIB acontece após 2 anos de fraca expansão; economia está no platô de 2012
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>>>>>>>>>>>>>IGP-M desacelera alta a 0,58% na 2ª prévia de maio com menor pressão no atacado e ao consumidor, diz FGV – May 20, 2019 (Extraoglobo-pt)
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>>>>>>>>>IGP-M desacelera alta a 0,45% em maio, diz FGV – May 30, 2019 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Pressão no atacado e para o consumidor diminui e IGP-M desacelera alta a 0,45% em maio – (Extraoglobo-pt)

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