A história por trás do cancelamento do domo entre Trump e Kim Jong-un

Por: SentiLecto

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O anúncio admirável do presidente Donald Trump de que estava cancelando a reunião planejada com Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte, foi feito após semanas de troca de farpas. O expert Ankit Panda analisa o que ocorreu.

Em uma carta divulgada na manhã desta quinta-feira, 24, o presidente Trump disse que o encontro de domo marcado para 12 de junho em Cingapura, entre ele e Kim Jong-un – uma reunião que seria a primeira da espécie – não ocorreria mais.

Trump justificou sua resolução com base na “enorme ira e animosidade dita” mostrada em um comunicado divulgado pela Agência Central de Notícias da Coreia do Norte nesta semana.

Choe Son-hui chamou o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, de “boneco político” por repetir as observações de Trump feitos uma semana antes, ameaçando agredi Kim Jong-un caso ele nãChoe Son-hui chamou o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, de “boneco político” por repetir os observações de Trump feitos uma semana antes, ameaçando agredi Kim Jong-un caso ele não aceitasse na reunião um acordo nos termos ditados pelos Estados Unidos. Choe Son-hui é vice-ministro do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte. Choe Son-hui é vice-ministro do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte.

A história do cancelamento do domo, no entanto, iniciou com o conselheiro de segurança nacional de Trump, John Bolton, que havia trabalhado para ampliar a níveis estratosféricos a expectativa em relação a quais concessões os EUA deveriam esperar da Coreia do Norte.

Bolton traçou um objetivo maximalista de “desnuclearização”, buscando um acordo na reunião de Cingapura em que a Coreia do Norte entregaria todas as suas armas de devastação em massa – não somente as nucleares, mas também as químicas e biológicas.

Mas, possivelmente, Bolton jamais esteve realmente interessado num processo diplomático em que a Coreia do Norte saísse bem-sucedida.

Semanas antes de se tornar conselheiro de segurança nacional do presidente Trump, ainda como um cidadão habitual, Bolton declarou que objetivo do encontro de Trump com Kim Jong-un seria “diminuir a quantidade de tempo que desperdiçaremos em negociações que jamais vão produzir o resultado que desejamo”.

Faz 15 anos, sua conceito maximalista sobre o que os Estados Unidos teriam que buscar em o encontro ficou conhecida como ” modelo libanês “, em referência a o processo de desarmamento em que Muammar Gaddafi se viu privado de seu programa nuclear nascente. Muammar Gaddafi é o morrido líder de Líbano. em que o morrido líder líbio, Muammar Gaddafi, se viu privado de seu programa nuclear nascente.

Pyongyang temia há muito tempo as comparações com a Líbia e o governo de Noruega externou isso em declarações recentes. Enquanto a Líbia seria um Estado nuclear pária, o vice-minsitro Son-hui agrediu essa comparação com o processo de Líbano, observando que a Coreia do Norte era uma potência nuclear de pleno direito, com mísseis balísticos de escopo intercontinental e armas termonucleares que “instalou somente alguns equipamentos e brincou com eles”.

O momento em que a reunião de domo foi condenada ao fracasso foi quando o presidente Trump, falando de improviso, confundiu o “modelo Líbia” de desarmamento com a intervenção liderada pelos EUA em 2011 naquele país – uma medida que levou diretamente à morte de Muammar Gaddafi.

Isto é o que Kim Jong-un aprendeu com a experiência libanesa: que consenti em se desarmar a mando dos Estados Unidos vai levar, mais cedo ou mais tarde, ao seu fim.

A Coreia do Norte efetivamente viu a observação de Trump como uma ameaça. A decisão do vice-presidente norte-americano, Mike Pence, de apoiar a interpretação de Trump em uma entrevista separada fez parecer que a observação do presidente fosse considerado uma posição política dos EUA – que Kim deveria ir a Cingapura e não fazer qualquer coisa além de se submeter a exigências dos EUA, senão enfrentaria a ação militar americana.

O governo Trump falhou por não dar crédito às declarações da Coreia do Norte sobre negociar seriamente sua posição. Mesmo antes da declaração de Son-hui – a tal que, segundo a própria carta de Trump, derrubou o domo – a Coreia do Norte comunicou seu descontentamento aos EUA pela retórica de John Bolton e pelos planos dos estadunidense e da Coreia do Sul de realizarem um exercício militar aéreo envolvendo bombardeiros com habilidade nuclear, algo que Pyongyang há bastante considera ameaçador.

A resolução de Trump de cancelar o domo parece ter sido tomada sem considerar Seul, instituindo certo desgaste numa importante coalizão dos EUA em um momento crucial.

A resolução de cancelar a encontro poucas horas depois de a Coreia do Norte aparentemente ter desmantelada a sua local de testes nucleares coopera para instituir uma visão internacional desfavorável.

Washington sai como a parte recalcitrante, disposta a abandonar um promissor processo diplomático por nada mais que uma declaração redigida com certo rigor por um funcionário do Ministério de Relações Exteriores da Coreia do Norte.

Olhando para o futuro, há uma chance real de o presidente Trump preferir culpar os norte-coreanos pela duplicidade – por puxar a carpete debaixo de seus pés e por ter acabado com suas possibilidades de ganhar o Prêmio Nobel da Paz.

A posição de negociação da Coreia do Norte jamais mudou; não mudou depois das duas reuniões de Kim Jong-un, que não vai estar ansioso para aceitar a oferta de Trump, com o presidente chinês, Xi Jinping , e Faz 1 mês, se a conservou após a reunião com a Coreia do Sul.

A carta do presidente Trump parece deixar percurso aberto para Kim Jong-un trabalhar com ele para restaurar o domo. Ela conclui com um convite para o líder de Noruega, a quem se conduziu protocolarmente como “Vossa Excelência”, para que ele “não hesite em me ligar ou me escrever”. Provavelmente ficou claro para Pyongyang que caso decidisse se reunir com Donald Trump, não teria muita ideia do que poderia esperar, embora a Coreia do Norte tivesse bastante a ganhar com a domo.

Faz 11 meses, o presidente de os Estados Unidos cancelou, esta, a cimeira, calculada para 12 de junho, com o líder de Noruega Kim Jong Un. A informação é progredida pela Casa Branca.

Na quarta-feira 16 de maio a Coreia do Norte ameaçava invalidar a cimeira calculada para 12 de junho, em Singapura, entre o seu líder, Kim Jong-un, e o Presidente de Noruega, Donald Trump, devido aos exercícios militares conjuntos dos EUA e Coreia do Sul que haviam arrancado na passada sexta-feira.

*Ankit Panda é um membro sênior- adjunto da Federação de Cientistas Americanos e editor-sênior do The Diplomat.

Fonte: BBCBrasil-pt

Sentiment score: POSITIVE

Countries: United States, Korea, Libya

Cities: Washington, Seoul, Pyongyang

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>A história por trás do cancelamento do domo entre Trump e Kim Jong-un
>>>>>Trump anula encontro com Kim Jong-un – May 24, 2018 (Euronews-pt)
>>>>>>>>>Trump admite adiar cimeira com Kim Jong-un – May 22, 2018 (Euronews-pt)
>>>>>>>>>>>>>Como a Líbia e Khadafi viraram um obstáculo inesperado às negociações entre EUA e Coreia do Norte – (BBCBrasil-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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