Família de garçom morto no Chapéu Mangueira por PM vai entrar na Justiça contra o estado

Por: SentiLecto

Quando segurava um guarda-chuva na última segunda-feira no Morro Chapéu Mangueira, família e amigos do garçom Rodrigo Serrano, de 26 anos, queixar-se na manhã deste domingo contra a morte do rapaz, baleado na Zona Sul do Rio. O grupo se reuniu na Praça Almirante Júlio de Noronha, no Leme. Vestidos de branco, os participantes levaram um cartaz com a frase: “Não era um fuzil, era um guarda-chuva” e andaram pelo calçadão da praia. A família, que recebe ajudinha da Defensoria Pública e da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, entrará na Justiça contra o Estado do Rio.

— Ele estava trabalhando há três meses num restaurante em Ipanema. Foi trabalhar, se o matou em o dia em que . Saiu do trabalho às 17h e foi para casa. Tomou um banho e saímos. Por conta de uma polícia mal preparada, agora, ele não vai poder ver os filhos aumentarem, o que era um sonho para ele — declarou Thayssa.— O meu filho era uma pessoa boa. Ele teve os erros dele, sim, mas pagou e estava livre. Quando eu estive aqui, a última coisa que o meu filho me declarou, nesta semana , foi: ‘Mãe, estou realizado. Eu consegui um emprego, estou de carteira assinada e farei a celebração para o meu filho. Estou contente’. Foi a última coisa que ele me declarou naquele dia que eu estive aqui. Eu não perdoo quem fez isso ao meu filho — desabafou ela.

Durante o ato, Monica Cunha, representante da Comissão e do Movimento Moleque, realçou que somente jovens negros e habitantes de favela são confundidos por policiais com ladrinhas: — O Brasil, que executa seus jovens, oficialmente não tem pena de morte , mas Não podemos aceitar que se os confunda sacos de pipoca e guarda-chuvas com armas. Isso só ocorre dentro das favelas, onde os habitantes são oriundos de uma escravidão que não acabou.

Procurada, a Polícia Civil alegou que os inquéritos seguem em andamento e que diligências estão sendo realizadas para apurar o caso.

O testemunho da testemunha também faz parte do Inquérito Policial-Militar aberto pela Corregedoria da PM para investigar o caso. Além do habitante da favela, a viúva de Rodrigo e o policial que fez o disparo também prestaram testemunhos, respectivamente ao MP e à Corregedoria.— Não desejo que ninguém manche a imagem do meu filho. Ele não era assaltante e nem traficante. Meu filho trabalhava e estava com a carteira assinada, documento que estava com ele na hora em que foi morto. Ele tinha errado, mas pagou por tudo e saiu de lá com a cabeça levantada — Valéria de Assis.

Fonte: Extraoglobo-pt

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Família de garçom morto no Chapéu Mangueira por PM vai entrar na Justiça contra o estado
>>>>>Testemunha ocular desmente PMs e diz que não houve tiroteio quando garçom foi morto – (Extraoglobo-pt)
>>>>>PM fez oito disparos de carabina durante ação em que garçom foi morto no Leme – (Extraoglobo-pt)
>>>>>’Executaram meu filho’, diz mãe de Garçom morto na Zona Sul do Rio – September 19, 2018 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Homem é morto no Chapéu Mangueira, moradores acusam PM de confundir guarda-chuva com fuzil – September 18, 2018 (Extraoglobo-pt)

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