Ibovespa sobe em movimento de ajuste após maior queda em quase nove anos

Por: SentiLecto

– O principal índice da bolsa paulista subia nesta sexta-feira, em movimento de ajuste após desabar na véspera na esteira da revelação de gravação de conversa do presidente Michel Temer com Joesley Batista, um dos controladores da JBS. Às 11:27, o Ibovespa subia 3,03 por cento, a 63.461,47 pontos. Na véspera, o índice despencou 8,8 por cento, a maior perda diária desde outubro de 2008. O giro financeiro era de 3,28 bilhões de reais. Embora a situação ainda demande precaução, o áudio, segundo operadores, não é comprometedor a ponto de justificar a permanência da sangria dos mercados vista na quinta-feira. “Não As gravações não são mostradas tão contundentes… portanto, se for só isso, não é conclusivo”, declarou Marco Tulli Siqueira que na conversa com Temer, Joesley Batista confessa ter pago propina a um procurador da República para ter acesso antecipado a inquéritos que o envolvia, reclamou de designações para posições importantes no governo, defendeu uma queda mais acentuada da taxa Selic e declarou que “zerou” as pendências com o ex-deputado Eduardo Cunha. Marco Tulli Siqueira é o gestor da mesa de operações de Bovespa da corretora Coinvalores. No entanto, investidores ainda veem o modo de precaução predominando na bolsa nos próximos pregões, com riscos maiores às reformas, principalmente a da Previdência. Antes da turbulência da véspera, o otimismo com o andamanto no Congresso Nacional das mudanças na Previdência vinha auxiliando a conservar o tom positivo dos mercados. “Vamo ter turbulências sim, há prejuízos com os eventos que fazem todos perderem”, completou Siqueira. DESTAQUES – BRADESCO PN e ITAÚ UNIBANCO PN progrediam 4,5 por cento cada, dando respaldo aos ganhos do índice devido ao peso em sua composição. O setor bancário como um todo se recuperava após as fortes perdas da véspera. BANCO DO BRASIL ON tinha alta de 6 por cento e SANTANDER UNIT ganhava 5,5 por cento. – Quando despencou 20,4 por cento, cEMIG PN tinha valorização de 8,7 por cento, após ficar entre as maiores perdas da véspera. – PETROBRAS PN ganhava 4,5 por cento PETROBRAS ON progredia 3,6 por cento, com os ganhos do petróleo no mercado internacional auxiliando os papéis em seu movimento de recuepração das perdas da sessão anterior. – JBS ON tinha leve baixa de 0,3 por cento, após cair quase 10 por cento na véspera e perder cerca de 2,5 bilhões de reais em valor de mercado em somente um pregão. Executivos da companhia e da controladora J&F anunciaram na quinta-feira acordo de delação premiada, enquanto o sócio do grupo Joesley Batista admitiu pagamento de propina para obter facilidades para o conglomerado. – SUZANO PAPEL E CELULOSE PNA tinha perdas de 2 por cento e FIBRIA ON cedia 1,5 por cento, após subirem na véspera e em sessão de queda do dólar frente ao real.

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Ilan declara que Banco Central vai continuar a comportar-se de maneira ‘firme e calma’ para bom funcionamento do mercado de cotação

Por: SentiLecto

– Depois da turbulência provocada pela delação do empresário Joesley Batista, a equipe econômica saiu às ruas para reparar os estragos feitos no mercado financeiro. Na manhã desta sexta-feira, Ilan Goldfajn falou num acontecimento do Santander. Ilan Goldfajn é o presidente do Banco Central. Até esta quinta-feira, a divulgação dos seus apontamentos não estava calculada. Se os publicaram no entanto, em o começo de a tarde em o site de a autarquia. Em sinopse, Ilan declara que o BC vai continuar a comportar-se de maneira “firme e calma” para garantir o bom funcionamento no mercado de cotação. E que o Brasil tem “amortecedores robustos” e está menos vulnerável a choques internos ou externos. Segundo o texto, Ilan alegou que houve uma mudança recente do cenário interno e que as incertezas ampliaram por conta de informações advindas do ambiente político. Falou que o Banco Central monitora o efeito dessas informações e tem atuado para conservar a plena funcionalidade dos mercados. “O BC tem atuado, em coordenação com o ministério da Fazenda, para dar liquidez aos mercados, através dos swaps cambiais e dos leilões de recompra de títulos públicos. O BC e o Tesouro Nacional têm vários instrumentos à disposição”, frisou o economista. “ É importante evidenciar que essa atuação firme e calma do BC tem foco no bom funcionamento dos mercados”. Ele ainda voltou a declarar o que falou ontem: não há relação “direta e mecânica” dessa atuação e monitoramento com a política monetária, que continuará a ser definida pelo Comitê de Política Monetária daqui a duas semanas. Segundo ele, essa política segue com foco nos seus objetivos tradicionais. “Em outros vocábulos, as resoluções sobre a taxa básica de juros serão tomadas pelo Copom, no curso de suas reuniões ordinárias, considerando o cenário básico, o balanço de riscos e o extenso conjunto de informações disponíveis”. Falou que a incerteza política chega ao Brasil em momento de estabilização da economia e de recuperação dos fundamentos econômicos. O presidente do BC, que mencionou a melhora das contas externas e a cotação flutuante garantiu: “A despeito desse fator não econômico, o Brasil tem amortecedores robustos e, por isso, está menos vulnerável a choques, internos ou externos”. “Isso não impede o BC de utilizar os instrumentos à sua disposição para garantir o bom funcionamento e suavizar choques no mercado de ccotação. Ele recordou que o Brasil tem reservas internacionais que ultrapassa US$ 370 bilhões, aproximadamente 20% do tamanho da economia de Brasil. Assinalou que esse colchão funciona como um seguro em momentos turbulentos do mercado. Ilan Goldfajn evidenciou que o BC diminuiu o volume de swaps cambiais de U$108 bilhões para cerca de U$ 20 bilhões atualmente. Isso dá espaço para o BC utilizar novamente essa estratégia _ como anunciou desde a divulgação do escândalo pelo GLOBO. Ele ainda declarou que o endividamento externo do setor financeiro da economia de Brasil é pequeno e submetido a constante monitoramento. Quanto ao setor não financeiro, sua dívida externa, excluídas operações intercompanhia, aumentou somente 3% entre dezembro de 2012 e dezembro de 2016, indo de US$102,2 bilhões para US$105,6 bilhões. E nessa soma predominam empréstimos de longo prazo. “A política econômica doméstica mudou de direção há um ano e as reformas implementadas neste curto fase mostraram resultados positivos, por isso o protagonismo de se continuar no percurso correto, a despeito da ampliação da incerteza política”, reforçou o economista.

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Que benefícios a JBS poderia ter ao saber antes a taxa de juros?

Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Friboi jbs

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Em sua explosiva delação premiada, o executivo da JBS Joesley Batista teria declarado que recebeu do presidente Michel Temer a informação privilegiada de que a taxa de juros da economia cairia 1 ponto percentual – algo que deixou em alerta analistas e operadores do mercado financeiro.

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Natura tem alta de 38,8% no lucro líquido do 4º tri, para R$201,8 mi

– A fabricante de cosméticos Natura divulgou nesta quarta-feira que teve lucro líquido consolidado de 201,8 milhões no quarto trimestre de 2016, alta de 38,8 por cento em relação ao mesmo fase do ano anterior. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização consolidado subiu 2 por cento na mesma base de comparação, para 462,1 milhões de reais.

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IPCA-15 agiliza alta a 0,54% em fevereiro com educação, mas se aproxima de 5% em 12 meses

– A prévia da inflação oficial do Brasil mostrou maior pressão do que o esperado em fevereiro, mas ainda assim atingiu o menor nível para o mês em cinco anos e se aproximou de 5 por cento em 12 meses, dando munição para que o Banco Central continue diminuindo de forma agressiva a taxa básica de juros. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 subiu 0,54 por cento neste mês, agilizando sobre a alta de 0,31 por cento do primeiro mês do ano num movimento sazonal provocado pelos custos de educação, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta quarta-feira. No acumulado em 12 meses até fevereiro, o IPCA-15 subiu 5,02 por cento, contra 5,94 por cento em janeiro e ainda mais perto do centro da meta oficial –4,5 por cento pelo IPCA, com tolerância de 1,5 ponto percentual. Quando o IPCA-15 marcou 5 por cento, é o menor nível desde junho de 2012. Os resultados ficaram um pouco acima da expectativa em pesquisa da Reuters, com alta de 0,50 por cento no mês e de 4,99 por cento em 12 meses. Após o encerramento dos mercados nesta sessão, o BC divulga sua resolução sobre a Selic. O resultado do IPCA-15 reforça a visão em pesquisa Reuters de diminuição de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros, o que a levaria a 12,25 por cento ao ano, menor nível em dois anos. O IBGE explicou que em fevereiro o grupo Educação foi o principal culpado pelo resultado do indicador após agilizar a alta a 5,17 por cento, sobre 0,18 por cento em janeiro. Com isso, o efeito foi de 0,24 ponto percentual no índice todo. O IBGE em nota, informando que os custos dos cursos regulares ampliaram 6,94 por cento, maior efeito individual no IPCA-15 explicou: “A alta no grupo Educação reflete os reajustes com frequência praticados no começo do ano letivo, em especial as ampliações nas mensalidades dos cursos regulares”. As tarifas de ônibus urbanos e intermunicipais, com altas respectivas de 3,24 e 3,84 por cento, também auxiliaram a pressionar o resultado do IPCA-15 neste mês. Faz 1 mês, com isso, a inflação de serviços agilizou a 1,01 por cento, contra 0,31 em janeiro, segundo o economista-sênior de o banco Haitong, Flávio Serrano. Já a medida considerada pelo BC agilizou a alta a 0,49 por cento, frente a 0,39 por cento no fase. “A questão é que temos o IPCA convergindo para 4,5 por cento, e o BC tem espaço para flexibilizar e levar a taxa de juros para mais perto da neutralidade”, declarou ele, adicionado que a partir de abril existe a chance de o BC agilizar o passo e diminuir a Selic em 1 ponto. Na outra ponta, mostrou o IBGE, os custos no grupo Vestuário recuaram 0,31 por cento em fevereiro, aumentando a queda de 0,18 por cento no mês anterior. Os custos de Alimentação e bebidas também caíram neste mês , depois de subirem 0,28 por cento em janeiro, com destaque para o feijão-carioca e a batata-inglesa . A recessão econômica com desemprego ainda alto no país já levaram os economistas consultados na pesquisa Focus do BC a ver a inflação abaixo do centro da meta este ano. A expectativa no levantamento mais recente é de alta do IPCA de 4,43 por cento, com a Selic a 9,5 por cento.

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