Interpretação de feminicídio é extensa e não envolve só violência doméstica. Compreenda

Por: SentiLecto

Katia Valéria Nunes e Tamires Blanco. Estuprou-se Katia e morta por um suposto passageiro de o Uber que conduzia, em a Rodovia Washington Luiz, em Duque de Caxias, em a última terça-feira. Faz 7 dias, assassinou se Tamires a facadas por o ex-companheiro em Pilares, em a Zona Norte do Rio, em o dia 4 de janeiro. Registrou-se o crime contra Tamires como feminicídio não. Feminicídio é o de Katia.

Faz 2 meses, de o ano passado, 62 casos de feminicídio foram registrados em as delegacias de o estado, segundo dados de o Instituto de Segurança Pública, até novembro. No mesmo fase, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro recebeu 81 processos de feminicídio e 22 de tentativas. A interpretação sobre a classificação do crime pode mudar ao longo do processo nas delegacias e nos tribunais. Em 11 dias, já foram registrados ao menos quatro casos de feminicídios no Rio de Janeiro em 2019. O número é mais da metade do registrado durante todo o mês de janeiro de 2018, que foram sete, de acordo com dados do ISP.

O primeiro feminicídio do ano aconteceu cerca de uma hora após a virada do ano. Rodrigo de Souza Lima é suspeito de ter desferido golpes de faca contra a ex-companheira Iolanda Crisóstomo da Conceição de Souza, no Tanque, na Zona Oeste do Rio. Segundo o delegado Willians Batista, da Delegacia de Homicídios da Capital , culpada pelos inquéritos, Rodrigo confessou o crime e não provou qualquer sinal de arrependimento. De acordo com a família da vítima, Rodrigo não costumava ser agressivo com Iolanda, mas “Por vezes surtava do nada” e sentia “muito ciúmes”.

A lei que tipifica o feminicídio – o homicídio de uma mulher pela condição de mulher – calcula além da morte em decorrência de violência doméstica, outra situação que caracterizaria o feminicídio: menosprezo e discriminação à condição de mulher.

Para a juíza Katerine Kitsos Nygaard, da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o caso de Katia Valéria também poderia ser compreendido como feminicídio.

— O caso da motorista de uber, em tese, poderia ser caracterizado como feminicídio, ou seja, a morte de uma mulher cometida por um homem desconhecido, com quem a vítima não tinha nenhuma espécie de relação estimulado por menosprezo à sua condição de mulher. — alega.

A juíza elucida, porém, que nem todos os assassinatos cujas vítimas são mulheres são feminicídios.

— Quando razões estimulam a morte de uma mulher de gênero, acontece feminicídio somente. O inquérito de mortes violentas de mulheres tem que levar em conta uma perspectiva de gênero de um complicado contexto para se avaliar se é caso de feminicídio ou não.

Para a pesquisadora Jackeline Romio, que estuda mortes violentas de mulheres, a violência sexual caracteriza “menosprezo à condição de mulher”:

— Definitivamente a violência sexual deve ser compreendida como um dos elementos para a descrição dos feminicídios, independente da espécie de relação entre vítima e autor e espaço onde aconteceu. Utiliza-se a violência sexual como arma de controle, humilhação e desprezo em a mulher.A polícia civil, no entanto, afirma que ainda não vê indícios que caracterizam “menosprezo à condição de mulher” no ahomicídioda motorista. Sobre se o estupro que a vítima padeceu entraria nessa classificação, a polícia respondeu que “ainda não”, mas não descartou a suposição de mudar a tipificação do crime que vitimou Katia Valeria.

Se a assassinou um dia antes, em a quinta-feira, Simone Oliveira de Assis Carvalho, de 40 anos, a marretadas em o bairro Chapecó, em Itaguaí, em a Baixada Fluminense. O marido da vítima, José Carlos da Silva Carvalho, de 60 anos, considerado suspeito do crime, se entregou à polícia na sexta-feira.

— Não haveria nenhuma complicação para a resolução dos delegados, já que essa lei é um qualificador que implica em penas maiores. Se o calcula no caso do estupro seguido de morte também maior penalização.

Fonte: Extraoglobo-pt

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Cities: Washington, Duque De Caxias

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Interpretação de feminicídio é extensa e não envolve só violência doméstica. Compreenda
>>>>>No início do ano, Rio teve um caso de feminicídio por dia – January 08, 2019 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>’Sempre sentiu muito ciúmes dela’, diz filha de vítima de feminicídio na Zona Oeste – January 03, 2019 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Mulher morre após ser esfaqueada pelo companheiro dentro de casa, em Cordovil – January 04, 2019 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Mulher é morta diante da filha de 11 meses em Piedade, na Zona Norte – (Extraoglobo-pt)

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