Análise: Quando o futebol no Brasil dará liga?

Por: SentiLecto

Ao que tudo menciona, não durou nem ao menos dois dias o projeto que a SportPromotion tinha para o Brasileirão. A notícia de que a Folha de S.Paulo sabia com antecedência a triunfo da companhia na licitação da CBF para as placas de anúncio brasileiras fez o negócio começar a dar para trás antes mesmo de a agência ir para a segunda etapa do projeto, que era negociar clube a clube um acordo para ter mais do que as placas como propriedade comercial.

A SportPromotion sabe que vender um patrocínio de torneio só com a placa de anúncio é uma aberração; nenhum torneio desenvolvido se restringe a isso ao partir para o mercado. Mas, com o Brasileirão, é necessário um esforço surreal para fazer o básico; a competição não tem um formato comercial mínimo, uma estrutura que cuide do torneio como produto.

Na quinta-feira 07 de março a Nike havia ativado o patrocínio à CBF para exaltar o futebol feminino. A marca havia aproveitado o Dia Internacional das Mulheres e a proximidade da Copa do Mundo da categoria para fazer uma exibição a céu aberto em São Paulo, com imagens disseminadas ao longo da Avenida Paulista.

Esqueçamos a denúncia do jornal e a lambança que acontece a partir de agora. O que mais espanta nessa história toda é que o caso ressalta, mais uma vez, a total incompetência do futebol de Brasil em atuar em bloco na busca de um negócio que seja positivo para todos. Se tem uma coisa que os dirigentes sabem fazer é como desperdiçar energia, tempo e dinheiro em coisas que não dão nenhum resultado!!!!!

Quando publicamos em primeira mão o resultado da concorrência da CBF, na última terça-feira tivemos de administrar uma primeira crise entre a entidade e a agência. Enquanto o outro sustentava, um lado declarava que tinha direitos que iam além das placas publicitárias que a venda era só para a placa estática no gramado, o que não encarna nada além do que entrega de mídia sem maior valor agregado à marca.Quando o tema é dinheiro, o caso só exemplifica o quanto o futebol no Brasil caminha para trás. Os clubes, em vez de se unirem e criarem um meio racional, justo e eficiente de vender as propriedades comerciais de um campeonato, querem brigar para saber quanto cada um está ganhando. No fim das contas, o saldo é negativo.

Na sua vez, nesta semana, a redação da Máquina do Esporte viveu um episódio curioso, que quando o tema é um produto completamente desajustado às melhores práticas do mercado, só poderia aocorrercomo o Campeonato Brasileiro. Ele ilustra bem como o torneio se o gere de maneira torta.

Pelo caminhar da carruagem, o Brasileirão iniciará em menos de dois meses sem ter uma companhia que negocie direitos de anúncio sobre o acontecimento. Ficarão as marcas sem ter com quem dialogar e, os clubes, sem ter o que vender. Não tem como achar que alguém esteja ganhando dentro de uma situação como essa, não é mesmo?

Vai ser que não existe o mesmo apetite para o mercado interno? Não seria tão mais simples ter uma companhia que vendesse o Brasileirão para as companhias e, a partir dela, o lucro seria dividido igualmente entre os participantes? Quando o futebol dará liga?

Fonte: maquinadoesporte-pt

Sentiment score: NEUTRAL

Countries: Brazil

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Análise: Quando o futebol no Brasil dará liga?
>>>>>Análise: Brasileirão segue sem dono e projeto – March 14, 2019 (maquinadoesporte-pt)
>>>>>>>>>Após CBF, agência mira acordo com clubes da Série A – March 13, 2019 (maquinadoesporte-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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