Secretária do Tesouro declara que não há ‘plano B’ para receitas de leilões de hidrelétricas

Por: SentiLecto

– Ana Paula Vescovi alegou, nesta quarta-feira, que apesar da danificação das contas públicas, o governo está comprometido com o cumprimento da meta fiscal do ano, de déficit primário de R$ 139 bilhões. Ana Paula Vescovi é a secretária do Tesouro Nacional. Uma dos obstáculos para fechar as contas de 2017 está em obtenção de receitas. A equipe econômica conta, por exemplo, com R$ 11 bilhões decorrentes de leilões de usinas hidrelétricas da Cemig, que são alvo de uma disputa judicial entre União e o governo geresano. Caso esses recursos não entrem nos cofres públicos, mesmo assim, Ana Paula declarou que não existe um plano B : — Leilões são plano A. Estamos fazendo um monitoramento estrito desse processo e não há nenhum indício de que eles não possam acontecer. Não tem plano B. É fazer ocorrer — declarou ela, adicionando ainda a meta fiscal é “desafiadora”: — Nosso compromisso é pleno com o cumprimento da meta. Temos uma meta definida por lei e é ela que perseguimos. Não negamos que ela é desafiadora, mas estamos provando nosso engajamento com ela. Temos confiança na liderança do ministro Meirelles na condução desse processo. Temos feito um trabalho importante para reverter a crise do passado, que foi fiscal. Perguntada sobre o fato de que os esforços para a execução da meta estão prejudicando a realização orçamentária e, consequentemente, os serviços à população, ela respondeu que o equilíbrio fiscal e a queda da inflação também são importantes para as pessoas de baixa renda: — Nosso compromisso com a meta é a demonstração de um reequilíbrio que permite uma recuperação da economia, taxas de juros mais comportadas e inflação sob controle. É isso o que mais beneficia os mais pobres. Estamos firme e coesos nisso. REAJUSTES DO FUNCIONALISMO Ana Paula evitou comentar o pedido de reajuste salarial do Ministério Público, que decidiu incluir uma ampliação de 16% para a categoria em sua verba para 2018: — O reajuste do Ministério Público é uma questão que, pelo regramento constitucional, é do órgão. Quem aprecia essa questão é Congresso. Se esse percentual seria razoável, ao ser perguntado sobre ela rebateu: — Não tenho elementos concretos para fazer análise. A secretária admitiu que o governo precisa rever despesas compulsórias para fechar as contas não somente de 2017, mas também de 2018. Por isso, ela alegou que existe a chance de deferimento de reajustes de servidores públicas no próximo ano. Segundo Ana Paula, essa é uma questão preliminar, mas uma chance seria rever o programa de pagamento de categorias que fecharam com o governo acordos de ampliações por um fase de quatro anos. — O reajustes de 2018 está em lista para ser estudado. No início de cada ano é previsto um reajuste. Seria a postergação de um reajuste aprovado em lei. Poderia ser em alguns meses, por algum fase — declarou ela. Faz 1 ano, em o primeiro semestre, as despesas de pessoal de o governo central adicionaram R $ 136,9 bilhões, com ampliação real de %11,3 Esse percentual está bem acima do ampliação real das despesas totais, de 0,5%. Segundo Ana Paula, uma parte desse valor de pessoal aconteceu devido à antecipação do pagamento de precatórios este ano. Sem essa mudança, a ampliação seria de 7,5%. Até o final do ano, a taxa tende a ficar em 6%.

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