Você pagaria para o Facebook não te perturbar com anúncio?

Por: SentiLecto

O Facebook é gratuito. Mas isso não quer dizer que ele não tenha o seu custo. O clichê capitalista de que se você não paga pelo produto, você é o produto, encontrou um dos seus maiores exemplos na rede social com o escândalo de que a companhia Cambridge Analytica adquiriu uma base de dados de milhões de usuários do Facebook para personalizar a distribuição de propaganda política. Tais ações teriam contribuído com o resultado das votações norte-americanas que colocaram Donald Trump sob o título de presidente dos Estados Unidos.

A Universidade declarou que a QUAL não está relacionada com a instituição e que realizou-se o trabalho de Kogan com tal companhia através de sua própria empresa, Global Science Research.

Na quarta-feira 04 de abril o Facebook havia revelado que acreditava que a consultoria política Cambridge Analytica se havia beneficiado de uma base bastante maior de perfis de usuários da rede social. No caso, não seriam 50 milhões como havia sido informado inicialmente, mas sim 87 milhões. Tais dados teriam sido utilizados para personalizar propaganda e conteúdo político para usuários da plataforma, influindo no resultado das votações norte-americanas que haviam levado Donald Trump à presidência.

Enquanto o CEO Mark Zuckerberg se via sob intensa interrogação sobre as práticas e política de privacidade do Facebook em duas audiências ao Congresso, na última semana uma sugestão pairou no ar: o Facebook consideraria uma versão paga de seu serviço para não ter que justificar a presença de anúncios na rede social? Zuckerberg, que respondeu com um sorriso desconfortável: “Senador, nós rodamos anúncios”, declarou que sempre vai haver uma versão gratuita , mas que não ignorava um modelo pago.

Durante o seu testemunho ao Senado, o republicano Orrin Hatch direcionou ao executivo uma questão um tanto óbvia para aquele momento: “Como você sustenta um modelo de negócios no qual os usuários não pagam pelo seu serviço?”.

Quanto você pagaria?

Uma das razões para o Facebook chegar ao tamanho que chegou – mais de 2 bilhões de usuários mundo afora – foi por ter oferecido um serviço gratuito, claro. A moeda de troca do Facebook são os nossos dados pessoais e de interação. , é por meio deles que a plataforma consegue direcionar anúncios que têm mais a ver com sua idade, gênero, escolaridade, afins, apesar de não vendê-los a terceiros. E a “gratuidade” do Facebook é ainda um bom negócio, entretanto, agora, depois de passar anos compartilhando opiniões, fotografias fofas de seus animais de estimação e, para a alegria de muitos, constrangimentos à prova de sua rede de amigos, muitos usuários têm questionado s.

Por outro lado, sobre as denúncias, a instituição britânica elucidou que entrou em contato com o Facebook em 21 de março para “pedir evidências” que certifiquem as denúncias e informou que ainda esperam “uma resposta”.

Entretanto, até então, não há nenhum plano concreto do Facebook em se arremessar em uma versão paga. Até porque essa espécie de estratégia assume certa complexidade desde o ponto de vista técnico a própria comunicação do serviço. Diferente de plataformas como Spotify, que oferecem uma versão gratuita e paga e até mesmo o YouTube que oferece uma camada exclusiva de conteúdo em troca de assinatura, o Facebook surgiu como um serviço gratuito desde o começo e, em sinopse, a finalidade principal da plataforma é conectar amigos e pessoas – coisa que outros serviços também o fazem gratuitamente.

Fonte: Idgnow-pt

Sentiment score: SLIGHTLY POSITIVE

Countries: United States

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Você pagaria para o Facebook não te perturbar com anúncio?
>>>>>Universidade de Cambridge se defende das acusações de Mark Zuckerberg – (EfeGeneric)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

Id Entity Positive Negative Named-Entity Total occurrences Occurrences (appearances)
1 Facebook 40 0 ORGANIZATION 8 O Facebook: 1, o Facebook: 6, ele (referent: O Facebook): 1
2 você 0 0 NONE 4 você: 4
3 usuários 60 35 NONE 3 usuários: 1, os usuários: 1, muitos usuários: 1
4 Zuckerberg 0 30 OTHER 3 Zuckerberg: 2, (tacit) ele/ela (referent: Zuckerberg): 1
5 serviço 80 0 NONE 3 um serviço gratuito claro: 1, seu serviço: 1, um serviço gratuito: 1
6 anúncios 0 0 NONE 3 anúncios: 3
7 eu 0 0 NONE 3 (tacit) eu: 3
8 acusações 0 100 NONE 2 as acusações: 2
9 versão 80 0 NONE 2 uma versão gratuita: 2
10 Diferente 0 0 ORGANIZATION 2 Diferente de plataformas como Spotify e paga e e: 2