Sistema financeiro está pronto para alavancar recomeçada, declara chefe do BC

Por: SentiLecto

Ilan Goldfajn alegou nesta sexta que a recessão ficou para trás e que o sistema financeiro está pronto para voltar a atender a procura por crédito e financiar a retomada da atividade econômica. Ilan Goldfajn é o presidente do Banco Central.

Leer Más

Banco Central corta Selic a 9,25% e juros caem ao menor nível em 4 anos

Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Senate budget committee

O Banco Central confirmou a expectativa do mercado e cortou, nesta quarta-feira , a taxa básica da economia em 1 ponto percentual, para 9,25% ao ano. Foi o sétimo corte seguido da Selic.

– Quando a taxa estavam em 9,5%, o Comitê de Política Monetária do Banco Central tem que anunciar amanhã a diminuição da Selic em mais um ponto percentual, para 9,25% ao ano, voltando para a casa de um dígito, o que não ocorria desde novembro de 2013. O processo de cortes, segundo economistas escutados pelo GLOBO, continuará, mas talvez em um ritmo um pouco menor. Ainda assim, a taxa básica deve andar para 8% até o final do ano, platô que se o vê também não há quatro anos. O que dá espaço para esses cortes, mesmo em meio a uma crise política e obstáculo de controlar as contas públicas, é a trajetória de queda da inflação. O IPCA deve concluir o ano em %3,33 e, no ano que vem, em %4,20, segundo a média das projeções do boletim Focus, compilado pelo BC semanalmente. O IPCA é índice oficial para o sistema de metas. Na avaliação de Jankiel Santos, economista-chefe do banco Haitong no Brasil, a calmaria no mercado de cotação, com o câmbio relativamente sob controle, também abre espaço para a permanência dos cortes. — Temos boas notícias no front inflacionário e uma calmaria no mercado cambial. As expectativas de inflação para o ano que vem também estão bem ancoradas e a atividade econômica tem assombrado para baixo. O BC não trabalhava com esse cenário, o que dá para ele mais espaço para continuar os cortes — avaliou. No comunicado divulgado após a reunião de maio, o BC já havia dado uma pista sobre essa permanência no ritmo para a reunião que tem começo hoje e se conclui amanhã, com a divulgação da Selic. Segundo o texto, a autoridade monetária sinalizou que tem que promover diminuições menores de juros no futuro por conta do ampliação dos nervosismos políticos, incorporados ao chamado “cenário básico”. O BC, em nota informou: “Em função do cenário básico e do atual balanço de riscos, o Copom compreende que uma diminuição moderada do ritmo de flexibilização monetária em relação ao ritmo adotado hoje deve se mostrar adaptada em sua próxima reunião”. Para o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, a fragilidade da atividade econômica, o desemprego aumentado e a tendência de baixa para a inflação favorecem a queda dos juros. —viu-se a aprovação de a reforma trabalhista como um sinal de que a agenda de reformas estruturais prossegue, mesmo com a instabilidade de o quadro político. Desta forma, acredito que o BC promova um novo corte de um ponto percentual, colocando a Selic em 9,25% nesta semana — alega o economista. Para as próximas três reuniões do Copom, a expectativa é que os cortes sejam menores, mas a taxa tem que chegar aos 8% entre as reuniões de outubro e dezembro, calcula Rosa. O economista Pedro Coelho Afonso avalia que a Selic tem que chegar a dezembro entre %7,5 e %8, de acordo com projeções feitas pelo setor econômico da corretora. O economista Pedro Coelho Afonso é chefe de operações da Gradual Investimentos. — Embora a atividade econômica mostre sinais de que está melhorando, o ritmo ainda não foi totalmente recomeçado. Portanto, serão necessários estímulos complementares. Mas não acredito que o Banco Central force uma queda exagerada de juros como ocorreu no passado, e afaste os investidores estrangeiros — declara o economista. efeito DA ALTA DO IMPOSTO Para Julio Hegedus Netto, economista-chefe da consultoria Lopes & Filho, mesmo pressões inflacionárias de curto prazo, como a ampliação das alíquotas de PIS/Cofins sobre os combustíveis e a chance das tarifas de energia subirem no próximo mês devido à bandeira vermelha , a inflação vcontinuaráem uma trajetória de baixa. — Até podemos ver um repique de inflação em agosto devido a esses fatores, mas algo em torno de 0,1 ponto percentual, o que é baixo e não deve modificar a política de afrouxamento monetário. O único fator de volatilidade na economia é a questão política, mas isso não modifica o cenário para a inflação —avaliou. Já para o expert em investimentos do banco Ouroinvest, Mauro Calil, há espaço não só para uma diminuição de um ponto percentual da taxa Selic, mas também para que a Selic chegue a 7,5% no fim de 2017. — Com algumas premissas, obviamente. A primeira premissa é a da inflação baixa, a segunda é a da situação política nessa volatilidade moderada, vamos declarar assim. E a terceira premissa, é a questão do desemprego. Faz 2 anos, nós estávamos diminuindo 200 mil vagas de emprego por mês, em 2015. Hoje, nós estamos numa estabilidade, entre aspas, diminuindo exclusivamente 30 mil vagas — alegou Calil. Quando a Selic estava em 7,25% ao ano, para ele, o que justifica a queda dos juros hoje é diferente do cenário registrado entre o final de 2012 e começo de 2013 a mais baixa da história. — Naquela época você precisava, pelo menos esse era o discurso, animar a economia pra que o ambiente externo não infectasse o Brasil. Mas isso não adiantou nada porque você tinha uma inflação aumentada, que chegou a dois dígitos. Deu no que deu: essa calamidade econômico — recordou. Sócio da Decisão Consultores discorda da média do mercado. Sócio da Decisão Consultores é josé Milton Dallari. Para ele, o Copom pode ser mais conservador e decidir diminuir a taxa de juros em 0,5 ponto percentual na reunião que conclui amanhã e promover uma nova baixa de 0,5 na próxima reunião, em setembro. — Os integrantes do Copom têm sido muito conservadores. Como temos uma ampliação do imposto de PIS/Cofins, que deve se refletir na inflação oficial em dois meses, avalio que eles podem decidir por duas baixas de meio ponto percentual na Selic — declarou Dallari. Ele acredita que a Selic chegue ao final do ano entre 8,5% e 9% e avalia que a ampliação de impostos vai ter um efeito de 1 ponto percentual no IPCA deste ano.

Leer Más

Atividade econômica no Brasil frustra expectativas e tem queda em maio

Por: SentiLecto

A atividade econômica no Brasil retardou e teve queda. Faz 3 meses, o IBC-Br caiu %0,51 em a comparação com abril, informou a instituição em esta sexta-feira.

Leer Más