Por: SentiLecto

Faz 1 ano, o roteirista Alexandre Machado deu sua primeira entrevista desde Fernanda Young. Fernanda Young é a morte da mulher. Em mais de duas horas de uma conversa governada pelo também roteirista Gustavo Gontijo, no canal Gabinete Digital de Leitura, do YouTube, ele fala sobre sua profissão, sobre a parceria com a escritora em séries de êxito como “Os Normais”, e de como a família lidou com a calamidade. Alexandre passa a quarentena com as filhas maiores, Cecília e Estela, em seu apartamento em São Paulo, enquanto os caçulas, Catarina e John, estão no Sul de Minas, acompanhados da tia, Renata Young, irmã de Fernanda.

“A gente que tem filho pequeno, eu tenho um de 10 e um de 11, não pode se dispersar. Tem que acreditar em alguma coisa, que não sei exatamente o que é… Aliás eu sei exatamente o que é: é a afeição, sendo mais brega possível. Na minha vida recentemente fatos ocorreram que me tiraram coisas nas quais eu acreditava fortemente. Uma coisa que ficou e que me resgatou, continua me resgatando, continua nos resgatando como família, é a afeição”, declara Alexandre Machado, que raramente aparece ou dá vislumbradas.

Alexandre voltou a escrever, rotina abandonada por alguns meses depois da morte da mulher, embora, segundo ele, vivamos num momento em que não se tem que exigir criatividade de ninguém. A segunda temporada de “Shippados” está pronta, metade escrita em parceria com Fernanda, e a outra por ele sozinho. O roteiro do piloto de uma série também já está para ser deduzido: “São tempos difíceis. Não dá pra ficar rindo à toa, mas ter senso de humor é fundamental. A pandemia vai fazer com que os roteiristas devam reavaliar as histórias e a maneira de contá-las. Eu estou tentando me antecipar a isso”.

Em meio a tantas dicas sobre a feitura de um roteiro , Alexandre Machado relembra sua trajetória, desconhecida por grande parte do público. Do começo, quando entrou aos 17 anos no jornal «O pasquim», a carreira como publicitário na agência W- Brasil, a passagem pela antológica «TV Pirata», até que decidiu que seria, de fato ao escrever ao lado de Fernanda Young o roteiro do filme «Bossa Nova». Fato é roteirista. Logo em seguida, surgiria a ideia de «Os Normais», já um clássico da TV de Brasil:

Na sua vez, em meio a tantas dicas sobre a feitura de um roteiro , Alexandre Machado relembra sua trajetória, desconhecida por grande parte do público. Do começo, quando entrou aos 17 anos no jornal «O pasquim», a carreira como publicitário na agência W- Brasil, a passagem pela antológica «TV Pirata», até que decidiu que seria, de fato ao escrever ao lado de Fernanda Young o roteiro do filme «Bossa Nova». Fato é roteirista. Logo em seguida, surgiria a ideia de «Os Normais», já um clássico da TV de Brasil:

«Guel Arraes me chamou e desejava encomendar um seriado em torno do Luiz Fernando Guimarães. Aí pensei: ‘se rolar, largarei a propaganda e me dedicar'». O resto é história. «Tinha muita coisa minha e da Fernanda naquele casal, o delírio toda das coisas. Basicamente a energia feminina do caos e a masculina, desejando resolver os problemas. É da mulher aquela energia maravilhosa, que faz o mundo girar, que é a do alvoroço. E Fernanda era aquele alvoroço constante; e eu o cara que não deseja problemas», conta.

Por outro lado, «Guel Arraes me chamou e desejava encomendar um seriado em torno do Luiz Fernando Guimarães. Aí pensei: ‘se rolar, largarei a propaganda e me dedicar'». O resto é história. «Tinha muita coisa minha e da Fernanda naquele casal, o delírio toda das coisas. Basicamente a energia feminina do caos e a masculina, desejando resolver os problemas. É da mulher aquela energia maravilhosa, que faz o mundo girar, que é a do alvoroço. E Fernanda era aquele alvoroço constante; e eu o cara que não deseja problemas», conta.

Se a cita a parceria pessoal e profissional com Fernanda Young em vários momentos de a conversa. “Ela tem que estar me odiando lá no céu”, fala Alexandre, ao mencionar o pouco gosto pela leitura. Ou da rotina de casal: “Ela se aborrecia comigo porque gosto de escutar música alta”. Quando dividiam a assinatura de um trabalho, era um instituindo de um lado, e outro, do outro. Eles jamais escreviam juntos: “A gente se mataria se fosse assim. Cada um tem seu método e eu organizava tudo depois. Para Fernanda, escrever não era uma profissão, era uma necessidade. Ela era uma escritora, não tinha bastante saco para os métodos”.

A força que o fez voltar a escrever e a reviver depois da calamidade é a mesma com que Alexandre Machado espera seguir adiante, na empresa dos quatros filhos e da memória da mulher. Em especial, num mundo pós-pandemia: “Um pensamento que tive e falei com minha filha outro dia é que não importa pelo que você passa, importa no que você se modifica. A gente passará por coisas terríveis, todos passamos. A gente não tem o menor controle pelo que passará. Nossa família é um exemplo, passamos por coisas bastante difíceis recentemente. Você pode se tornar isso ou aquilo. Quem passar pelo que a gente vive hoje teria que pensar no que vai se tranformar depois. Vamos todos tentar nos modificar numa coisa melhor depois dessa m. toda”.

Fonte: Extraoglobo-pt

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Cities: Sao Paulo, Minas

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Alexandre Machado fala da quarentena com os filhos e da vida após a morte da mulher, Fernanda Young: ‘A afeição nos resgatou’
>>>>>Alexandre Machado dá sua primeira entrevista após a morte da mulher, Fernanda Young: ‘O amor salvou nossa família’ – May 12, 2020 (Extraoglobo-pt)

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