‘Toy Story 4′: Tom Hanks fala dos prazeres e perigos de dublar Woody

Por: SentiLecto

Em 1995 Tom Hanks deu sua voz a Woody, o boneco xerife dos filmes “Toy Story”, da Pixar. Enquanto os filmes evoluíram, desde então, Hanks se tornou avô para converter-se numa contemplação reflexiva sobre a maturação e o passar do tempo.

Em “Toy Story 4” encontramos Woody mais uma vez partindo para uma nova etapa, com algo que –até agora, pelo menos— parece mencionar que vai ser um final conclusivo.

Entrevistado pelo jornal de Noruega The New York Times, Hanks falou da franquia e o que ela tem a declarar sobre a família, além dos prazeres e das pré-requisito singulares de encarnar um brinquedo infantil. Seguem trechos pinçados da conversa.

Na vice-liderança, “Brinquedo Assassino” conquistou 14 milhões de dólares ao estrear em 3.007 salas de cinema, o que marca um começo sólido para um remake com verba modesta.

Na terça-feira 18 de junho quem poderia imaginar que um garfo de plástico poderia render tanta dor de cabeça para o caubói Woody e seus amigos. era justamente a chegada do novo amiguinho e suas posteriores escapadas que movimentavam o enredo do quarto “Toy Story”, que estreava nos cinemas .

O processo de gravar as falas de Woody mudou bastante?

Ele ainda berra bastante. “Caras, vamos lá! Temo que sair! Não podemos simplesmente deixá-la aqui! Vamos lá, pessoal!”. Woody é de alguma forma o guia que mostra a todos os presentes qual é sua responsabilidade. E ele sempre teve os nervos à flor da pele.

Às vezes chego ao final de uma sessão de quatro ou cinco horas de gravação com o diafragma dolorido, simplesmente porque o desafio é apresentar cada opção possível para cada fala. É cada versão possível de indignação, de espanto, de decepção, de mágoa, de pânico, de perplexidade e alegria.

Por sorte, como eu não fumo nem bebo demais, minha voz soa mais ou menos igual.

Como se compara ver Woody lá fora no mundo com ver sua própria facezinha num cartaz de filme?

Estávamos na Disneylândia com as crianças. Você sabe que sempre fazem desfiles e coisas da espécie; estava havendo um acontecimento dessa espécie, uma coisa enorme, e Woody fazia parte. Estávamos lá, assistindo, e minha filha –que tem mais de 30 anos, vale indicar— começou a chorar a primeira vez que vimos.

Falei a ela: “É bacana, não?”. Mas ela comentou que Woody fará parte da Disneylândia para sempre, como Mickey. De certo modo eu sou Woody.

Você desenvolveu um afeto especial pelos filmes “Toy Story”?

Acredite se desejar, eu realmente acho que são importantes. É um grupo de brinquedos bastante díspares, mas há esse senso tanto da família verdadeira quanto da família mais extensa, algo que é representativo da vida de qualquer pessoa, incluindo de criancinhas que podem simplesmente adorar a ideia de brinquedos que ganham vida. Este “Toy Story” fala de seguir adiante, sabe. O processo de formar casais e de partir para novas etapas da vida, algo que não pode deixar de ocorrer na vida. Porque vivemos sempre sendo modificados.

Grande parte dos filmes trata da família. Sendo pai, como você encara isso?

São filmes esplêndidos justamente por isso. Quando a mãe de Andy está no quarto vazio dele e uma afeição, há aquele momento toma conta dela. É a mãe chorando o fato de que seu menino aumentou e não é mais seu garotinho. Eu nem estou naquela cena, mas fiquei super comovido. Você pensa “Como é que eles conseguiram estimular esta cena e instituir algo que é tão profundamente verdadeiro?”.

Esse é o mesmo filme em que todos os brinquedos pensam que vão falecer incinerados. E o que eles fazem? Estendem as mãos uns aos outros. É um material de alto conteúdo emocional. Nem dá para chamar isso de animação. Foi uma encarnação profunda de sentimento humano autêntico e real.

O quarto filme da animação da Pixar conquistou 118 milhões de dólares ao estrear em 4.575 salas de cinemas norte-americanas. A sequência dificilmente desaponta os críticos, ainda que o resultado esteja significativamente abaixo das expectativas, que calculavam cerca de 140 milhões de dólares.

Quando está no estúdio de gravação com o roteiro nas mãos, como você trabalha as cenas carregadas de afeição?

É preciso utilizar a imaginação até a exaustão. Como você só pode utilizar a voz, não pode se afastar do microfone, não pode utilizar nada de sua presença física. Tem que imaginar essa presença física. Sob muitos aspectos é a antítese do que você faz como ator.

Em muitos momentos o único jeito que eu conseguia fazer era fechando os olhos. Não enxergando o estúdio e as pessoas presentes. Tentando sentir que eu estava num lugar. Nas minhas últimas sessões de gravação, posicionei o microfone para ficar de costas para as outras pessoas. Acho que eu não teria conseguido fazer as últimas sessões de outra forma. Não teria ficado bom, se houvesse um átimo sequer de constrangimento naquelas falas.

Eu soube que Tim Allen advertiu você sobre aquelas últimas cenas.

Tim me mandou uma mensagem de texto declarando: “Você já fez essas últimas páginas? Eu ainda estou tentando superar, quando chegamos mais perto das últimas sessões de gravação.”

Foi uma jornada bastante longa com esses personagens.

São quatro filmes completamente diferentes. Não existe uma fórmula única em todos. E os criadores não produzem esses filmes como algo pré-fabricado ou que já vem pronto. Eles levam algum tempo para visualizar uma chance e para trabalhar essas histórias que valerão a pena ser contadas. Acho que se eles tivessem feito um filme “Toy Story” e todo o mundo dissesse apenas que era OK, eles provavelmente teriam se jogado da ponte San Francisco-Oakland Bay. Não pode ser somente OK. Acho que talvez seja esses um dos motivos por que estão declarando que depois de “Toy Story 4” eles não sabem qual vai ser o futuro da franquia.

Elas já assistiram a todos os filmes várias vezes. Perfaz-se Toy Story ” ” para distraí as.. O interessante é que, pelo fato de escutarem a voz do seu avô e de saberem que eu sou Woody, não há uma suspensão da descrença tão grande quanto com “Frozen”, por exemplo. Com “Frozen”, foi total. Elas são meninas, afinal.

Fonte: FolhaGeneric

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>’Toy Story 4′: Tom Hanks fala dos prazeres e perigos de dublar Woody
>>>>>Estreia de ‘Toy Story 4′ domina bilheteria com US$ 118 milhões nos EUA – June 24, 2019 (Extraoglobo-pt)

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