Bicheiro Rogério Andrade tentou invalidar escutas de processo antes de ser preso

Por: SentiLecto

Antes de ser preso, o bicheiro Rogério Andrade tentou invalidar as escutas do processo que acabou gerando sua nova detenção, nesta quarta-feira, na 4ª Vara de Justiça Federal, no Centro do Rio. Faz 12 anos, de esse ano, advogados de o contraventor entraram com um pedido de liminar para invalidar a resolução judicial que determinou as interceptações telefônicas que culminaram em a operação Gladiador que investigou o pagamento de propina a policiais por chefões de as máfias que buscam máquinas caça-níquel em o Rio em dezembro de 2006,,, em abril. No dia 20 de abril, o ministro Nefi Cordeiro, que argumentou que “a concessão de liminar em habeas corpus é medida excepcional, exclusivamente cabível quando, em juízo perfunctório, observa-se, de plano negou o pedido da defesa. Plano é evidente constrangimento ilegal”.

Rogério Andrade foi preso na 4ª Vara Federal de Justiça do Rio, no Centro. Ele estava no local para uma audiência de outro processo a que quando se o informou, responde que havia um mandado de prisão em aberto em seu nome pelo crime de corrupção ativa. O juiz federal assinou em esta quarta-feira a resolução Gabriel Borges Knapp , de a 4ª Vara Federal que determinou a expedição de mandados de prisão para Rogério e outros quatro réus ,. Encaminhou-se Rogério a o Instituto Médico Legal , e em seguida para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica.

Se encaminhou Rogério a o Instituto Médico Legal , e se o vai levar de lá para o presídio de Benfica.O contraventor Rogério Andrade foi preso na tarde desta quarta-feira dentro da 4ª Vara Federal de Justiça do Rio, no Centro. De acordo com as primeiras informações, ele estava no local para participar de uma audiência, mas foi preso por um processo que foi julgado há nove anos de contrabando e descaminho, quando chegou ao local.

A resolução desta quarta-feira modificou a dosimetria da pena de uma sentença que havia condenado Rogério e outros dez réus em 2009. No entanto, exclusivamente nesta quarta-feira, a Justiça determinou que a pena comece a ser satisfeita.

“À luz de todo o exposto, não restam óbices para que aconteça o imediato cumprimento da pena privativa de liberdade imposta a Rogério Costa de Andrade e Silva, correspondente a 10 anos de reclusão em regime inicial fechado. Outrossim, não há que se falar em detração para fins de mudança do regime inicial de cumprimento da pena. Dessa maneira, ainda que descontado da referida pena o tempo em que Rogério permaneceu em prisão preventiva, equivalente a 01 ano, 06 meses e 16 dias , o regime inicial continua sendo o fechado”, escreveu o juiz, na sentença obtida pelo EXTRA.

Na resolução, o juiz Gabriel Borges Knapp também determinou a expedição de mandado de prisão contra Fernando de Miranda Iggnácio, condenado no mesmo processo e assinalado pela polícia como adversária de Rogério pelo espólio criminoso do contraventor Castor de Andrade. Iggnácio está foragido. Se a determinou também a prisão de Paulo Cézar Ferreira do Nascimento, César Augusto Burgos Medeiros e Paulo César Oliveira.

Operação Gladiador

Faz 12 anos, após sete meses de inquéritos, a Polícia Federal deflagrou a Operação Gladiador, para desarticular uma quadrilha que garantia proteção a os contraventores Rogério Andrade e Fernando Iggnácio, formada por policiais civis e militares,, em dezembro de 2006. Com base em interceptações telefônicas, a Justiça Federal concedeu 45 mandados de prisão.

Na mesma inquérito, a PF requereu a prisão do deputado Álvaro Lins, ex-chefe de Polícia Civil, mas a Justiça Federal negou. Também foram presos quatro inspetores da corporação, os chamados “Inhos”: Rogério Augusto Marques de Brito, o Rogerinho; Jorge Luiz Fernandes, o Jorginho; Fábio Menezes de Leão, o Fabinho; e Hélio Machado da Conceição, o Helinho. Todos por envolvimento com a máfia dos caça-níqueis.

Faz 21 anos, o combate entre Rogério Andrade e Fernando Iggnácio iniciou em uma disputa familiar, após morte de o bicheiro Castor de Andrade, vítima de um enfarte. Castor teria selecionado o sobrinho Rogério para comandar o jogo do bicho na Zona Oeste e em outras regiões do estado. Inconformado com a resolução, Paulo Roberto Andrade iniciou um combate contra Rogério pelo controle da contravenção na região. Paulo Roberto Andrade é filho de Castor.

Faz 20 anos, o combate entre os primos recrudesceu, quando Paulo Andrade e um se os assassinou segurança em a Barra da Tijuca. Meses depois, a polícia identificou como autor dos disparos e prendeu o ex-PM Jadir Simeone Duarte. Em testemunho, Duarte acusou Rogério de ser o mandante do crime.

Com a morte de Paulo, Fernando Iggnácio assumiu seu lugar na disputa. Fernando Iggnácio é seu cunhado. De acordo com inquéritos da polícia, desde a metade da década de 1990, Fernando Iggnácio controlaria a Adult Fifty, companhia que buscava caça-níqueis em toda a Zona Oeste.

Em 1998, Rogério de Andrade teria fundado a Oeste Rio. Com a queda nos lucros do jogo do bicho, a cobiça pelo mercado de caça-níqueis ampliou e os dois entraram em combate em 2001.

Faz 17 anos, o próprio Rogério foi vítima de uma tentativa de homicídio. Em abril deste ano, outro golpe. O filho de Rogério de Andrade, um jovem de 17 anos, faleceu num atentado na Barra. Em vez do pai, era o rapaz que quando uma bomba estourou, conduzia o carro.

Fonte: Extraoglobo-pt

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Bicheiro Rogério Andrade tentou invalidar escutas de processo antes de ser preso
>>>>>Rogério Andrade é preso dentro da 4ª Vara Federal de Justiça do Rio – June 13, 2018 (Extraoglobo-pt)

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