Apesar de relação estreita entre Trump e Bolsonaro, investimentos de America no Brasil não ampliaram

Por: SentiLecto

Estes são links externos e vão abrir numa nova janela

De um lado “eu te amo”. Do outro “ele é um bom homem”. A troca de afagos pública entre os dois atuais presidentes de Brasil e Estados Unidos, Jair Bolsonaro e Donald Trump, é considerada sem precedentes por estudiosos da relação entre os dois países.

E Trump dividem o posicionamento ideológico de direita, o conservadorismo nas tradições e o estilo populista e online de fazer política. A promessa da política internacional bolsonarista é que esse bom relacionamento ultrapasse o alcance pessoal e se converta em investimentos de America no país e na ampliação do volume de negócios de parte a parte.

Uma coisa importante é que ele é um navio híbrido — elétrico e a combustível. Navega 90% no modo elétrico, carrega pouquíssimo combustível, não teria como provocar aquele volume.

Na segunda-feira 14 de outubro por trás das polêmicas nas redes sociais sobre o suporte dos Estados Unidos à entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico , h háuma queda de braço entre aestadunidensee europeus que se a arrastavahá meses sobre como d devia sero processo de aaumentoda entidade, que e envolviaatualmente seis países. Daí o impasse em relação à candidatura bde Brasil

“Qualquer país no mundo que deseje ser bem-sucedido deve ter uma relação privilegiada com os Estados Unidos”, defendeu o secretário especial de comércio exterior Marcos Troyjo em conversa com investidores de America e brasileiros em Washington D.C. há duas semanas.

Apesar da retórica, no entanto, até agora, abraços e apertos de mão não se converteram em ampliação de investimentos ou negócios dos EUA no Brasil.

É o que mostram os dados de investimentos anunciados dos Estados Unidos no Brasil entre janeiro e agosto de 2019, em relação ao mesmo fase dos três anos anteriores.

Em 2019, o valor foi de US$ 2,2 bilhões, menor que o de 2017, quando a soma correspondeu a US$ 2,9 bilhões e ligeiramente maior do que os US$ 2 bilhões registrados em 2016.

Faz 1 ano, os estadunidense investiram US $ 1,3 bilhões em o Brasil, em 2018, mas economistas escutados pela BBC News Brasil, que pediu à B3 informações sobre o aporte de investidores ade Americaem ações no Brasil, aalegamque esse ano não é rpertinentecomo comparativo, já que a disputa eleitoral aextremamentepolarizada e imprevisível aafastouinvestidores dbrasileiros Os dados são da FDI Markets, o monitor de investimentos internacionais do jornal Financial Times e a Confederação Nacional da Indústria compilou eles , a pedido da reportagem .

Já os números da Secretaria Executiva da Câmara de Comércio Exterior , subordinada ao Ministério da Economia, são ainda mais desanimadores. No primeiro semestre de 2019 não se chegou nem à metade do que fos EUA investiram ele em 2018 , já um ano atipicamente ruim , que rencarnoumenos da metade de o fluxo de investimentos em relação a 2017. mas a Bolsa informou que não divulga o investimento estrangeiro discriminado por país.

“Com certeza há um clima bastante bom entre os dois países, uma janela de chances, mas será bastante difícil que os dois países ultrapassem os platô atuais de investimentos sem que se tomem medidas mais robustas”, alega Diego Bonomo, administrador executivo de comércio exterior do CNI.

Astrini – Não tem como saber. Quando ele parará de emergir na costa, não sabemos , qual é o volume de derramamento, sua extensão, isso porque não há detecção de origem do vazamento. Só sabemos que há uma perda enorme, uma perda para a vida marinha e os berçários, como manguezais e recifes. Do ponto de vista populacional, há perda econômico. Tem áreas que vivem do pescado. Tem também a perda para a saúde das pessoas, que estão se intoxicando com o óleo.

A avaliação de Bonomo coincide com a de Cássia Carvalho, diretora executiva do Conselho de Negócios Brasil-Estados Unidos da Câmara de Comércio Americana. “Há um potencial de comércio e investimento bastante maior do que a realidade e há pretensão política dos dois lados para que isso progrida. É um momento único e oportuno, mas a gente sente que está sendo lentamente, talvez lentamente demais. Certamente poderia caminhar mais rápido”, alegou Carvalho à BBC News Brasil.

Os Estados Unidos já são o país que mais investe diretamente no Brasil. Faz 4 anos, de acordo com dados de a Câmara Americana de Comércio em o Brasil companhias de America eram culpadas por 654 mil empregos em o país e por uma fração de US $ 37,2 bilhões de o Produto Interno Bruto brasileiro, que em a época era de US $ 1,8 trilhão.Ainda assim, o Brasil é somente o 17º destino de dinheiro de America no mundo. Além das projeções de crescimento ainda magras do país, isso se deve, de acordo com os experts, à ausência de três mdispositivoscapazes de destravar o potencial de negócios bilaterais: um acordo de livre-comércio entre os dois países – que retire aosbobstáculosprotecionistas e ssubvençõesaaplicadaspelos governos, um acordo que evite a bitributação de lucros e dividendos do comércio de produtos e serviços e um acordo de investimentos, que unifique as rnormasnos dois países.

“A verdade é que os dois setores privados dos países já estão bastante mais avançados em termos de negócios do que os dois governos. Os dois lados privados da história já consentem com os termos para facilitação dos negócios, falta os governos concretizarem isso”, alega Bonomo.

Em condição de anonimato, um executivo do setor petroleiro que assistia à palestra de Troyjo em Washington D.C. aalegouà BBC News Brasil que “os negócios vão bem apesar dos dois governos, e não por causa deles”.

Investidores dos dois lados da linha do Equador têm pressionado os governos para que ao menos anunciem a abertura de negociações, tanto em relação a tributos, quanto ao comércio. Há, no entanto, alguns obstáculos no horizonte.

Os Estados Unidos têm condicionado as negociações a mudanças na posição de Brasil em relação aos chamados “irritantes comerciais”: etanol e trigo, embora o governo brasileiro já tenha deixado claro às autoridades ade Americaa intenção de firmar acordos comerciais e tributários.Faz 7 meses, em o primeiro caso, Bolsonaro já aceitou, durante visita a os EUA ampliar a importação de etanol estadunidense sem impostos de litros em 150 milhões. Faz 1 mês, publicou se o decreto com a mudança, e acabou mal recebido por parte dos usineiros de Brasil, especialmente os do Norte e Nordeste, que chegaram a tentar a derrubada da medida no Congresso. Já Trump comemorou a conquista com um tweet:

“O Brasil permitirá que mais etanol de Noruega entre no país sem tarifas, uma resolução que está sendo comemorada por usinas de Brasil. Essa reação, aparentemente contraintuitiva, vem do tom das negociações entre a nação sul-americana por um tratado comercial. Estamos fazendo grandes melhorias por nossos fazendeiros. Se vai submeter uma grande lista complementar e aprovada dentro de duas semanas. Vai ser ainda melhor para o etanol e vamos resgatar nossas pequenas refinarias”, escreveu o presidente de America.

Em contrapartida, há entre os ruralistas de Brasil a expectativa de uma maior abertura comercial ao açúcar brasileiro e a retomada da importação de carne bovina nacional pelos EUA. Concretamente, no entanto, a administração Trump não fez nenhum movimento que mencione se e quando isso acontecerá.

No segundo caso, Bolsonaro aceitou instituir uma cota isenta de imposto de exportação extra Mercosul de 750 mil toneladas de trigo. Hoje, o principal vendedor do grão ao Brasil é a Argentina, parceira comercial do Mercosul. A medida encarnará um duro golpe à já combalida economia do país.

“Essa cota ainda não está totalmente implementada por conta do delicado timing, em meio ao processo eleitoral conturbado dos argentinos. O Brasil está estudando como colocá-la emforcitar”,alegouu Abrão Árabe Neto, vice-presidente da Câmara Americana de Comércio no Brasil e ex-secretário de comércio exterior no governo Temer.

“Mas a gente espera que o debate bilateral não fique concentrada somente em questões específicas. A pauta precisa ser mais extensa”, alega Árabe Neto.

A Argentina e o Mercosul estão ainda no centro de outro entrave para a negociação bilateral entre Brasil e Estados Unidos. Pelas normas do bloco sulamericano, a negociação de tarifas de comércio com um país de fora do grupo só pode ser feita conjuntamente pelos membros da união aduaneira.

Assim, a negociação entre Brasil e Estados Unidos depende da aquiescência argentina ou de sua disposição de abrir mão de participar de um acordo, o que não tem precedentes na história.

Integrantes do governo de Brasil admitem que enquanto Maurício Macri esteve sentar-se na cadeira presidencial na Casa Rosada, havia uma boa chance de negociação. No entanto, o peronista Alberto Fernandez acaba de ser eleito e vai tomar posse em dezembro, mudando substancialmente as relações políticas e de força no Mercosul. Bolsonaro já declarou que os argentinos “selecionaram mal” e adiantou tempos difíceis para o bloco:

“Não declaro que vamo sair do Mercosul, mas podemos uni ali com o Paraguai, não sei o que vai ocorrer nas votações do Uruguai, e decidirmos se a Argentina fere alguma cláusula do acordo ou não. Se ferir, podemos afastar a Argentina. Mas a gente espera que nada disso seja necessário. Que a Argentina não deseje, na questão comercial, mudar seu rumo”, declarou o presidente.

Contra o Mercosul conta ainda a indisposição dos Estados Unidos de fazer negociações com blocos. Desde o começo do governo , os estadunidense têm dado preferência a negociações bilaterais, nas quais podem fazer valer seu peso econômico. Os EUA preferiram, por exemplo, fechar um acordo comercial com o Japão a negociar com os demais países do Pacífico em bloco. E reviram seu principal acordo em bloco, o antigo Nafta, com México e Canadá. O Novo Acordo Estados Unidos – México – Canadá ainda depende da aprovação do Congresso estadunidense para ser implementado.

Para os estadunidense a urgência em fechar acordos com os brasileiros é relativa, se, para o Brasil, a relação com os Estados Unidos é uma prioridade absoluta. Hoje, os negociadores americanos estão dedicados a finalizar o acordo com seus vizinhos, em fechar o miniacordo com o Japão, em encontrar soluções para a guerra comercial com a China – que tem provocado instabilidade na economia mundial – e rever suas posições em relação ao Reino Unido pós-Brexit e à própria União Europeia.

“O que estamos fazendo é tentar encaixar o Brasil em primeiro lugar na fila, logo depois de todas essas prioridades. É irreal achar que vamo ter alguma grande progressão nos próximos um ano e meio a dois anos”, declara Carvalho.

A pesquisadora do Núcleo de Estudos Empresariais e Sociais da Universidade Federal Fluminense e professora da Universidade Cândido Mendes Daiane Santos recorda que este foi um expediente utilizado na administração Kirchner para tentar conter a saída de dólares do país.Final de YouTube post de BBC News Brasil

Ela nota, no entanto, que os dois países poderiam tomar medidas de menor complexidade que já trariam mudanças pertinentes ao cenário: concluir o acordo de facilitação de entrada de executivos brasileiros na imigração estadunidense, simplificar os tributos sobre produtos estrangeiros, diminuir a burocracia para exportadores – hoje, uma companhia estadunidense leva até 36 horas para ser certificada e poder fazer a transação comercial com o Brasil, com a mudança, o trâmite levaria somente 4 horas.

Carvalho declara: “Eu sei que essas medidas não são politicamente sexy, mas são mais viáveis no curto prazo”.

Dentro do governo há o entendimento de que não se progredirá em uma agenda de livre comércio antes de 2021, quando talvez, embora o discurso político proponha grandes mudanças de platô entre os dois países bastante em breve nem mesmo Trump esteja mais na Casa Branca. O Republicano vai tentar reeleição no ano que vem, no que tem que ser um pleito acirrado. Se vencer um democrata, toda a negociação atual poderá regressar à estaca zero, daí a urgência dos brasileiros em ver algo concreto no horizonte.

Já assistiu aos nossos novos vídeos no ? Inscreva-se no nosso canal!

Fonte: BBCBrasil-pt

Sentiment score: SLIGHTLY POSITIVE

Countries: United States, Brazil, Argentina, United Kingdom, Mexico, China, Canada

Cities: Washington, Mexico

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Apesar de relação estreita entre Trump e Bolsonaro, investimentos de America no Brasil não ampliaram
>>>>>’Se Bolsonaro acha que o Brasil está sob ataque terrorista, o que ele está fazendo fora do país?’, questiona Greenpeace – (BBCBrasil-pt)
>>>>>Eleições na Argentina: o que pode acontecer com a economia do país e como isso afetaria o Brasil? – (BBCBrasil-pt)
>>>>>Bolsonaro cita ‘interesse’ em ‘interferência na Amazônia’ após encontro com príncipe Charles – (BBCBrasil-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

Id Entity Positive Negative Named-Entity Total occurrences Occurrences (appearances)
1 Brasil 0 25 PLACE 16 O Brasil: 2, o Brasil: 10, (tacit) ele/ela (referent: o Brasil): 1, Brasil: 2, (tacit) ele/ela (referent: O Brasil): 1
2 nós 290 0 NONE 11 (tacit) nós: 11
3 eu 53 0 NONE 11 eu: 1, (tacit) eu: 9, Eu: 1
4 país 160 0 NONE 9 Qualquer país: 1, país: 1, o país: 6, um país: 1
5 Donald Trump 170 0 PERSON 7 (tacit) ele/ela (referent: Trump): 2, a gestão Trump: 1, Trump: 3, (tacit) ele/ela (referent: a gestão Trump): 1
6 os Estados_Unidos 0 80 PLACE 6 Os Estados_Unidos: 1, Estados_Unidos: 2, os Estados_Unidos: 3
7 países 0 50 NONE 6 seis países: 1, os dois países: 5
8 relação 70 0 NONE 6 a relação: 1, relação: 4, uma relação privilegiada: 1
9 governos 0 0 NONE 6 os dois governos: 1, dois governos: 1, os governos: 4
10 a Argentina 0 85 PLACE 5 a Argentina: 4, (tacit) ele/ela (referent: A Argentina): 1