Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – EçadeQueiroz

O organismo que representa 247 clubes considerou que o novo projeto da FIFA «teria um impacto direto e destrutivo» no futebol e «colocaria em risco a saúde e o bem-estar dos jogadores»A Associação Europeia de Clubes mostrou-se esta sexta-feira contra a realização de um Campeonato do Mundo de futebol em cada dois anos e exigiu à FIFA uma reforma do calendário internacional de seleções.Em comunicado, o organismo que encarna 247 clubes considerou que o novo projeto da FIFA «teria um efeito direto e destrutivo» no futebol e «colocaria em risco a saúde e o bem-estar dos jogadores».»A ECA acompanha com grande preocupação a campanha arremessada pela FIFA. Não existiu qualquer consulta real aos clubes e isso é uma violação direta e unilateral de certos deveres legais», defendeu o organismo, liderado pelo presidente do Paris Saint-Germain, Nasser Al-Khelaïfi.A associação acrescentou ainda que é «urgente negociar e chegar a um acordo conjunto» com a FIFA para a reformulação do calendário internacional, com menos janelas para as seleções nacionais.Além da ECA, também o presidente da UEFA, a CONMEBOL e vários organismos do futebol português, entre eles a federação e a Liga de clubes, provaram que são contra a execução de um Mundial de dois em dois anos.Na próxima semana, a FIFA vai escutar as suas 211 federações membro sobre este projeto, que tem sido publicamente defendido pelo seu diretor de desenvolvimento, o francês e ex-treinador Arsène Wenger.

A UEFA emitiu um comunicado esta quarta-feiraA UEFA revela-se muito crítica do plano da FIFA de realizar Campeonatos do Mundo de dois em dois anos e assinala mesmo uma série de perigos que redunda da proposta do organismo global. E ao mesmo tempo insólita que o plano seja público antes de qualquer reunião com a entidade que conduz o futebol na Europa.»A UEFA está dececionada com a metodologia adoptada, que até agora levou a que projectos de reforma radical fossem comunicados e abertamente promovidos antes de ter sido dada, juntamente com outras partes interessadas, a chance de participar em qualquer debate», pode ler-se no comunicado revelado esta quarta-feira. «A UEFA é de opinião que o futuro do calendário internacional teria que ser objecto de consulta e intercâmbio genuínos entre a FIFA, as confederações e os principais interessados nas competições, dando começo a um debate aberto sobre os problemas sentidos e considerando uma série de soluções que identificadas no decurso do discussão, tendo em conta o interesse do futebol e o ponto de vista lícito das diferentes partes», pode ler-se.O organismo europeu assinala ainda uma série de «perigos reais» que redundarão da mudança da periocidade dos Mundiais de futebol:- a diluição do valor do acontecimento futebolístico global, cuja ocorrência quadrienal lhe checa uma mística com a qual gerações de adeptos têm aumentado;- a redução das chances esportivas para as seleções mais fracas, por via da substituição de jogos regulares por torneios finais;- o risco para os jogadores, forçados a participar todos os anos em competições de alta intensidade no verão, em vez de intervalos de recuperação mais longas em anos alternados;- o risco para o futuro dos torneios femininos, privados de vagas exclusivas e ensombrados pela proximidade de acontecimentos masculinos de topo.Organização presidida por Aleksander Čeferin onclui: «Estas são somente algumas das sérias preocupações que a proposta da FIFA provoca à primeira vista e não podem ser dissipadas simplesmente com slogans promocionais não fundamentados sobre oasssupostasbvantagensde um calendário mais espesso»,.Na segunda-feira 06 de setembro Declarações do presidente do Paris Saint-Germain e da ECANasser al-Khelaifi, que presidia ao Paris Saint-Germain, discursou na 26.ª assembleia-geral da Associação Europeia de Clubes , a primeira em que se exibiu como presidente, trocando Andrea Agnelli, líder da Juventus.al-Khelaifi, que teve o «seu» PSG de fora da ideia da Superliga, auxiliando, entre outros clubes presentes, a fazer descarrilar o projeto, não desejou «gastar muito tempo a falar da «não tão super» Liga», porque não desejou focar-se «em falhanços».Os dois líderes do futebol europeu mostraram ideias que os dois organismos têm buscado em colaboração, nomeadamente um novo plano de suporte, que envolvia milhares de milhões de euros de assistência em crédito da UEFA aos clubes afetados pela disrupção provocada pela pandemia de covid-19.»Todos estávamo a encarar esta nova realidade, e todos os clubes estão a padecer», disse o presidente do Paris Saint-Germain, que ainda assim garantiu várias contratações de peso neste defeso – do argentino Lionel Messi ao português Nuno Mendes.Para o líder da ECA, » há prejuízos que podiam ser impossíveis de reverter» sem ação rápida, daí o novo plano de dívida que, advertiu Ceferin, não servia para «financiar condutas irresponsáveis» no mercado, mas sim para servir como uma progressão de futuras receitas comerciais provenientes de competições europeias.Outro dos discursos foi feito por Michael Verschueren que indicou a necessidade de liquidez dos clubes europeus, sob pena de não conseguirem satisfazer até «compromissos de curto prazo». Michael Verschueren é dirigente do Anderlecht e da ECA.Para Verschueren, a «nova realidade tornava necessário e lógico» uma mudança às rnormasdo «fair play» financeiro, que t temtentado regrar os clubes e equilibrar a balança de poder financeiro na Europa.»As normas atuais serão adaptadas, e há a necessidade de inseri um dispositivo de controlo de preços robusto e sustentável», garantiu.

José Maria de Eça de Queiroz, também escrito Eça de Queirós, foi um escritor e diplomata português.

O Paris Saint-Germain Football Club, também conhecido como Paris Saint-Germain ou pela sua sigla «PSG», é um clube de futebol profissional francês com sede em Paris.

Fonte: ojogo-pt

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Associação de Clubes contra Mundial em cada dois anos e exige novo calendário
>>>>>UEFA critica plano da FIFA para Mundial de dois em dois anos e aponta riscos – (ojogo-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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