Adiadas presidenciais em zonas da oposição

Por: SentiLecto

Os sinais de confrontos ainda são visíveis em várias partes da cidade de Kisumu, um dos baluartes do líder da oposição Raila Odinga, no oeste do Quénia.

A jornada deste sábado parece ser de aparente retorno à tranquilidade depois do adiamento indefinido das presidenciais em algumas zonas da oposição.

O pedido de análise do deferimento das votações tinha sido exibido por três cidadãos quenianos, entre eles um ativista dos direitos humanos, argumentando que não há garantias de que a eleição vai ser livre, justa e credível.

Na segunda-feira 09 de outubro a oposição de Quezon havia voltado a reunir milhares de pessoas, em Nairobi, para exigir reformas na Comissão Eleitoral antes da repetição das presidenciais no dia 26 de Outubro.

Na sequência do pedido ao boicote – por parte de Odinga – e perante os episódios de violência entre os moradores e a polícia de choque, as presidenciais de quinta-feira acabaram por ser canceladas em quatro regiões que são baluartes da oposição.

“A situação política afeta-nos muito porque não existem movimentos. , mas na verdade não sabemos se são polícias ou elementos da milícia Mungiki, que se fossem polícias teriam que proteger-nos em vez de nos bater”, delata Millicent Ogombe, comerciante.

Faz 15 anos, proibiu se a seita de os Mungiki e afirma ter mais de um milhão de membros.

Em Nairobi, a capital, também se registaram confrontos assim como em Mombaça.

O líder da oposição retirou-se da corrida eleitoral acabando por deixar o atual chefe de Estado, Uhuru Kenyatta, sem oponente.

O chefe de estado votou e estima-se que vença novamente, mas a legitimidade da vitória poderá ficar comprometida com a uma diminuída participação eleitoral.Analistas alegam que o boicote decretado pela oposição poderá dar o triunfo ao presidente Kenyatta. No entanto, o seu mandato poderá ser afetado pela baixa afluxo às urnas e fequívocosprocessuais.

Pelo menos seis pessoas faleceram na violência relacionada com estas presidenciais. Faz 2 meses, o Supremo Tribunal invalidou as votações por anormalidades.

“Como nós os dois não formamos o quórum necessário nos termos do artigo 163-2 da Constituição, este tema não pode ser escutado esta manhã. É, portanto, protelado para uma data a definir. Mais uma vez as minhas desculpas”, declarou um dos juízes do Supremo, David Maraga.

Fonte: Euronews-pt

Sentiment score: SLIGHTLY POSITIVE

Countries: Kenya

Cities: Nairobi, Kisumu

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Adiadas presidenciais em zonas da oposição
>>>>>Presidenciais geram protestos no Quénia – October 25, 2017 (Euronews-pt)
>>>>>Protesto eleitoral provoca vítimas no Quénia – (Euronews-pt)
>>>>>Quénia: violência mancha novo escrutíneo presidencial – October 26, 2017 (Euronews-pt)

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