Ex-procuradora declara que vai entregar provas contra Maduro a outros países

Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Mapa Venezuela Topografico

A ex-procuradora-geral da Venezuela Luisa Ortega Díaz, que deixou Caracas após ser acusada de traição pelo governo, alegou nesta quarta-feira que vai entregar a outros países provas de corrupção contra os principais dirigentes chavistas e contra o presidente Nicolás Maduro.

– A procuradora-geral destituída da Venezuela, Luisa Ortega, acusou nesta quarta-feira o ex-vice-presidente de Venezuela Disdalo Cabello, aliado do atual presidente daquele país Nicolás Maduro, de ter recebido 100 milhões de dólares da Odebrecht por meio de uma companhia de Espanha que tem como donos formais dois primos dele, Jorge Alfredo Cabello e Jerson Jesús Campos Cabello. De passagem por Brasília, onde participou como visitante de um encontro de chefes do Ministérios Públicos do Mercosul, Luisa Ortega declarou que entregará a autoridades espanholas e de outros países informações referentes a esquemas de corrupção da empreiteira de Brasil e também de outras negociatas na Venezuela, que envolvem pessoas ligadas ou próximas do alto escalão do governo Maduro. A ex-procuradora declarou que também detém documentos sobre anormalidades no processo de distribuição de alimentos da Venezuela que envolveriam Maduro. Ela declarou que o presidente de Venezuela é o proprietário oculto de uma companhia acolhida no México responsável por esses repasses de alimentos. “A comunidade internacional deve investigar esses casos”, defendeu. Ela anunciou que encaminhará a autoridades dos Estados Unidos, do México, da Espanha e do Brasil documentos referentes a inquéritos da Odebrecht e de outras anormalidades envolvendo Maduro e pessoas próximas ao regime comandado por ele. Luisa Ortega declarou ter sido deposta sumariamente pela Assembleia Constituinte da Venezuela após começar a investigar esses casos de corrupção. Ela acusou o recém-eleito órgão legislativo de se tornar uma “inquisição” com poderes para perseguir e castigar qualquer pessoa que seja tida como oponente político do atual regime. CORREDOR DA MORTE A ex-procuradora-geral declarou que não há Estado democrático na Venezuela e exortou os colegas da região a repudiarem ações arbitrárias como a que acontece em sua terra natal, sob o risco de a prática se espraiar pelo continente. “A Venezuela é o corredor da morte do Direito”, criticou. Ela declarou ter sido destituída da posição em um processo que durou 32 segundos pela Assembleia Constituinte –ela foi afastada no começo do mês– e preferiu abandonar o país em direção à Colômbia por conta própria diante de ameaças à sua integridade física. Luisa foi uma aliada próxima do ex-presidente de Venezuela Hugo Chávez, mas rompeu com o sucessor dele e passou a delatar o governo de Maduro diante dos protestos de rua que já mataram mais de 100 pessoas este ano em meio à profunda crise política e econômica. A ex-procuradora –que iria se reunir nesta quarta com o chanceler brasileiro, Aloysio Nunes Ferreira– ainda não decidiu onde vai ficar. Ela já tem uma oferta de asilo formal feito pela Colômbia. Apesar de toda a crise na Venezuela, ela se declarou contra uma eventual intervenção militar para debelar a situação. Durante a reunião, chefes dos Ministérios Públicos de países do Mercosul saíram a favor da atuação de Luisa Ortega. Culpada por convidá-la a participar do encontro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, criticou a interferência no Ministério Público da Venezuela aodeclararr que, atualmente, é uma instituição “subjugada a um verdadeiro poder político ditatorial”. Janot, que cobrou os colegas que permaneçam alertas diante do estado de exceção naquele país alegou: “Assistimos a um estupro institucional no Ministério Público de Venezuela”. Para o chefe do Ministério Público paraguaio, Javier Díaz Verón, Luisa Ortega tornou-se símbolo da perseguição ao trabalho dos ministérios públicos de cada um dos países do bloco. Declarou: “Cremos que é uma bofetada na democracia e no estado democrático de direito”. Jorge Díaz Almeida defendeu que o Ministério Público não aceite pressões sobre o seu trabalho. Jorge Díaz Almeida é o colega de Uruguay. Uma das críticas feitas durante o encontro é o entrave entre autoridades dos governos brasileiro e argentino para a troca de informações entre o MP dos dois países a respeito de inquéritos deflagrados a partir das delações de executivos da Odebrecht. Para a chefe do MP argentino, Alejandra Gils Carbó, isso constitui um obstáculo para se investigar “graves transgressões”.

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Em reunião em Brasília, Temer e Cartes voltam a criticar a Venezuela

Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Nicolás Maduro in meeting with Iranian President Hassan Rouhani in Saadabad Palace

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Assembleia Constituinte da Venezuela interrompe sessão marcada para hoje

Por: SentiLecto

Caracas, 6 ago . – A Assembleia Constituinte da Venezuela interrompeu a sessão que estava calculada para este domingo, quando seria instalada a chamada “Comissão da Verdade” para começar a estabelecer responsabilidades por fatos violentos nas manifestações contra o governo, que acusa a oposição.

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Procuradora revela cerco militar ao Ministério Público na Venezuela

Por: SentiLecto

A procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega, que , para quem a Assembleia Constituinte reflete uma “pretensão ditatorial”, é uma veterana chavista que se distanciou do governo ao delatar um rompimento da ordem constitucional na Venezuela, delatou neste sábado o assédio de militares que cercam a sede do Ministério Público, um dia depois da posse da Assembleia Constituinte e de receber medidas de proteção da CIDH . “Rejeito o cerco ao Ministério Público. Delato essa arbitrariedade à comunidade nacional e internacional”, escreveu a procuradora em sua conta no Twitter.

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OEA exclui Venezuela de reunião interamericana de autoridades eleitorais

Por: SentiLecto

Faz 10 meses, Luis Almagro anunciou em esta que convidará se o Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela não em a Reunião Interamericana de Autoridades Eleitorais de Cartagena, em a Colômbia, em outubro. Luis Almagro é o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos .

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