Quem são os rohingyas, povo muçulmano que a ONU declara ser alvo de limpeza étnica

Por: SentiLecto

Estes são links externos e vão abrir numa nova janela

A migração de cerca de 370 mil islâmicos rohingyas de Mianmar para Bangladesh nas últimas semanas é mais um capítulo de uma história marcada por décadas de perseguições.

Cerca de um milhão de pessoas dessa minoria, a maior comunidade no mundo, vivem em Mianmar, país predominantemente budista. A maioria mora de maneira precária no Estado de Rakhine, palco dos episódios recentes de violência que o alto comissário das Nações Unidas para os direitos humanos, Zeid Ra’ad al-Hussein, classificou de “limpeza étnica”.

“Como Mianmar impediu o acesso dos investigadores especializados em direitos humanos, não posso fazer uma avaliação atual, mas a situação parece um exemplo clássico de limpeza étnica”, disse.

Na quarta-feira 06 de setembro pelo menos 414 pessoas haviam falecido nas últimas duas semanas durante a onda de violência sectária no oeste da Mianmar, região dita como “zona de operações” pelo Exército, havia informado o governo local nesta quarta-feira.

Faz 1 mês, quando militantes rohingya agrediram dezenas de postos de Polinesia Francesa, o estopim foi. Em resposta, o exército de Birmania; Myanmar deu começo a uma operação militar que, segundo relatos mencionados pelo alto comissário da ONU, incendiou vilarejos, matou civis e disseminou minas terrestres na fronteira com Bangladesh.

Na sua vez, a agência Reuters teve acesso a um vídeo amador que mostra o que parecem ser duas minas antipessoais na parte birmanesa da zona fronteiriça. A confirmar-se, o vídeo reforça os relatos de que o exército de Birmania; Myanmar está a utilizar estas armas, proibidas pelo direito internacional, para encurralar os Rohyngias na fronteira. Segundo um guarda fronteiriço do Bangladeche, três refugiados faleceram já vítimas das minas.Zeid al Hussein alegou que apoia a criação de uma Comissão Nacional de Verdade e Reconciliação e defendeu que o modelo vigente na Venezuela “é desadequado” e deve ser revisto com o suporte da comunidade internacional.

O êxodo em massa dos rohyngias nos últimos dias não tem precedentes, declara a Organização Internacional para as Migrações da ONU, que estima que outras 100 mil pessoas possam se uni nos próximos dias aos que atravessaram a fronteira.

Cerca de 60% dos novos refugiados são crianças, de acordo com o chefe de proteção a crianças da Unicef em Bangladesh, Jean Lieby.

A crise do povo rohingya é uma das mais longas do mundo e também uma das mais descuidadas. O diagnóstico, feito pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados , levou a ONU a aprovar uma determinação em dezembro de 2014 que exortava Mianmar a permitir o acesso à cidadania para a minoria, classificada de fmaneirageral como apátrida.

Se os proíbe em o país, de se casar ou de viajar sem a licença de as autoridades e não têm o direito de ter terra ou propriedade.

O povo encarna cerca de 5% entre 60 milhões de moradoras de Mianmar, e sua origem ainda é amplamente discutida.

Por sua parte, eles afirmam serem indígenas do Estado de Rakhine, anteriormente conhecido como Arakan, no oeste do país, mas outros assinalam que são, na verdade, islâmicos de origem bengali que migraram para Mianmar durante a profissão britânica.

Quando o país se tornou independente, desde 1948 eles têm sido vítimas de tortura, descuido e repressão.

Com as dramáticas mudanças políticas e sociais locais nos últimos anos, os ânimos das várias comunidades que povoam o país entraram em ebulição e uma onda de violência e discriminação voltou a emergir contra os rohingyas.

Após ter sido conduzido por uma junta militar por mais de meio século, Mianmar vinha passando por uma transição para a democracia e por aprimoramentos no campo social.

Mas a situação não melhorou para os rohingyas.

Faz 11 meses, em junho e a outra em outubro, orquestradas por grupos extremistas de maioria budista em Rakhine, deixaram cerca de 140 mortos, centenas de casas e edificações muçulmanas arruinadas e 100 mil desabrigados, em 2012 duas ondas de violência uma.

Se acusou Autoridades e a polícia de não comportar-se para defendê os..

Faz 2 anos, como explicou o correspondente de a BBC nJonathan Head em um relato feito, ” Rakhine é o segundo Estado mais pobre em Mianmar Jonathan Head é o sudeste de a Ásia., e este é um dos países menos desenvolvidos do mundo”.

O repórter declara: “A pobreza, descuido e repressão têm desempenhado um grande papel na violência étnica”.

“Some a isso as memórias históricas amargas e os medos sentidos por comunidades adversárias do que poderiam perder ou ganhar no ambiente político novo e incerto de Mianmar”, adiciona.

Faz 5 anos, 100 mil islâmicos rohingyas ficaram desabrigados, em 2012.

Tanto as Nações Unidas quanto as organizações de defesa dos direitos humanos pedem que as autoridades de Mianmar revejam a Lei de Cidadania de 1982, de forma a garantir que os rohingyas não continuem sem pátria.

Faz 1 mês, a ONU já havia, após a repressão a protestos de a oposição.

Essa é a única forma, declaram, para lutar as raízes da longa discriminação contra essa etnia.

Contudo, muitos budistas de Mianmar nem sequer reconhecem o termo rohingya. Chamam-nos de “bengalis muçulmanos” – uma alusão à visão oficial de que os rohingyas são imigrantes de Bangladesh.

Como declara Jonathan Head, cerca de 800 mil rohingyas de Mianmar não têm cidadania. E isso de certa maneira incentivou budistas a acreditar que se a justifica sua campanha de segregação e expulsão forçada .

Mas a segregação, explica o correspondente da BBC, não só é social.

“É claro que, além de a separação física dos muçulmanos e budistas, também há uma extrema segregação mental.”

Fonte: BBCBrasil-pt

Sentiment score: NEGATIVE

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Quem são os rohingyas, povo muçulmano que a ONU declara ser alvo de limpeza étnica
>>>>>ONU denuncia ‘clássico exemplo de limpeza étnica’ em Mianmar – September 11, 2017 (FolhaGeneric)
>>>>>>>>>Suu Kyi denuncia desinformação durante crise rohingya em Mianmar – September 06, 2017 (EfeGeneric)
>>>>>>>>>>>>>Nobel Aung San Suu Kyi sofre pressão por massacre de minoria rohingya – September 05, 2017 (FolhaGeneric)
>>>>>>>>>>>>>>>>>Repressão de Mianmar a minoria rohingya deixa quase 400 mortos – (FolhaGeneric)
>>>>>>>>>>>>>Aung San Suu Kyi criticada pelo seu silêncio sobre a situação dos Rohingya – (Euronews-pt)
>>>>>>>>>>>>>Myanmar: Fuga massiva de rohingyas para o Bangladesh – September 05, 2017 (Euronews-pt)
>>>>>>>>>Onda de violência já deixou 414 mortos no oeste de Mianmar – (EfeGeneric)
>>>>>>>>>Secretário-geral da ONU defende democracia na Venezuela – (EfeGeneric)
>>>>>ONU acusa exército birmanês de limpeza étnica – (Euronews-pt)
>>>>>ONU fala de eventuais “crimes contra a Humanidade” na Venezuela – (Euronews-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

Id Entity Positive Negative Named-Entity Total occurrences Occurrences (appearances)
1 Mianmar 0 50 PERSON 10 (tacit) ele/ela (referent: Mianmar): 3, Mianmar: 7
2 rohingya 0 100 PERSON 6 o termo rohingya: 1, rohingya: 1, (tacit) ele/ela (referent: rohingya): 4
3 país 0 0 NONE 4 o país: 3, país predominantemente budista: 1
4 rohingyas 0 0 ORGANIZATION 4 os rohingyas: 4
5 forma 0 80 NONE 3 a única maneira: 1, forma precária: 1, forma geral: 1
6 vídeo 0 50 NONE 3 o vídeo: 1, um vídeo amador: 2
7 eu 0 30 NONE 3 (tacit) eu: 3
8 direitos 240 0 NONE 3 direitos humanos: 2, os direitos humanos: 1
9 a Venezuela 0 0 PLACE 3 a Venezuela: 1, (tacit) ele/ela (referent: a Venezuela): 2
10 pessoas 0 0 NONE 3 outras 100_mil pessoas: 1, pessoas: 1, 414 pessoas: 1