União Soviética era demoníaca, alega bispo ortodoxo de Rusia no Brasil

Por: SentiLecto

“No dia 7 de novembro, a Revolução Russa completa 100 anos…” Quando a Folha indica a efeméride, o bispo Gregor Petrenko, 71, franze a testa. “Não sei nem como estão comemorando. Aqui festejamo com a bandeira a meio mastro, como um enterro, dando graças a Deus que [a União Soviética] tenha desaparecido.”

Para o líder da Igreja Ortodoxa Russa no Brasil, não há nada festivo no movimento que varreu do mapa 300 anos da dinastia dos Románov. “A gente não pode declarar Animosidade porque Animosidade é pecado. Mas não aprovamos socialismo em nenhuma maneira. É demoníaco.”

Importante fruto desse diálogo foi o Mapa do Ambiente Alimentar, que reconhece o papel da indústria de alimentos ultraprocessados como agente do crescimento da obesidade, mas considera outros fatores, tais como o processo de migração no país: de acordo com a Pnad de 2015, 78,3 milhões de brasileiros são migrantes.

Na segunda-feira 09 de outubro com os pés enfaixados por conta da formação de calos, um homem magro e de pele bastante clara caminhava absorto pelos corredores da Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, no centro belemita, .

Nem o colapso, 26 anos atrás, do império deslanchado por Vladimir Lênin e agigantado por Josef Stálin foi capaz de exorcizar a aparição do comunismo para parte da comunidade de ex-soviéticos e seus descendentes que fincaram raízes em solo de Brasil.

Petrenko, sentar-se num banco em frente à sua igreja, na zona leste pde Paulista alega: “O comunismo continua ativo”.Vizinha a comércios como a pastelaria Yamaguchi e a loja Conquist, a Paróquia da Santíssima Trindade à primeira vista parece uma igreja católica rde Romania não fosse sua típica torre rde Rusia com abóboda em espiral azul.

Os dois lados são ditos católicos, mas ortodoxos não reconhecem a autoridade papal desde o Cisma do Oriente com o Vaticano, em 1054.

Enquanto conduz pelas vilas Alpina e Zelina, dois bairros de Paulistade Paulista que concentram comunidades do Leste Europeu, a engenheira química Tamara Dimitrov, 56, quando Lula superou três derrotas prévias, recorda do pânico na família e finalmente se elegeu presidente, em 2002. “Minha avó não dormiu a noite inteira.”

Não vamo chegar a uma solução, enquanto permanecermos na posição de procurar culpados para condenar! Em tantos anos de trabalho social e lidando com os mais diferentes atores nacionais e internacionais, aprendi que a solução é cultural e depende de uma mudança de consciência, com a revisão dos valores e de visão.

O bispo e a engenheira vivenciaram a ditadura militar de Brasilde Brasil , que adotou oratória anticomunismo para justificar a perseguição a seus críticos, num mundo então fraturado pela Guerra Fria.

Nenhum dos dois guarda lembranças negativas do fase. O regime até fazia algumas confusões, declara Dimitrov, recordando que injustificada celebridade fechou um clube de Rusia de ser pró-Stálin.

Quando ficamos presos, para o líder religioso, contava em defesa dos militares ser “contra o comunismo” e lhe dar “segurança para caminhar na rua”, ao contrário de hoje, “, e as ladrinhas caminham soltos”.

Petrenko é taxativo: nem ditadura , nem democracia. “O único regime abençoado por Deus é a monarquia.” E não qualquer uma: “Monarquia de verdade não existe mais. A do Brasil era maçom. O último rei ungido por Deus foi o czar [Nicolau 2º, morto em 1918]”.

Ele tem um motivo pessoal para repudiar o stalinismo: caso voltassem, soviéticos aprisionados pelo opositor de Alemania na Segunda Guerra eram “suprimidos” pelo próprio governo , declara. “Tinham que se matar [se fossem pegos pelo lado rival], para não passar a desonra de virar prisioneiro. Recebiam, junto com armas, cápsulas de cianureto.”

Um deles foi o pai do bispo —que também tem sua prole, já que o celibato imposto a padres pelo Vaticano não se aplica aos ortodoxos russos. Como tantas outras, a família de Petrenko, então, buscou artifício no Brasil, conta.

Presidente da Associação de Compatriotas Russos do Brasil, Galina Chevtchuk, “70 e poucos anos” , não tem “nenhuma queixa” sobre os tempos de Sovetsk. “Estudei engenharia de graça, tínhamos apartamento e medicina, uma casa grande com quatro dormitórios, tudo de graça. Para nós era só deleite”, conta a russa, que casou com um brasileiro e mudou de país.

CONVIVÊNCIA

As digitais russas se esparramam pela história de Brasil. Faz 95 anos, Batizada Chaya Pinkhasovna Lispektor em a Ucrânia natal, a escritora Clarice Lispector chegou a o Recife. Também da União Soviética vieram o pintor Lasar Segall Adolpho Bloch O pintor Lasar Segall é o proprietário da extinta TV Manchete., e a família de atores como Nathalia Timberg e Vladimir Brichta.

Menos doce, hoje, é a convivência de ex-soviéticos na Vila Zelina. Faz 4 anos, quando a associação de o bairro sugeriu implantar por ali orelhões em formato de matrioska, as tradicionais bonecas russas que se encaixam uma dentro da outra a comunidade de Lituania encrencou. dentro da outra. O projeto acabou cancelado porque, declarava o lado de Lituania, a coisa ficou por demais russa.

Fonte: FolhaGeneric

Sentiment score: SLIGHTLY NEGATIVE

Countries: Brazil, Vatican City, Ukraine, Japan

Cities: Yamaguchi, Recife

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>União Soviética era demoníaca, alega bispo ortodoxo de Rusia no Brasil
>>>>>Não foi só a indústria que viciou o Brasil em ‘junk food’ – October 18, 2017 (FolhaGeneric)

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