MapaVenezuelaTopografico.png

Odebrecht menciona que Janot vazou delação sobre propina na Venezuela

Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Mapa Venezuela Topografico

A Odebrecht ingressou com ação no STF na qual declara que um vídeo com relatos de um delator da companhia que trabalhou na Venezuela, que estava sob sigilo, só pode ter vazado pela Procuradoria-Geral da República, em Brasília. Na época, o órgão estava sob o comando do procurador-geral da República Rodrigo Janot. Faz 1 mês, ele deixou a posição.

Uma eventual conquista por parte da oposição de pelo menos 14 governos estaduais de Venezuela mudaria o mapa político do país, embora, na prática, a margem de ação da oposição seja restringida. Essa é a opinião de Ignácio Ávalos, diretor do Observatório Eleitoral Venezuelano , para quem uma participação em torno de 60% nas regionais realizadas ontem vai ser significativa “dados as dificuldades colocadas pelo Conselho Nacional Eleitoral ao longo de todo o processo”. Ávalos advertiu para o crescimento dos chamados nem-nem, grupo social que não se sente encarnado por nenhum partido e recusa, cada vez mais, a polarização.

Na quinta-feira 21 de setembro Sergei Lavrov havia considerado inadmissível ameaçar a Venezuela com a utilização da força, uma resposta nas advertências arremessadas pelos Estados Unidos contra o governo de Nicolás Maduro. Sergei Lavrov é o ministro de Relações Exteriores da Rússia.

Venezuela, oficialmente República Bolivariana da Venezuela, é um país da América localizado na parte norte da América do Sul, constituída por uma parte continental e um grande número de pequenas ilhas no Mar do Caribe ou oceano das Caraíbas, cuja capital e maior aglomeração urbana é a cidade de Caracas.

O vídeo estava sob a guarda geresana por resolução do ministro Edson Fachin, do Supremo. O relato trata de corrupção no governo de Nicolás Maduro, que teria recebido US$ 35 milhões de propina da Odebrecht, de acordo com um delator.

O testemunho foi vazado na última quinta-feira pela ex-procuradora-geral da Venezuela Luisa Ortega Díaz, que rompeu com o regime chavista e agora vive exilada na Colômbia. Faz 2 meses, de este ano, Ortega Díaz esteve com Janot em Brasília, em 22 de agosto.

A Venezuela só teria o direito de receber o vídeo se fechasse acordo com os delatores da Odebrecht que confessaram crimes naquele país, o que não aconteceu até agora.

Na sua vez, o efeito desse resultado seria grande, porque deveria ser redesenhado todo o mapa político de Venezuela. Não seria justo falar em efeito somente simbólico, porque todo o mapa político seria modificado. Agora, é verdade que no dia a dia existem restrições, mas um bom resultado para a oposição faria muita diferença. Seria um recado para as Forças Armadas, para os próprios chavistas, maduristas e para a comunidade internacional.

A companhia pede que o Supremo apure o vazamento e declara que nenhuma outra instituição tinha o testemunho que a ex-procuradora divulgou em redes sociais.

“Os vídeos dos relatos de todos os colaboradores da empresa, especialmente daqueles que abordam fatos acontecidos no exterior, encontram-se custodiados pela PGR, sendo que nunca foram oficialmente entregues aos colaboradores, aos seus causídicos ou a quem deseja que seja”, declara a notícia-crime. Causídico é um calão para nomear advogado.

A se a exibiu notícia-crime sob o vazamento de o vídeo a o Supremo em esta terça. O jornal revelou o caso ” O Globo “. A Odebrecht, que afirma na queixa mandada ao Supremo que a divulgação de imagens de um delator que acusa o governo de Maduro de corrupção pode afetar a segurança dele e de seus familiares, menciona uma série de vazamentos que aconteceram em negociações de acordos com o México, Equador e Peru e declara que a violação do sigilo prejudica a progressão das tratativas. À Folha o advogado Rodrigo Mudrovitsch, que encarna a Odebrecht nesta ação no Supremo declarou: “Vazamentos dessa natureza são ilícitos graves e abalam fundamentos pertinentes da colaboração internacional”.

Em botânica, as folhas são órgãos das plantas especializados na captação de luz e trocas gasosas com a atmosfera para realizar a fotossíntese, transpiração, gutação e respiração.

Segundo ele, “o desejo é o que caso seja apurado com velocidade e rigidez, para que novos acontecimentos sejam duramente desestimulados e os acontecimentos já acontecidos sejam duramente castigados”. A Venezuela decretou a prisão tanto do executivo da Odebrecht quanto da ex-procuradora-geral. O país pediu para a Interpol que eles sejam presos se deixarem seus países.

O executivo que aparece no vídeo é o ex-presidente da Odebrecht na Venezuela Euzenando Azevedo, que agora vive no Brasil. No vídeo vazado pela ex-procuradora, ele relata ter recebido um pedido de assistência de US$ 50 milhões para financiar a campanha presidencial de Nicolás Maduro em 2013. Se acertou uma doação ilícita de US a o final de as negociações, $ 35 milhões, segundo ele.

O suborno foi pago, de acordo com Azevedo, para que o governo de Maduro continuasse a dar prioridade às obras tocadas pela Odebrecht. A empreiteira já teve uma carteira com mais de 40 obras na Venezuela, com valor acumulado de US$ 25 bilhões, segundo a agência Bloomberg. Boa parte dessas obras estão ou paradas ou abandonas por conta da crise de Venezuela.

Um representante negociou os valores de Maduro , Américo Mata de acordo com o testemunho de o executivo. Américo Mata é ex-presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural da Venezuela.

Faz 1 ano, se gravou o vídeo em a sede de o Ministério Público Federal de Sergipe.

A reportagem de a República Rodrigo Janot procurou o ex-procurador-geral de a Folha, mas não desejou comentar as suspeitas exibidas pela Odebrecht.

A Folha procurou a ex-procuradora da Venezuela em Bogotá, onde ela vive, mas não obteve êxito.

Os Estados Unidos condenaram nesta segunda-feira as votações estaduais do último fim de semana na Venezuela alegando que elas não foram nem livres, nem justas e prometeram utilizar seus poderes econômico e diplomático para apoiar os venezuelanos na restauração da democracia no país exportador de petróleo.- A Odebrecht entrou nesta quarta-feira com uma reclamação no Supremo Tribunal Federal para impedir que a procuradora-geral destituída da Venezuela Luisa Ortega Díaz divulgue informações da delação premiada do grupo que ainda estão sob sigilo. Na ação com pedido de liminar, à qual a Reuters teve acesso, a defesa da empreiteira argumenta que a divulgação de dados por Luisa contraria dresoluçãodo ministro doaSTF Edson Fachin que assegurou o sigilo de documentos derivados da ccooperaçãopremiada. A companhia argumenta que há risco para a “integridade física” dos colaboradores e de suas famílias, ao desenlace dos inquéritos nos países estrangeiros e ao próprio patrimônio da Odebrecht, que pode ser “vítima de vinganças das organizações criminosas que, sabendo anteriormente da medida investigativa, busca evitá-la ou mitigá-la”. “Desse modo, solicita a concessão de medida liminar, para determinar à ex-Procuradora-Geral da Venezuela, Sra. Luisa Ortega Díaz, que não divulgue mais quaisquer materiais de conteúdo sigiloso, sob pena de incidir multa diária no valor de 50.000,00 reais em seu desfavor”, defendem os advogados do grupo. Faz 2 meses, Luisa Ortega Díaz foi retirada de a posição por resolução de a Assembleia Constituinte da Venezuela, controlada por o atual presidente Nicolás Maduro. Ela era aliada do regime, mas começou a adotar uma postura crítica em relação ao governo venezuelano após uma série de mortes em protestos de rua acontecido este ano. Desde que foi destituída, a ex-procuradora começou a tornar público uma série de anormalidades confessadas pela empreiteira a partir de documentos que detinha em razão do posição. Ela está morando na Colômbia. Faz 2 meses, Luisa Ortega Diaz acusou o ex-vice-presidente de Venezuela Disdalo Cabello, aliado de Maduro, de ter recebido 100 milhões de dólares de a Odebrecht por meio de uma companhia de Espanha que tem como donos formais dois primos de ele, Jorge Alfredo Cabello e Jerson Jesús Campos Cabello, em passagem por Brasília em agosto por exemplo. A ex-procuradora declarou na ocasião que iria encaminhar a autoridades dos Estados Unidos, do México, da Espanha e do Brasil documentos referentes a inquéritos da Odebrecht e de outras anormalidades envolvendo Maduro e pessoas próximas ao regime comandado por ele. Na ação de 70 páginas, a defesa da empreiteira realça que quando ela divulgou em sua conta do Twitter e em um blog pessoal vídeo sigiloso de testemunho de um delator vinculado à cempresa houve vazamento ilegal de informações pela ex-procuradora. “É inegável que o ilegal vazamento destas informações está causando graves consequências, haja vista o embaraço que é provocado em suas tratativas para tomar efetiva a cooperação com as autoridades estrangeiras”, queixar-se a defesa da Odebrecht.

Fonte: FolhaGeneric

Sentiment score: NEUTRAL

Countries: Peru, Colombia, Brazil, Mexico

Cities: Mexico, Brasilia, Bogota

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Odebrecht menciona que Janot vazou delação sobre propina na Venezuela
>>>>>Venezuela: ‘Se a oposição vencer, pressão pode aumentar’ – (Extraoglobo-pt)
>>>>>EUA condenam eleições na Venezuela e dizem que não foram nem livres, nem justas – October 16, 2017 (Extraoglobo-pt)
>>>>>Odebrecht vai ao STF para impedir que ex-procuradora-geral da Venezuela divulgue informações sigilosas do grupo – October 18, 2017 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Ex-procuradora da Venezuela entrega aos EUA evidências sobre autoridades do governo Maduro – (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>’Tenho provas para levar Maduro ao TPI’, diz ex-procuradora Ortega – October 14, 2017 (FolhaGeneric)
>>>>>>>>>>>>>Dissidente publica vídeo de delator da Odebrecht com acusação a Maduro – October 13, 2017 (FolhaGeneric)
>>>>>>>>>>>>>Ex-procuradora-geral denunciará Venezuela perante Tribunal Penal Internacional – (EfeGeneric)
>>>>>>>>>Ex-procuradora-geral encobriu caso Odebrecht, diz prefeito de Caracas – (FolhaGeneric)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

Id Entity Positive Negative Named-Entity Total occurrences Occurrences (appearances)
1 Odebrecht 0 56 ORGANIZATION 14 a Odebrecht: 6, (tacit) ele/ela (referent: A Odebrecht e): 2, A Odebrecht: 2, (tacit) ele/ela (referent: A Odebrecht): 2, A Odebrecht e: 2
2 Venezuela 8 0 ORGANIZATION 7 a Venezuela: 4, (tacit) ele/ela (referent: A Venezuela): 1, A Venezuela: 2
3 eu 5 37 NONE 6 (tacit) eu: 6
4 Luisa Ortega Díaz 0 0 PERSON 6 Luisa_Ortega_Díaz: 1, Luisa_Ortega_Diaz: 1, Luisa: 1, Sra._Luisa_Ortega_Díaz: 2, Ortega_Díaz: 1
5 companhia 0 0 NONE 6 a companhia: 1, uma empresa espanhola: 2, a empresa: 1, A empresa: 2
6 vídeo 0 60 NONE 5 o vídeo: 1, O vídeo: 2, um vídeo: 1, o vídeo vazado: 1
7 Nicolás Maduro 0 0 PERSON 5 o atual presidente Nicolás_Maduro: 1, Maduro: 2, Nicolás_Maduro: 2
8 Supremo 0 0 ORGANIZATION 5 o Supremo: 5
9 ex-procuradora 0 0 ORGANIZATION 5 ela (referent: a ex-procuradora): 1, a ex-procuradora: 3, A ex-procuradora: 1
10 Folha 0 0 ORGANIZATION 4 ela (referent: A Folha): 1, A Folha: 1, a Folha: 2