Líderes do G7 chegam a impasse sobre clima e pedem mais vigilância cibernética

Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Angela Merkel Security Conference February 2015 (cropped)

TAORMINA, Itália – Líderes dos principais países industrializados do mundo não conseguiram convencer o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a apoiar o Acordo Climático de Paris na domo do G7 na Sicília nesta sexta-feira mesmo depois de horas de conversas, descritas pela chanceler alemã como “polêmico”.

Reunindo-se dias depois de um homem-bomba matar 22 pessoas em um show no norte da Inglaterra, os líderes emitiram um comunicado conjunto sobre a guerrazinha ao terrorismo, exortando fornecedores de serviços de internet e redes sociais a “ampliarem substancialmente” seus esforços para conter conteúdos extremistas.

Leer Más

Ibovespa sobe com ajuste e de olho em política; troca de comando do BNDES entra no radar

Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Bovespa Index

– O principal índice da Bovespa fechou em alta nesta sexta-feira, em movimento de ajuste amparado nas apostas de investidores no andamento das reformas no Congresso Nacional, a despeito da crise que afeta o Planalto desde as acusações contra o presidente Michel Temer. Perto do encerramento, a alta do Ibovespa chegou a perder parte do alento, após a renúncia da presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social afirmando motivos pessoais, Social é maria Silvia Bastos Marques, que informou pessoalmente sua renúncia da posição a Temer nesta sexta-feira. , mas voltou a ganhar força nos ajustes. Além disso, a agência de classificação de risco Moody’s informou após o fim do pregão que mudou a perspectiva de rating do Brasil para “negativa” ante “estável” por causa da incerteza gerada pela crise política. O Ibovespa subiu 1,36 por cento, a 64.085 pontos. Na semana, o índice acumulou alta de 2,3 por cento, devolvendo parte da perda de mais de 8 por cento registrada na semana passada. O volume financeiro adicionou 8,74 bilhões de reais. Segundo operadores, sua saída ergue questões sobre como se vai dar o processo de sucessão em meio a um cenário político tumultuado, além de receios sobre eventuais novas baixas no governo. O governo vem tentando passar a imagem de normalidade no Legislativo, apesar da forte crise no Planalto desde a semana passada, diante da divulgação de conversa entre Temer e um dos sócios da JBS. Essa perspectiva de manutenção da agenda de reformas vem guiando a recuperação no mercado acionário, mas analistas advertem que o grau de incerteza segue aumentado. O estrategista em mercados emergentes do banco de investimentos Julius Baer em nota a clientes declarou: “O recente escândalo político tem o potencial de tirar a recuperação do Brasil dos trilhos”. Julius Baer é heinz Ruettimann. A equipe do banco avalia que se a implementação das reformas for protelada, diluída ou suspendida, as expectativas dos investidores sobre a administração Temer reduziriam e ameaçariam o ciclo de flexibilização monetária. Ruettimann escreveu: “Isso, no fim, seria negativo para o crescimento “. DESTAQUES – JBS ON caiu 6,09 por cento, em mais uma sessão movimentada para os papéis e marcada por leilões ao longo do pregão. As ações da companhia de alimentos têm mostrado volatilidade intensa desde a delação de seus executivos, na semana passada. Na véspera, os papéis subiram 22,56 por cento, com investidores aproveitando os baixos câmbios e também em meio à expectativa por venda de ativos. A diretoria da Sociedade Rural Brasileira mandou uma carta ao BNDES defendendo saída dos irmãos Joesley e Wesley Batista do conselho de gestão da companhia de alimentos. – Enquanto PETROBRAS ON ganhou 0,62 por cento, pETROBRAS PN caiu 0,44 por cento. Uma vez que os custos médios e spot mencionavam a necessidade de pequenas ampliações para conservar os prêmios estáveis, no radar estava o anúncio de diminuição do custo de combustíveis, o que foi admirável na visão de analistas do BTG Pactual. Os analistas realçam, no entanto, que seguem positivos com o papel. – ITAÚ UNIBANCO PN subiu 2,71 por cento e BRADESCO PN progrediu 2,31 por cento, auxiliando o viés de alta do Ibovespa devido ao peso em sua composição. BANCO DO BRASIL ON liderou os ganhos do setor bancário, com alta de 4,15 por cento e SANTANDER UNIT progrediu 2,83 por cento. – CCR ON progrediu 2,47 por cento, em sessão de queda das taxas de juros futuros e com ampliação das possibilidades de corte de 1 ponto percentual da Selic na próxima semana. – CEMIG PN ganhou 3,2 por cento. Como pano de fundo estava a expectativa pelo plano de desinvestimentos da companhia que, segundo analistas, tem que sair até o fim do mês. Em teleconferência com investidores realizada em meados de maio, o diretor financeiro da Cemig declarou que o programa seria anunciado nas semanas seguintes, sem precisar o momento.

– O principal índice da bolsa paulista caía nesta segunda-feira, com o mercado ainda pressionado pelo cenário político local após as acusações que vieram à tona na semana passada envolvendo o presidente Michel Temer. Às 11:25, o Ibovespa caía 1,27 por cento, a 61.840 pontos. Na semana passada, o índice teve perda de 8,18 por cento, na esteira do nervosismo político. O giro financeiro era de 2,2 bilhões de reais. Investidores aguardam a análise calculada para quarta-feira no Supremo Tribunal Federal de pedido de suspensão da investigação contra Temer por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da Justiça. O inquérito foi aberta com base em acordo de delação fechado pelo empresário Joesley Batista, um dos controladores da JBS. Temer embora siga enfrentando pedidos de impeachment e crise em sua base de suporte, voltou a alegar que não vai deixar a posição, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo , o que pode dificultar sua governabilidade caso permaneça na posição. “O PSDB e o DEM acabaram não realizando suas reuniões para seguir ou não na base de suporte do presidente, mas em compensação a OAB pediu seu impeachment e o PSD saiu da base do governo”, escreveu Alvaro Bandeira em nota a clientes. Alvaro Bandeira é o economista-chefe da corretora Modalmais. DESTAQUES – JBS ON caía 14 por cento. As incertezas quanto aos desdobramentos das delação dos executivos da companhias adicionam-se às pressões recentes para o papel em meio a operações da Polícia Federal envolvendo a ecompanhia Somente na primeira hora de pregão a companhia já havia perdido cerca de 3 bilhões de reais em valor de mercado. Na sexta-feira, a Comissão de Valores Mobiliários abriu mais quatro processos para apurar acusações de anormalidades em negócios nos mercados de capitais realizados por companhias dos irmãos Joesley e Wesley Batista, incluindo a JBS. – PETROBRAS PN tinha baixa de 2,3 por cento e PETROBRAS ON perdia 1,5 por cento, cedendo à pressão negativa no mercado, apesar da alta nos pcustosdo petróleo. – ITAÚ UNIBANCO PN cedia 1,8 por cento e BRADESCO PN recuava 2,4 por cento, auxiliando o tom negativo do Ibovespa devido ao peso no índice. BANCO DO BRASIL ON tinha baixa de 2,5 por cento e SANTANDER UNIT perdia 1,1 por cento. – CYRELA REALTY ON tinha queda de 6,75 por cento. No radar estava a informação da companhia que destinará 130 milhões de reais a reconstrução e indenizações de resort em Vitória . – VALE PNA tinha alta de 1,7 por cento e VALE ON ganhava 1 por cento, em sessão de ganhos para os futuros do minério de ferro na China. – FIBRIA ON subia 8,2 por cento, em sessão de alta do dólar frente ao real. Na sexta-feira, analistas do Credit Suisse melhoraram a recomendação para os papéis da companhia para “outperform” e aumentaram o preço-alvo para 40 reais, diante do novo cenário para a cotação após os últimos eventos políticos no Brasil.- A Bovespa caiu nesta segunda-feira, pressionada pelo cenário político local diante das acusações envolvendo o presidente Michel Temer, após divulgação de gravação com executivo da JBS, cujas ações despencaram mais de 30 por cento. O Ibovespa caiu 1,54 por cento, a 64.673 pontos. O giro financeiro do pregão adicionou 12,27 bilhões de reais. O andamento da investigação no Supremo Tribunal Federal contra Temer por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da Justiça segue no radar dos investidores, que buscam mais transparência sobre o futuro político do país. Nesta segunda, a defesa de Temer comunicou ao ministro do STF Edson Fachin que não vê mais necessidade de suspensão da investigação, com Fachin mandando o caso ao plenário da Corte após perícia na gravação feita pelo empresário Joesley Batista de uma conversa com o presidente. Temer embora siga enfrentando pedidos de impeachment e crise em sua base de suporte, reafirmou que não vai deixar a posição, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo , o que pode dificultar sua governabilidade caso permaneça na posição. Diante do cenário político conturbado, a equipe econômica passou o dia buscando garantir a agentes de mercado a manutenção dos trabalhos. Henrique Meirelles alegou que o programa da reforma do Previdência deverá padecer atraso Henrique Meirelles é o ministro da Fazenda., mas declarou acreditar na aprovação da proposta mesmo se o Temer não seguir no comando do país. Já Ilan Goldfajn declarou que a autoridade monetária vai continuar monitorando o efeito das notícias do cena político nos mercados financeiros e atuando para mantIlan Goldfajn declarou que a autoridade monetária vai continuar monitorando o efeito das notícias do cena político nos mercados financeiros e atuando para conservar-os em plena funcionalidade. Ilan Goldfajn é o presidente do Banco Central. Ilan Goldfajn é o presidente do Banco Central.. DESTAQUES – JBS ON despencou 31,34 por cento, maior perda diária da história do papel e na mínima desde março de 2013, com os papéis entrando em leilão algumas vezes. Com isso, a companhia perdeu cerca de 7,5 bilhões de reais em valor de mercado só neste pregão. Na sexta-feira, a Comissão de Valores Mobiliários abriu mais quatro processos para apurar acusações de anormalidades em negócios no mercados feitas por companhias dos irmãos Joesley e Wesley Batista, incluindo a JBS. – PETROBRAS PN teve baixa de 1,62 por cento e PETROBRAS ON perdeu 0,69 por cento, apesar da alta nos custos do petróleo. – ITAÚ UNIBANCO PN cedeu 1,97 por cento e BRADESCO PN recuou 2,85 por cento. BANCO DO BRASIL ON teve baixa de 4,65 por cento e SANTANDER UNIT perdeu 1,3 por cento. – CYRELA REALTY ON teve queda de 6,23 por cento, após notícia de que a companhia vai destinar 130 milhões de reais para reconstrução e indenizações de resort em Vitória . – VALE PNA teve alta de 2,76 por cento e VALE ON ganhou 2,46 por cento, em sessão de ganhos para os futuros do minério de ferro na China. – FIBRIA ON subiu 6,99 por cento. Na sexta-feira, analistas do Credit Suisse aumentaram a recomendação para os papéis da companhia para “outperform” e o preço-alvo para 40 reais, diante do novo cenário para a cotação após os últimos eventos políticos no Brasil.

Leer Más

Maria Silvia pede demissão da presidência do BNDES

Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Maria Silvia Bastos Marques

A presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico, que em breve comunicado àoijornalismo o banco aalegouque o diretor Ricardo Ramos, do quadro de carreira do BNDES, vassumiráinterinamente a presidência da instituição, e Social informou pessoalmente sua renúncia da posição ao presidente Michel Temer nesta sexta-feiSocial informou pessoalmente sua renúncia da posição ao presidente Michel Temer nesta sexta-feira, afirmando motivos pessoais. Social é maria Silvia Bastos Marques. Social é maria Silvia Bastos Marques.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social é uma companhia pública federal, com sede no Rio de Janeiro.

Leer Más

Em nota, Temer declara que trabalho de Maria Silvia ‘moralizou’ e ‘despolitizou’ setor

Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Dilma Rousseff e Michel Temer em 24 de novembro de 2015

– O presidente Michel Temer divulgou uma nota pouco depois da demissão da presidente do BNDES na qual elogia Maria Silvia Bastos Marques e declara que seu trabalho no banco “moralizou” o setor, “despolitizando” o relacionamento com o empresariado, que fazia críticas constantes à gadministraçãoda executiva. Ele declarou que o trabalho da ex-presidente do BNDES foi feito de maneira “honesta, hábil e séria”. Leia, abaixo, a íntegra da nota de Michel Temer: “O presidente da República, Michel Temer, manifesta seu profundo reconhecimento à Maria Silvia Bastos Marques, que presidiu o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social de fmaneirahonesta, chábile séria por pouco mais de um ano. Seu trabalho honrou o governo e moralizou um setor estratégico para o país, despolitizando a relação com o setor empresarial e elegendo critérios profissionais e técnicos para a escolha de projetos a serem contemplados com financiamentos oriundos de recursos públicos. Vai deixar como legado um modelo a ser seguido em toda a máquina pública”.

– Maria Silvia Bastos Marques pediu demissão da presidência do BNDES nesta sexta-feira, conforme antecipou o colunista do GLOBO Ancelmo Gois. Ela se encontrou com o presidente Michel Temer na tarde de hoje, no Palácio do Planalto, e decidiu deixar a posição, afirmando razões pessoais. A assessoria de jornalismo do governo confirmou a informação, mas declarou que não vai soltar nota para explicar a saída. Maria Silvia vinha sendo alvo de críticas do empresariado por supostamente segurar orçamento para financiamento das companhias. O ministro Moreira Franco, da Secretaria Geral da Presidência, sempre negou a chance de demitir a agora ex-presidente do BNDES.- Maria Silvia Bastos Marques pediu demissão da presidência do BNDES nesta sexta-feira. Ela se encontrou com o presidente Michel Temer na tarde de hoje, no Palácio do Planalto, e decidiu deixar a posição, afirmando razões pessoais. A assessoria de jornalismo do governo confirmou a informação, mas declarou que não vai soltar nota para explicar a saída. Maria Silvia vinha sendo alvo de críticas do empresariado por supostamente segurar orçamento para financiamento das companhias. O ministro Moreira Franco, da Secretaria Geral da Presidência, sempre negou a chance de demitir a agora ex-presidente do BNDES.A presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques, abdicou nesta sexta-feira. Segundo o pilar do jornalista Ancelmo Gois, ela mandou carta aos funcionários afirmando “razões pessoais”.

Leer Más

Celulares de Brasil estão entre os mais agredidos por vírus no mundo

Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Kaspersky lab logotipo

— Numa listagem de 10 países mais atacados por vírus para celular, o Brasil aparece no oitavo lugar. O estado mais afetado pelas infecções de malware para equipamentos móveis é São Paulo seguido pelo Rio de Janeiro, Minas Gerais, Vai cear e Bahia. Os dados são da companhia de Rusia de segurança digital Kaspersky, que identificou nada menos 1,333 milhão ataques de vírus em celulares no mundo exclusivamente entre janeiro e março deste ano. — Os celulares são equipamentos cada vez mais visados pelos criminosos. É preciso estar atencioso par anão contrair nenhum vírus. As infeccções acontecem principalmente por meio do download de aplicativos não oficiais, que trazem com ele o malware — declarou Fábio Assolini, analista da Kaspersky. Os dez países mais atacados são, nesta ordem: Rússia, Índia, Alemanha, Estados Unidos, Ucrânia, Indonésia, Irã, Brasil, Inglaterra e Itália. Chama-se os Adware a espécie de vírus que afeta os celulares brasileiros . Ao se instalar no equipamento, ele passa a exibi o maior número de propagandas possíveis ao usuário. O criminoso ganha por cada clique que conseguir arrancar do dono do celular na propaganda. Como, geralmente, a propaganda cobre toda a tela, o usário acaba clicando na tentativa de fechá-la. Outra espécie de Adware bastante habitual no Brasil, segundo Assolini, cadastra subterraneamente o proprietário do celular em serviços que descontam valores semanalmente de seus créditos de celular. — Essa espécie de vírus se contrai na instalação de um aplicativo. Darei um exemplo: desejo instalar um joguinho de paciência. Procuro o arquivo na loja do Android, instalo e, junto com ele, vem o bichinho, o código malicioso, que colocará o Adware no meu equipamento. A infeccção ocorre sempre a partir de um download — detalhou Assolini. Nos países desenvolvidos, que têm uma base de celulares mais contemporâneos que os brasileiros além de usuários com maior poder aquisitivo, as espécies de malware que mais invadem os aparelhos são ainda piores, conta Assolini. Há os que possibilitam, por exemplo, a invasão dos aplicativos bancários, para a obtenção de senhas e manejo de saldo, ou também facilitar a clonagem de cartões de crédito. COMO EVITAR Para evitar que o celular seja infectado por este ou outra espécie de malware, as dicas são parecidas com as dadas para conservar a segurança de um computador. O primeiro obstáculo que se deve instituir é ter um antivírus. A diferença é que para a proteção do celular, existe uma série de antivírus confiáveis gratuitos, adverte Assolini. Em segundo lugar, o analsita da Kaspersky recomenda que só sejam instalados aplicativos da loja oficial do celular. — Ainda assim, se o garante não . No caso da loja dos Androids, que é a Google Play, ainda verificamos muitos aplicativos que vêm acompanhados de vírus. No caso da Apple Store é bem raro encontrar os malwares — declara Assolini. A terceira dica é não fazer o chamado “root” do aparelho. O procedimento consiste em quebrar a segurança do celular para conseguir instalar aplicativos piratas. Em quarto lugar Assolini recomenda cuidado com a utilização de redes WiFi públicas, nas quais um usuário mal intencionado pode direcionar ou capturar o seu trânsito, fazendo a invasão do aparelho. — E, por último, a recomendação é conservar o equipamento sempre atualizado. Países mais afetados 1) Rússia 2) Índia 3) Alemanha 4) EUA 5) Ucrânia 6) Indonésia 7) Irã 8) Brasil 9) Inglaterra 10) Itália Estados brasileiros mais atacados 1) São Paulo 2) Rio de Janeiro 3) Minas Gerais 4) Ceará 5) Bahia 6) Paraná 7) Pernambuco 8) Distrito Federal 9) Pará 10) Rio Grande do Sul

E RIO – Cerca de 250 companhias brasileiras foram afetadas pelo ataque mundial de hackers do último dia 12, que espalhou o vírus WannaCry para sequestrar informações de computadores de companhias e instituições em mais de uma centena de países. O número consta de levantamento da MalwareTech, que mostra o setor de telecomunicações como o mais afetado no país. A companhia considera O Brasil de segurança Kaspersky o sexto país mais vulnerável a vírus de a espécie ramsonware que bloqueia os arquivos de um computador até o pagamento de um resgate — — atrás de Rússia , Ucrânia , China , Índia e México. No ano passado, o país teria padecido 64,2 mil tentativas de invasão por dia, segundo dados da Symantec, platô quase três vezes maior em relação ao ano anterior. A previsão é que o número aumente ainda mais neste ano. Do total de ataques, 80% foram espécies de vírus que surgiram no ano passado, realçou André Carraretto, estrategista em cibersegurança da Symantec. Com mais vírus por aqui, o Brasil também tem se tornado o ponto de origem de ataques à rede, como o que oaconteceusemana passada. Se em 2015, o país representava 2% da origem dos ataques em todo o mundo, no ano passado, esse número subiu para 14%. NO BRASIL, companhias TÊM ATITUDE REATIVA Para Carraretto, essa progressão é reflexo da falta de investimento. Segundo ele, à exceção dos bancos, o atemanão costuma ser ddebatidono âmbito do Conselho de Administração das cempresas — No Brasil há uma postura reativa. As companhias precisam ter uma estratégia em segurança. Hoje, os setores mais expostos a vírus no país são varejo, agricultura e indústrias. As pequenas e médias são os principais alvos dos hackers — realçou. As estimativas de investimento de companhias de Brasil em segurança digital variam de US$ 200 milhões a US$ 1 bilhão por ano, mas analistas são unânimes em alegar que as companhias teriam que destinar mais recursos para evitar dor de cabeça. A estimativa da Kaspersky é que as empresas invistam de 0,5% a 0,6% da verba da empresa em segurança da informação. Nos EUA e na Europa, o indicador chega a 3% ou 4% por ano. — O investimento é pequeno. As companhias se comportam como usuários caseiros e veem segurança como commodity. Há companhias que utilizam programas gratuitos para quase todos os funcionários e colocam um sistema de segurança maior em alguns equipamentos. Isso cria uma falsa sensação de segurança. O WannaCry chegou ao Brasil em uma hora e meia — alega Roberto Rebouças, gerente-geral da Kaspersky. Os pagamentos em bitcoins em todo o mundo no ataque do último dia 12 somaram US$ 95 mil, segundo a Kaspersky. O valor é baixo, analisa a Stefanini Rafael, joint-venture entre a brasileira Stefanini e a estatal israelense de defesa cibernética Rafael, se comparado ao potencial de perda que essa espécie de ação causa à imagem das ecompanhias E mais ainda quando se considera a suposição de paralisação das atividades para evitar o alastramento da contaminação. clínicas ESTÃO ENTRE OS MAIS VISADOS Uma indústria paulista que foi alvo dos hackers no dia 12 e teve seu IP bloqueado pela Secretaria da Fazenda de São Paulo, por exemplo, ficou impedida de emitir notas fiscais e deixou de faturar R$ 3 milhões naquele dia. — Estimativas mencionam que uma companhia tem que aplicar de 5% a 15% do que investem em tecnologia da informação na segurança digital. No Brasil, não é assim. São investidos em média de 2% a 3% — declara Carlos Alberto Costa, diretor geral da Stefanini Rafael. Experts assinalam que o ataque do WannaCry colocou muitas companhias em estado de alerta. A demanda por consultoria e novas soluções de segurança deve ampliar em 30% o volume de negócios das companhias que fornecem soluções como antivírus. Para Marco Ribeiro, da consultoria mundial Protiviti, o baixo investimento no setor está associado à recessão. — Não investimos o suficiente. Em média, uma pessoa leva 200 dias para identificar que foi atacada. Com o ataque mundial, pode haver uma mudança de percepção. Esperamos ampliação de 30% na busca por consultorias e novos serviços — adicionou. Segundo o professor do curso de Cibersegurança do Centro Universitário Salesiano de São Paulo , em Campinas, Paulo Brito, o novo vírus fez as companhias de Brasil atentarem para o fato de que o risco de perda de dados é grande. Ele realçou os problemas acontecidos no sistema do INSS, no Tribunal de São Paulo, além de grandes empresas terem desligado seus sistemas. Segundo ele, isso acontece porque o Brasil não tem uma lei que obrigue a divulgação de informações sobre o vazamento de dados, como acontece nos Estados Unidos. — Como as companhias no Brasil não são obrigadas a divulgar essas informações, tendemos a achar que está tudo bem. Os ataques vão ampliar — avalia. Os setores mais bem preparados em segurança digital no país, segundo Costa, da Stefanini, são o financeiro, o de telecomunicações e o de comércio eletrônico. Mesmo assim, uma das companhias mais afetadas pela ofensiva do WannaCry no Brasil e no mundo foi a Telefónica. Se orientou a unidade de Brasil com a invasão de computadores de sua sede em a Espanha, a não ligar os computadores para evitar o alastramento de o vírus. A chance de as hacker desencadearem a contaminação de computadores sem que o usuário deva acionar um link foi outra novidade descoberta na semana passada sobre a ofensiva do WannaCry, segundo Fábio Assolini, analista da Kaspersky. Segundo ele, até a quinta-feira da semana passada, não se conhecia versão do ransomware capaz de começar a contaminação sem que o usuário da máquina desse um clique no arquivo ou link malicioso. — Todos os ransomware conhecidos até então dependiam de iludi uma vítima. O WannaCry, para se espalhar numa rede, agora, não solicita interação humana alguma, basta encontrar uma porta para se disseminar. Por isso, a abrangência foi tão grande — explicou. Entre os setores que menos investem em segurança digital realça-se o de saúde, observou o diretor da Stefanini Rafael. Se agrediu O prestigiado clínica Sírio Libanês, em São Paulo, e, segundo um funcionário que pediu para não se identificar, todo o sistema em o qual os exames e protocolos de pacientes são armazenados ficou fora de o ar até domingo. Os atendimentos eram feitos por fichas preenchidas manualmente. Durante todo o fim de semana, os pacientes não conseguiram agendar exames. Em nota, a clínica informou que “afetaram-se alguns de seus sistemas” pelo ciberataque, adicionando que não houve interrupção de processos assistenciais ou perda de informações relativas a pacientes. — As clínicas gastam milhões em equipamentos complicados, que são conectados à rede e que também podem ser invadidos, como os tomógrafos por exemplo, mas não aplicam milhares de reais na segurança digital — alegou Costa, da Stefanini. FALTA DE LEGISLAÇÃO DIFICULTA CONTROLE Wolmer Godoi, diretor de cibersegurança da Cipher, classifica o brasileiro como um “anestesiado digital”. Segundo ele, o fato de não existir uma legislação no Brasil para a divulgação de vazamento de informação e perda de dados faz com que não se tenha registros sobre esses problemas. — É preciso uma legislação para mudar isso. Por isso, não se fica sabendo dos problemas que acontecem com os hackers no Brasil em companhias privadas. O investimento está aquém do necessário. Ainda temos o problema cultural, de achar que o problema não vai chegar aqui — alegou Godoi, realçando que também vem registrando maior demanda de companhias após o ataque mundial.

Leer Más