Redes sociais prometem ser decisivas nestas votações, declaram experts

Por: SentiLecto

As próximas votações podem ficar para história e registrar o fim da era da TV aberta como o principal meio de informação dos brasileiros para acompanhar a disputa de votos por posições públicas. Experts escutados pela Agência Brasil têm como suposição a chance de a internet ter mais peso do que jamais na resolução, e mudar em definitivo, a forma de se fazer campanha eleitoral no país.

Pesquisadores de comunicação e consultores eleitorais indicam que os 147,3 milhões de eleitores de Brasil selecionarão seus representantes sob influência inédita de conteúdos compartilhados nas redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas, em especial no Facebook e no WhatsApp.

“Tem se especulado que esse pleito possa vir a ser a primeira votação onde a internet assuma papel protagonista”, sintetiza o sociólogo e cientista político Antônio Lavareda, que já trabalhou em mais de 90 votações majoritárias .

Individualiza-se a comunicação em as plataformas de a internet, diferente de a TV e de o rádio, que veiculam o horário eleitoral gratuito, e interativa. Os conteúdos são mediados pelos usuários, em lugar de vídeos e peças sonoras veiculados para grandes audiências – sem chance de resposta ou de reencaminhamento.

O estatístico e doutor em psicologia social, Marcos Ruben alega: “A mensagem encaminhada, que consegue penetrar em grupos, é mais influente do que aquela que vem pela TV”.

Por outro lado, além dessa verificação, a própria rede social irá coordenar sessões de questões e respostas com os candidatos, com o intuito de “facilitar o contato direto entre os candidatos e seus eleitores”. Faz 7 meses, a empresa anunciou que firmou parceria com alguns veículos de mídia – como Band, RedeTV, Estadão, Rádio Jovem Pan, Revista Istoé e Catraca Livre – para a transmissão por a plataforma de as discussões com os concorrentes em a Presidência da República e a os governos de São Paulo e de o RioNa sábado 04 de agosto a TIM havia anunciado um novo plano móvel com foco em aplicativos de redes sociais. Chamada de Pós Social, a novidade oferecia acesso infinito ao Facebook, Instagram e Twitter, sem descontar da franquia de Internet.

Fábio Gouveia, coordenador do Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura da Universidade Federal do Espírito Santo , indica que “a atenção não está mais concentrada na TV” e, nesta campanha, os usuários “assumem papel de filtros disseminadores”, repassando ou retendo mensagens às pessoas com quem estão conectadas.

Christian Dunker assinala que a internet “viabiliza informação para uma quantidade grande da população que estava excluída da discussão política”. Christian Dunker é professor titular do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo . Segundo ele, “isso auxilia a compreender as maneiras de tratamento, utilizações de imagem, estratégias de retórica intimidativa e bipolarizante [hoje verificados] que quando tínhamos a campanha baseada na TV, eram menos acessíveis”.

Os experts não ignoram os riscos da próxima campanha eleitoral como a circulação de notícias falsas, deformação de mensagens, calúnias generalizadas e manifestações de Animosidade e intolerância.

Para o jornalista Mário Rosa, expert em administração de crises de imagem, há forte chance que, em paralelo à campanha positiva e com propostas no horário eleitoral, haja forte campanha negativa na troca de mensagens. “O disparo do WhatsApp não pode ser monitorado e nem auditado. Podem agredi e não vai se saber qual a origem dos ataques”, adverte Mário Rosa ao recordar que “o objetivo da campanha eleitoral não é informar, mas persuadi”.

Na mesma linha, Christian Dunker não afasta a possibilidade, especialmente ao fim da campanha, de serem disseminados “fatos políticos que possam vampirizar candidaturas e interferir nos resultados”.

Números

O Facebook chegou a 127 milhões de usuários neste ano no Brasil e o WhatsApp tinha cerca de 120 milhões de pessoas ligadas no ano passado . Facebook e WhatsApp não informaram o crescimento de usuários que tiveram entre a votação de 2014 e até o momento.

Se realizaram ações segundo a assessoria de companhia, também como a melhoria de o processo de abertura de contas, auditorias em contas já existentes e a expansão de detecção de ” conduta mal-intencionado “. Faz 3 meses, o número de contas contestadas mensalmente subiu de 2,5 milhões para 10 milhões em maio de 2018. A média de acusações de spam recebidas pela plataforma reduziu de aproximadamente 25 mil por dia em março para cerca de 17 mil por dia em maio.

A Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar do IBGE contabiliza que “entre os usuários da internet com 10 anos ou mais de idade, 94,6% se conectaram via celular”.

Fonte: Idgnow-pt

Sentiment score: POSITIVE

Countries: Brazil

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Redes sociais prometem ser decisivas nestas votações, declaram experts
>>>>>Como o Twitter planeja barrar fake news durante as eleições no Brasil – August 13, 2018 (Idgnow-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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