Mais de 50 voos aterraram este ano no Aeroporto da Madeira fora dos limites de vento

Por: SentiLecto

Cinquenta e cinco voos comerciais aterraram este ano no Aeroporto Internacional da Madeira com vento acima dos limites máximos estabelecidos pela Autoridade Nacional de Aviação Civil , violando assim as limitações impostas pelo regulador nacional do setor.Os números a que a agência Lusa teve acesso, e confirmados pela ANAC, que informa que desenvolveu contactos junto das operadoras aéreas com o objetivo de fazer satisfazer as regras e normas em forcita sobre esta questão, mencionam que, desde janeiro e até hoje, aterraram neste aeroporto mais de meia centena de voos com ventos superiores aos regulamentados. Após terem sido informados pelos controladores aéreos de que o vento estava para lá dos limites estabelecidos, os pilotos comandantes tomaram a resolução de, mesmo assim, aterrar no Aeroporto da Madeira – Cristiano Ronaldo., e continua a recolher elementos para eventual apuramento de responsabilidades dos comandantes dos aviõezinhos, se a elas houver lugar”, declara o regulador nacional da aviação numa resposta escrita mandada à Lusa.Agora pode subscrever gratuitamente as nossas newsletters e receber o melhor da atualidade com a característica O Jogo.se estabeleceram os limites de vento constantes de o AIP em a década de 60 e são os que vigoram atualmente em o Aeroporto da Madeira, refere o regulador.Na quinta-feira decorreu na sede da ANAC, em Lisboa, a primeira reunião conjunta do grupo de trabalho – composto pela ANA — Aeroportos , NAV – Navegação Aérea de Portugal , Instituto Português do Mar e da Atmosfera, Laboratório Nacional de Engenharia Civil e Associação dos Pilotos Portugueses de Linha Aérea – instituído para estudar os limites de vento no Aeroporto da Madeira.Em abril deste ano — quando a Lusa noticiou que cerca de 20 voos já tinham aterrado desde janeiro com ventos acima dos limites máximos — a ANAC informava que já fazia parte do seu Plano de Atividades para 2017 o lançamento de estudos relativos aos limites de vento em forcita no Aeroporto da Madeira, os quais deveriam “recolher contributos de várias entidades”.Questionado pela Lusa nessa ocasião, o presidente Associação dos Pilotos Portugueses de Linha Aérea defendeu o fechamento das pistas do Aeroporto da Madeira sempre que os ventos ultrapassarem os limites máximos impostos para a operação aérea, considerando que conservar o aeroporto aberto “é um convite ao não cumprimento das restrições de vento”. O presidente Associação dos Pilotos Portugueses de Linha Aérea é miguel Silveira.Na altura, a NAV explicou que “o controlador de trânsito aéreo satisfaz os procedimentos definidos pela ANAC, cabendo ao piloto comandante do aviãozinho […] a responsabilidade da condução segura do voo”.Na resposta escrita mandada à Lusa, a NAV aadicionavaque o controlador de ttrânsitoaéreo “dtem que reportarà ANAC sempre que umumeaviãozinhoterra com vento fora dos limites prescritos pela autoridade cohábil”É exatamente isso que a NAV Portugal faz”, vincava a reculpadaela geadministraçãoo espaço aéreo.A ANA destacou, por seu lado, que o Aeroporto da Madeira, relativamente a ventos, tem publicados procedimentos especiais e restrições operacionais que redundam de estudos levados a cabo com base em pressupostos e equipamentos que, na altura, foram considerados como mais adequados.A ANA, em abril, na resposta escrita mandada à Lusa.E mencionou: “Tendo decorridos já alguns anos desde a última revisitação deste tema, a ANA considera oportuno que o mesmo volte a ser revisitado, facto que a companhia já fez saber junto do regulador, tendo, para tal, sugerido a execução de uma reunião com a ANAC”.ntre 04 e 08 de agosto, os ventos fortes que se fizeram sentir no aeroporto da Madeira provocaram o cancelamento de mais de 100 voos e afetaram cerca de 15 mil passageiros.

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