Por: SentiLecto

João Sanzovo Neto declarou nesta quarta-feira que os empresários não serão «vilões» de algo pelo qual não são «culpados». João Sanzovo Neto é o presidente da Associação Brasileira de Supermercados . Deu-se a declaração após reunião com presidente Jair Bolsonaro que vem fazendo pedidos a os supermercados pedindo a diminuição de a margem de lucro em produtos de a cesta básica,.

— Nós não seremos vilões de uma coisa pela qual não somos culpados, e bastante pelo contrário — alegou.

Disparada: Alta de até 320% nos custos de itens da cesta básica, como arroz, gera memes nas redes sociais

Sanzovo alegou que a margem de lucro de produtos básicos, como o arroz, é bastante baixa, devido à concorrência de mercado. Ele declarou também que, atualmente, uma vez que os empresários trabalham com estoques e preço médio, os proprietários de supermercado estão vendendo abaixo do que custaria para repor o produto.

Na sua vez, «Eu tenho apelado para eles. Ninguém vai utilizar caneta Bic para tabelar nada, não existe tabelamento, mas estou pedido para eles que o lucro desses produtos imprescindíveis no supermercado seja próximo de zero», comentou.

Na quinta-feira 13 de agosto – A diminuição da mistura de biodiesel no diesel de 12% para 10% para entregas em setembro e outubro, anunciada pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afeta o planejamento da indústria de soja, que havia até mesmo feito recompras de grãos que seriam exportados para atender os deveres, declarou a associação Abiove. O ministro alegou mais cedo, durante um seminário online do setor de biodiesel, que a mistura seria diminuída devido a problemas de oferta constatados no leilão L75. O «desbalanço» na oferta de combustível, conforme alegou o ministro, acontece após o Brasil ter exportado grandes volumes de soja em 2020, com uma forte procura da China e contando com uma cotação favorável para exportações –o óleo de soja responde por 70% a 75% da matéria-prima do biodiesel, dependendo da época do ano. «A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais lamentava a resolução do Ministério de Minas e Energia e da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de diminuir a mistura…», declarou em nota. Para a Abiove, a resolução foi «tomada de maneira precipitada pois sua principal alegação, de falta de biodiesel, exclusivamente poderia ser comprovada após o cumprimento do que estava calculado no edital». «Ou seja, após a finalização da L75, que seguia paralisado, e a execução de um leilão adicional, caso fosse ressaltado, a partir do encerramento da L75, que as vendas seriam insuficientes para atender a procura», completou. De acordo com a associação, ao ter anunciado diminuição da mistura antes da conclusão do leilão, «os órgãos oficiais podiam estar desdenhando 1.166.420 m³ já comercializadas nas etapas já realizadas do L75». A associação disse ainda que havia um compromisso do MME e da ANP de, qualquer que fosse a decisão, esta fosse comunicada oficialmente aos setores envolvidos «para evitar especulações no mercado». «Infelizmente houve uma comunicação pública antes de informar o setor.» A associação da indústria de soja, o principal produto de exportação brasileiro, alegou que «não admitia o cancelamento das vendas realizadas, visto que essa ação provocaria colapso na cadeia produtiva da soja e na comercialização de óleo, dado que comercializou-se a matéria-prima já , inclusive com recomprava de soja que iria ser exportada para ser processada no Brasil». Para a Abiove, há também compromissos firmados com as vendas de farelo de soja, produto derivado do processamento da soja, assim como o óleo, usado para a produção de biodiesel. «Tudo isso seria colocado em risco se for tomada mais uma resolução equivocada sobre o L75. Portanto, a Abiove considerava compulsória a finalização da L75 e o cumprimento rigoroso do disposto no edital desse leilão».

— Essa é a lei de mercado, é a concorrência, são 90 mil pontos no Brasil, e o consumidor vai onde o custo está mais barato, ele busca isso, e a gente deseja que ele venha adquiri na loja da gente, então a gente tem essa concorrência nesse produto muito forte — explicou, adicionando:

— Vocês estão esquecendo que estamos numa concorrência, nós não temos um cartel, ninguém combina custo nem nada, é concorrência pura.

Questionado sobre a fala do presidente Jair Bolsonaro pedindo nacionalismo dos proprietários de supermercado, Sanzovo alegou que os empresários estão fazendo a parte que lhes cabe e que o presidente entendeu isso.

Caso os produtores rurais tivessem deixado de trabalhar, durante a conversa desta terça, o presidente criticou medidas de isolamento e declarou que faltaria comida hoje no Brasil.

— Nós já fazemos a nossa parte, e o governo já compreendeu isso. Com os números, com clareza, já compreendeu que os supermercados contribuem para reduzi a inflação, jamais para ampliar — declarou.

O presidente da Abras declarou que «é difícil de declarar» se existe a chance de faltar arroz nas prateleiras brasileiras, mas que a orientação da associação é que a população não faça estoque do produto e troque por massas.

— Isso vai auxiliar o custo a reduzi, mais a entrada da importação. É trabalhar na oferta e na demanda. É lei de mercado, quem já estudou um pouquinho conhece e funciona. É isso que funciona, o resto não funciona. O Brasil já viveu tabelamento, já viveu congelamento de custo, produto desaparece da prateleira — declarou.

A Câmara de Comércio Exterior retirou, nesta quarta-feira, a tarifa de importação do arroz até o final do ano. Até 400 mil toneladas do produto poderão entrar no Brasil sem pagar a comum tarifa de 12%.- A Associação Brasileira de Procons pediu aPaulo Guedes o monitoramento das exportações para garantir o fornecimento interno após a ampliação das vendas para o exterior ter sido assinalado como um dos fatores para a significativo ampliação recente de custos de produtos da cesta básica. Paulo Guedes é o ministro da Economia. Em carta encaminhada ao ministro, a entidade, em conjunto com a Comissão de Defesa do Consumidor da OAB e com a Associação Nacional do Ministério Público do Consumidor, chamou atenção para a «ampliação significativa» nos custos de arroz, feijão, leite, óleo de soja e carne. A carta, da última sexta-feira declarou: «Estão chegando inúmeras reclamações de consumidores de todas as cidades e estados do país quanto a ampliações de mais de 80% em alguns produtos, a exemplo do pacote de arroz de 5kg, que já atinge a cifra de trinta reais em algumas localidades». Sobre o arroz, a carta indica ainda preocupação com manifestações da Abras e da Abiarroz sinalizando a alta de mais de 30% no preço da matéria-prima, além do reajuste já acontecido em decorrência da ampliação da procura no começo da pandemia de coronavírus. «São fatores para formação de cenário ainda mais angustiante, com dimensionamento a ser estudado, também, o momento de aumentada alta do dólar, o coerente favorecimento à exportação, o provável desabastecimento do mercado interno, a elevação generalizada dos pcustose a crise econômica agravada ao nível de descontrole do mercado», traz o documento. A carta faz um pedido para que haja «acompanhamento e monitoramento dos mercados, com adoção de medidas adaptadas que garantam a defesa do consumidor, através do reequilíbrio entre as exportações e fornecimento do mercado interno». Faz 1 mês, segundo dados de o Ministério da Economia, as exportações de arroz sem casca, processado por a indústria de mudanças, subiram %58,1 até agosto em a comparação com o mesmo fase de 2019, totalizando 276,9 milhões de dólares. As exportações para a África do Sul entraram no mapa, tendo chegado a 9,6 milhões de dólares, ante nenhuma venda em igual fase do ano passado. As vendas para os Estados Unidos também subiram 233,2%, a 18 milhões de dólares. Os principais destinos das vendas do produto de Brasil, contudo, foram Peru e Venezuela . Para o Peru, as exportações subiram 28,9% e para a Venezuela, 165,5%. As importações de arroz processado, por outro lado, caíram 11,4% nos oito primeiros meses do ano, a 135,6 milhões de dólares. As vendas de arroz com casca, produto ligado à agropecuária, também caumentaramno pfase e num ritmo ainda mais acelerado: 163,7% sobre igual etapa de 2019, a 130,3 milhões de dólares. As importações recuaram 18,3% na mesma base, a 10,1 milhões de dólares. Nesse caso, a Venezuela foi a principal compradora, com alta de 9,2%, a 47,7 milhões de dólares. Se o observou mas o maior salto em as vendas de arroz com casca em a Costa Rica, com alta de %594,5 sobre janeiro a agosto de 2019, a 28,8 milhões de dólares.Nesta terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro declarou que o governo estuda medidas, por meios dos ministério da Economia e da Agricultura, para dar uma resposta à disparada nos pcustosde alimentos nos mercados, mas descartou qualquer espécie de tabelamento e reiterou que tem feito um pedido aos empresários do setor para que reduzam a margem de lucro.

— É sazonal, é agricultura: chove demais, faz sol demais. O problema está na lavoura, no preço da produção, na colheita baixa; o problema está na cotação, os produtos estão sendo exportados… O que tudo menciona é que [o arroz] se o exportou por causa do cotação alta e é justificável: os produtores de arroz, por muitos anos, tomaram bastante prejuizo. Você tem a China, que deu desequilíbrio — declarou, fazendo estoque de alimentos, isso tá sendo favorável para a balança comercial , mas

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: NEUTRAL

Countries: China, Brazil

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>’Não seremos vilões de uma coisa pela qual não somos culpados’, declara representante do setor de supermercados
>>>>>Bolsonaro diz que fez ‘apelo’ a donos de supermercados para controlar preços de produtos básicos – September 08, 2020 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>Com cesta básica mais cara, supermercados e Procons pedem medidas do governo – September 05, 2020 (Extraoglobo-pt)
>>>>>Governo retira tarifa de importação do arroz até o final do ano – September 09, 2020 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>Ministra pede cota zero para importação de 400 mil t de arroz – (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>’Pessoas estão se alimentando melhor’, diz Mourão sobre alta de alimentos básicos – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Procon e OAB pedem a Guedes monitoramento das exportações após salto em itens da cesta básica – (Extraoglobo-pt)

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