Por: SentiLecto

– O grupo mundial que reúne produtores da Opep e de países não membros do cartel vai precisar de assistência externa para auxiliar na estabilização dos custos do petróleo, declarou o ministério de energia do Cazaquistão nesta terça-feira, dias antes de um novo encontro da coalizão conhecida como Opep+. Segundo o ministério, a Opep+ sozinha não conseguirá solucionar o desequilíbrio do mercado e produtores de fora da coalizão vão precisar fazer parte dos esforços. O ministério do Cazaquistão em um comunicado declarou: «A situação exigirá ativo envolvimento de todos participantes do mercado».

A Rússia está pronta para uma coordenação com outros importantes exportadores de petróleo com vistas a auxiliar a estabilizar o mercado mundial da commodity, declarou o governo de Rusia nesta segunda-feira.Peskov também alegou que postergaram-se conversas entre a Opep e outros importantes produtores, um grupo conhecido como Opep+, para quinta-feira por questões técnicas e que os preparativos estão em andamento para a reunião.- O grupo de produtores de petróleo conhecido como Opep+, que inclui Arábia Saudita e Rússia, desde que os Estados Unidos se unam ao convênio, tem que chegar a um acordo para cortes de oferta em uma reunião agendada para quinta-feira , declararam três fontes da Opep+ à Reuters. Um acordo anterior para cortes de produção concluiu no mês passado, depois de russos e sauditas não chegarem a um acordo para que as limitações de oferta fossem aumentadas em meio à ddevastaçãode dprocuracprovocadapela pandemia de coronavírus. Agora, porém, com a procura por combustíveis recuando em cerca de 30%, membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, entre eles a Rússia, voltaram a promover esforços para limitar a oferta. Eles querem, no entanto, que outros países também participem do acordo, como os EUA. – Os custos mundiais do petróleo vão ficar baixos pela queda acentuada da procura decorrente da crise do coronavírus, e não por disputas entre a Arábia Saudita e a Rússia no âmbito da chamada Opep+, declarou nesta quinta-feira o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco. Ainda que a crise atual vai mostrar, o executivo opinou que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo não tem mais a mesma pertinência na resolução de custos da commodity. Nesta quinta-feira, contudo, os custos do petróleo registraram os maiores ganhos diários da história, depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alegar que espera que Rússia e Arábia Saudita anunciem um grande corte de produção, e de o jornalismo estatal saudita noticiar que o reino convidou uma reunião emergencial de produtores para lidar com o atual cenário do mercado. Castello Branco mencionou projeções de queda de procura ao argumentar sobre o tema, durante webinar realizado pela XP Investimentos. A procura mundial por petróleo pode cair em 20%, à medida que 3 bilhões de pessoas estão sob isolamento devido à pandemia, segundo avaliação da Agência Internacional de Energia . Ainda que a anunciada diminuição na produção de petróleo da Petrobras nesta semana se deu, o executivo declarou porque, de outra maneira, a companhia teria problemas de formação de estoques em um ambiente de consumo menor. Se a companhia não diminuísse a produção em um ambiente de incertezas, segundo ele deveria passar a armazenar o produto até mesmo em navios. Na véspera, diante dos desafios impostos pela crise do coronavírus, a Petrobras anunciou que a produção de petróleo da estatal vai passar a padecer cortes de 200 mil barris diários, em volume que incluiu uma diminuição anunciada em 26 de março, de 100 mil barris por dia, antes calculada para durar até o final do mês. Ainda em função da crise, Castello Branco reiterou que a estatal está operando com menor taxa de uso das refinarias, diante da queda do consumo de derivados de petróleo, e que isso redundará em uma leve diminuição da produção de GLP , cujos compras estouraram recentemente diante de temores de carência. Em relação a isso, ele tranquilizou a população, recordando que a Petrobras está importando o produto. O executivo alegou também que a estatal viu queda de cerca de 60% na procura por gasolina no mercado interno e uma diminuição profunda no consumo de querosene de aviação. Adicionou que o Brasil tem escoado uma grande colheita, o que tem garantido vendas de diesel, que auxiliam a compensar em parte o recuo na procura por outros combustíveis. No lado externo, ele declarou que a China voltou a adquiri com mais intensidade petróleo da estatal, na medida em que o país asíatico está recomeçando atividades após a crise do coronavírus.

Na terça-feira 17 de março o ministro iraquiano requereu uma reunião de emergência entre membros e não membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo visando ações imediatas para auxiliar a reequilibrar o mercado da commodity, de acordo com uma carta mandada à Opep nesta terça-feira.

Fonte: Extraoglobo-pt

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Cazaquistão pede envolvimento de mais países em cortes de produção de petróleo
>>>>>Rússia afirma que está pronta para cooperação no mercado de petróleo – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Opep e aliados devem cortar produção se EUA participarem de acordo, dizem fontes – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Petróleo ficará baixo por coronavírus e não por disputas na Opep+, diz CEO da Petrobras – April 03, 2020 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>Trump diz esperar acordo entre Rússia e sauditas sobre petróleo em breve – (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Preços do petróleo saltam 10% após Trump dizer que prevê acordo entre Rússia e sauditas – (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Arábia Saudita pede reunião urgente da Opep para revisar preços do petróleo – (EfeGeneric)

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