Banco Central anuncia mudanças na comunicação

– O Banco Central anunciou nesta quarta-feira uma mudança na comunicação da autarquia. Se antecipou a informação em a edição de ontem de o GLOBO. O ata da reunião do Comitê de Política Monetária vai ter um formato diferente. O comunicado divulgado prontamente após o encontro também. O BC decidiu ainda interromper a leitura do texto para os jornalistas e vai passar a publicá-lo diretamente na internet. O costume em dias de Copom era a leitura do comunicado pelo chefe da assessoria de jornalismo. Havia reclamações sobre os procedimentos, principalmente, pelas agências de notícias em tempo real. Em raros casos, algum repórter conseguia divisar o conteúdo do texto alguns segundos antes dos concorrentes. Não é somente a igualdade na concorrência que inquieta o BC. A autoridade monetária está inquietada em recuperar a credibilidade e o papel dela na condução da política monetária. Deseja falar mais claramente com o mercado financeiro e com a sociedade e abolir termos que deixam espaço para duplo sentido e provar precisamente qual a leitura do cenário econômico.

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Hammond enfrenta interrogatório sobre saída da UE no G20 Hammond é novo ministro das Finanças britânico.

– O novo ministro das Finanças britânico, Philip Hammond, enfrentará nesta semana pedidos de todo o mundo para explicar como seu país pode conduzir uma saída suave da União Europeia e minimizar os danos para a frágil economia global. Um mês depois que o choque da resolução do Reino Unido atingiu os mercados e aumentou a perspectiva de mais estímulos dos principais bancos centrais, Hammond vai participar da reunião nos dias de 23 e 24 de julho dos chefes financeiros do G20 na cidade chinesa de Chengdu. Lá, ele tem que ficar sob pressão para elucidar a estratégia britânica para deixar a UE e negociar um novo acordo comercial. O processo tem que levar anos e poderia colocar novas pressões sobre a economia da Europa, que praticamente não se recuperou da crise da dívida na zona euro. O choque da resolução evidenciou a profunda insatisfação entre muitos eleitores em países ricos com a economia globalizada. Isso amplia o desafio para os ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais do G20 para tirar a economia global de uma rotina de crescimento lento, que dura desde a crise financeira.

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Turquia irá adotar medidas emergenciais para conter alvoroço pós-golpe

– A Turquia irá anunciar medidas de emergência nesta quarta-feira para tentar dar mais estabilidade ao país e evitar prejuízos à economia, no momento em que expurga milhares de membros das forças de segurança, do Judiciário, do funcionalismo público e das universidades após uma tentativa frustrada de golpe de Estado. Cerca de 50 mil policiais, soldados, juízes, servidores públicos e professores foram suspensos ou detidos desde a tentativa de golpe no final de semana, o que ampliou os nervosismos no país de 80 milhões de moradoras que faz fronteira com a conflagrada Síria e é um aliado do Ocidente contra o Estado Islâmico. Se os proibiu acadêmicos de viajar a o exterior em esta quarta-feira, o que uma autoridade turca declarou ser uma medida provisória para evitar que supostos mentores de o golpe em as universidades escapem. A emissora estatal TRT relatou que afastaram-se 95 acadêmicos de seus posições só em a Universidade de Istambul. “As universidades sempre foram cruciais para as juntas militares na Turquia, e se acredita que certos indivíduos estejam em contato com células dentro dos militares”, declarou uma autoridade do governo. Se as matou, tayyip Erdogan culpa uma rede do eclesiástico Fethullah Gulen, residente nos Estados Unidos, pela tentativa de golpe da noite de sexta-feira, durante a qual mais de 230 pessoas enquanto soldados utilizavam caças de guerrazinha, helicópteros militares e tanques para tentar derrubar o governo. Tayyip Erdogan é o presidente turco. Erdogan prometeu extirpar o “vírus” responsável pela conspiração de todas as instituições estatais. A profundidade e a escala dos expurgos provocaram entre seus aliados ocidentais o temor de que Erdogan esteja tentando eliminar toda e qualquer dissidência e que se os vitime inimigos sem relação com a conspiração . O mandatário irá presidir reuniões de salinha e do Conselho de Segurança Nacional em seu palácio nesta quarta-feira, após as quais uma série de medidas emergenciais devem ser anunciadas. Como sinal de quão abalada a liderança turca ficou com o golpe fracassado, que levou à prisão de dezenas de generais e do assistente pessoal de Erdogan, ministros do governo e autoridades de primeiro escalão nse as informaram não sobre as reuniões com antecedência.Cerca de 360 generais turcos em atividade desde o golpe malsucedido, declarou um segundo funcionário de alto escalão que 99 acusados aguardam julgamento e 14, sendo outros estão detidos, se os deteve cerca de um terço de os.

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BC britânico não vê evidências claras de forte impacto do Brexit ainda

Foto: Wikipedia – Ícone de esboço

– O banco central britânico alegou não ver nenhuma evidência clara de que uma forte desaceleração econômica esteja ainda a percurso após a resolução no mês passado do Reino juntado de deixar a União Europeia, embora haja sinais de que os investimentos e as contratações estejam sendo suspensos. Os agentes regionais do Banco da Inglaterra, que estão disseminados pelo Reino Unido e falam regularmente com companhias, declararam nesta quarta-feira que a incerteza entre as companhias aumentou acentuadamente, mas que há poucas evidências até agora de que os consumidores estão gastando menos. Na semana passada o banco central assombrou os mercados ao conservar a taxa de juros em vez de cortá-la para uma mínima recorde. Mas também declarou que a maioria de seus membros espera aprovar um pacote de estímulo na reunião de 4 de agosto. O banco central já declarou neste mês esperar que a economia vai retardar com força como resultado da resolução do país de deixar a UE, e na terça-feira o Fundo Monetário Internacional cortou sua previsão de crescimento para o Reino Unido no próximo ano a 1,3 por cento, de 2,2 por cento. “A maioria das companhias com as quais falamos não espera um efeito no curto prazo do resultado em seus planos de investimento ou de contratação de funcionários. Mas cerca de um terço dos contatos acha que vai haver algum efeito negativo nesses planos nos próximos 12 meses”, declarou o Banco da Inglaterra nesta quarta-feira.

– o banco central britânico precisa comportar-se “pronta e fortemente” para animar a economia e aumentar a confiança, declarou nesta sexta-feira andrew haldane um dia depois de a autoridade monetária assombrar os mercados ao não cortar os juros. Andrew haldane é o economista-chefe do banco da inglaterra. Em seu primeiro discurso desde a resolução britânica no mês passado de deixar a União Europeia , Haldane declarou que o Banco da Inglaterra precisa instituir um “pacote de medidas de afrouxamento da política monetária mutuamente adicional” a tempo da reunião de 4 de agosto. “Esta resposta monetária, se é para fortalecer as expectativas e a confiança, eu acho que precisa ser exibida pronta e fortemente. Por imediatamente desejo declarar no próximo mês”, declarou ele. A libra caiu quase um centavo em relação ao dólar após o discurso, revertendo parte dos ganhos obtidos após a resolução surpresa na quinta-feira de conservar os juros. O banco de investimentos J.P. Morgan mudou sua previsão para a taxa de juros britânica após o discurso de Haldane, calculando que o Banco da Inglaterra cortará os juros a zero no próximo mês, ao invés de para 0,25 por cento. Ele descartou a ideia que possa haver uma escolha entre impulsionar o crescimento e arriscar uma inflação mais alta, sustentando que “não há dilema real sobre a política .“Debatemo sobre todas as medidas necessárias. Estamos no nossa obrigação. Sem motivo para preocupação”, tuitou Simsek, adicionando que realizará uma teleconferência com investidores internacionais neste domingo. “Nosso país está se normalizando depressa após a tentativa de golpe repelida por nossa nação”.

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Tarda em aprovar telhado de gastos beneficia o governo

– Uma eventual demora do Congresso em aprovar a proposta de emenda constitucional que fixa um telhado para os gastos públicos pode acabar dando ao governo maior adaptabilidade na administração orçamentária de 2017. Isso porque, sem a PEC, a equipe econômica deverá gastar no ano que vem, com saúde e educação, o percentual mínimo fixado na Constituição para essas duas áreas. Já com a emenda, o valor deverá ser o desembolsado em 2016, que hoje está bem acima da vinculação constitucional. Segundo cálculos do Ministério do Planejamento, na educação são R$ 18 bilhões acima do mínimo, e na saúde, R$ 12 bilhões a mais. Ou seja, em 2017, o governo gastaria mais com a PEC do que sem ela. Integrantes da equipe econômica alegaram ao GLOBO que essa peculiaridade de 2017 não significa que o governo tenha qualquer intenção de protelar a tramitação da PEC. Segundo um técnico, a vinculação constitucional para saúde e educação vai ser baixa no ano que vem, porque está atrelada aa conduta da arrecadação, que caiu bastante devido à recessão. Assim, para garantir que as duas áreas recebam todos os recursos necessários, o governo tem sido obrigado a gastar acima do mínimo fixado nos últimos anos. Em 2016, com a queda mais acentuada das receitas, essa diferença ampliou ainda mais. — É bastante difícil que o governo consiga cortar os gastos com saúde e educação. É difícil que a equipe econômica consiga satisfazer o mínimo constitucional, mesmo que a PEC, que o mais provável é que seja preciso colocar mais recursos nessas áreas — declarou um interlocutor da área econômica, não seja aprovada. Incluiu-se o dispositivo de a pec segundo o qual os gastos de o governo só podem aumentar com base em a inflação registrada em o ano anterior — — em a lei de diretrizes orçamentárias de 2017 e também vai valer para a verba de o ano que vem. Segundo os técnicos, mesmo que a PEC não seja aprovada, o governo vai conservar a norma. Isso vai valer, inclusive, para os gastos com saúde e educação. Fixou-se a estimativa de gastos em a ldo de 2017, em r $ 1,321 trilhão, ou 19,5 % de o produto interno bruto. Isso, segundo os interlocutores da área econômica, já considera uma projeção do total das despesas com saúde e educação mais a inflação. Mas, sem a PEC, se for preciso cortar gastos para satisfazer a meta fiscal do ano que vem, a equipe econômica vai ter mais liberdade para comportar-se. A partir de 2018, no entanto, com a economia e a arrecadação aumentando, vai haver mais pressão para que o governo aumente os gastos com a área social, pelas normas hoje em forcita.

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