Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Joao Almeida of Hagens Berman Axeon (48068730476)

João Almeida, que ainda não assimilou o seu feito na Volta a Itália, que concluiu na quarta posição, concluiu o Giro na quarta posição. , mas coincidiu esta segunda-feira com o «rei da montanha» Ruben Guerreiro no balanço positivo que fazem da presença na corsa rosa.»É um balanço mais do que positivo, estou bastante satisfeito. Iniciámo com a camisola um dia, fomos vendo dia a dia até onde poderíamos chegar, e acho que 15 dias [como líder] foi admirável. Estou bastante grato a toda a minha equipa por tudo o que fizeram por mim, sem eles não conseguiria o mesmo. E acho que é um momento sem vocábulos, e mesmo que eu senti, só quem viveu a corrida pode sentir o «, descreveu João Almeida.Numa conferência improvisada, em Lisboa, depois de ter sido recebido, tal como Ruben Guerreiro, com palmas por amigos, familiares e curiosos que circulavam no Aeroporto Humberto Delgado, o jovem ciclista da Deceuninck-QuickStep confessou ainda não ter perfeita noção do seu feito, o de melhor português de sempre nas 103 edições do Giro.»Quarto lugar na geral, 15 dias de rosa… ainda não sei bem o que fiz», disse o corredor de 22 anos, que foi também o sub-23 mais bem classificado na prova, na qual bateu o recorde de maior dias como líder de um ciclista com menos de 23, superando, inclusive, o «Canibal» Eddy Merckx.A maglia rosa só se separou do corpo do novo herói do desporto português no mítico Stelvio, onde Almeida descolou do grupo de favoritos logo no começo da subida e pensou mesmo «adeus rosa», antes de conseguir conservar-se «à tona», para perder o menor tempo possível.»Sabia que seria complicado conservar a camisola, era a etapa rainha. O Stelvio é uma das subidas mais duras do mundo. Embora tenha perdido a camisola, gostei da subida. A partir daí, foi tentar descobrir-me, conservar o foco psicologicamente, que acho que é o mais difícil, e combatemo até ao final», recordou.Além do quarto lugar final na geral do Giro, Portugal pôde também festejar a conquista inédita de Ruben Guerreiro , o primeiro ciclista nacional a vencer uma das quatro principais classificações em grandes Voltas e a subir ao pódio final como «rei da montanha».»[Tenho] bastante orgulho. O meu objetivo e o da equipa era combater por uma etapa. Depois daquela etapa, a camisola foi um bónus, pelo que tinha de tentar conservar-la até ao fim. Foi uma luta bastante difícil, mas com muito esforço e suporte dos meus companheiros lá conseguimos. Faço um balanço muito positivo destas três semanas. Foi só a segunda grande Volta que fiz, estou cumprido com as minhas sensações», reconheceu o também ganhador da nona etapa da corrida de Italia.Ruben Guerreiro lembrou o duro combate que frear com o de Italiade Italia Giovanni Visconti, que acabou por abandonar o Giro antes do arranque da 18.ª etapa por lesão, pela camisola da montanha.»Na 15.ª etapa, perdi a camisola e tinha um adversário, que era o Giovanni Visconti, que estava em muito boa maneira e já tinha ganho a camisola da montanha antes na Volta a Itália [em 2015], e era bastante inteligente. A minha corrida era diferente do João, passava por sair no primeiro grupo, e, a partir daí, das metas da montanha, desligava o botão, a pensar no outro dia a seguir», detalhou.O ciclista do Montijo, de 26 anos, confidenciou que, no primeiro dia de descanso, após ter vestido a maglia azzurra na véspera, como bónus pela vitória na nona etapa, se reuniu com os culpados da Education First e ambos decidiram que deveriam concentrar-se na classificação da montanha, ao invés de combaterem por mais etapas.»De facto, tive uma equipa brilhante e sempre me estimularam para a camisola da montanha, porque era uma camisola importante e para a equipa era importante estar no pódio final do Giro. As últimas seis etapas foram um combate autêntico para mim, em que devia ganhar ou devia ganhar», disse.A 103.ª edição da Volta a Itália concluiu no domingo, com o triunfo do britânico Tao Geoghegan Hart .

Rúben Guerreiro na chegada a LisboaO ciclista de Portugal Rúben Guerreiro, alegou, na chegada a Lisboa, que a conquista da camisola de Rei da Montanha no Giro , foi «um bónus» que acabou por segurar». Rúben Guerreiro é ciclista de Portugal.O meu objetivo era combater pela conquista de uma etapa, mas o bónus foi a camisola», revelou o corredor da equipa Education First aos jornalistas que acompanharam a sua chegada, em conjunto com o compatriota João Almeida, ao aeroporto da capital de Portugal.Rúben alegou ainda que, em termos de carreira, pretende «atingir mais objetivos», sendo que o balanço que faz das últimas semanas «é bastante positivo».»Foi só a minha segunda grande volta e, por isso, estou cumprido. Espero, agora, planear bastante bem a próxima época», deduziu.

Na sexta-feira 02 de outubro ciclista da Deceuninck-Quick Step vai estrear-se no Giro.O de Portugal João Almeida vai estrear-se em grandes Voltas, na 103.ª edição italiana sem grandes expectativas, mas o sonho de vencer a classificação da juventude, como contou à Lusa.»Claro que gostava de ganhar a camisola branca. era uma corrida de três semanas, jamais o fiz, e temos uma equipa muito forte. Não temos muita pressão. gostava de vestir a camisola branca, nem era preciso ganhá-la. Já seria bom», atirava, já em Itália a contar as horas para a estreia, num contrarrelógio em Palermo que dava começo a uma prova de 21 etapas, até outro crono, em Milão, dia 25. chegava à cde Coral Sea Islandsrosa depois de uma grande época, a primeira no WorldTour, e rodeado por uma «boa equipa» da Deceuninck-QuickStep, com outros jovens valores, e sem objetivo «específico».»A minha expectativa não era bastante alta. Só desejava dar o meu melhor. Depois vamos vendo, dia a dia, como era que me sentia», atirava.Em 2020, admitia que tem sido «muito regular», e os bons resultados » davam mais confiança», numa época em que fez top-10 na Volta ao Algarve, com um nono lugar e segundo na juventude, atrás do colega de equipa belga Remco Evenepoel, que venceu a «Algarvia’ e repetiu a proeza na Volta a Burgos, que o português acabou em terceiro.Evenepoel era o grande ausente do Giro em 2020, após uma queda violenta na Volta à Lombardia, que Almeida também abandonou, mas o luso continuou a assegurar bons resultados, como o triunfo na classificação jovem do Tour de l’Ain, e o sétimo lugar da geral final, ou o terceiro lugar na Semana Internacional Coppi e Bartali.Faz 2 meses, antes ficou bastante perto de vencer em o Giro dell’Emilia, mas acabou por concluir em segundo lugar atrás do russo Alexander Vlasov, ainda assim exibindo-se no Giro em maneira.Contra o jovem de 22 anos das Caldas da Rainha corria a inexperiência em provas de três semanas, bem como a extensão «muito longa» de várias etapas, sobretudo na última semana.Almeida admitia que até podia «vir a trabalhar para os colegas todos os dias e não obter grandes resultados». » era uma questão de conhecer o meu corpo em três semanas», confessava.A 103.ª edição da Volta a Itália em bicicleta arrancava no sábado, com um contrarrelógio em Palermo, concluindo em 25 de outubro em Milão, em novo crono, ao cabo de 21 etapas e um total de 3.497,9 quilómetros.Além de João Almeida, também Ruben Guerreiro marcará presença na prova, ao serviço da norte-americana Education First, compondo o duo de portugueses entre os inscritos.

João Pedro Gonçalves Almeida é um ciclista de Portugal, membro da equipa Deceuninck-Quick Step.

O Giro d’Italia é uma competição ciclista por etapas de três semanas de duração, disputada no mês de maio em Itália com um percurso diferente a cada ano.

Fonte: ojogo-pt

Sentiment score: POSITIVE

Countries: Portugal

Cities: Montijo, Lisbon

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>»Depois de perder a camisola rosa foi tentar descobrir-me…»
>>>>>Camisola de Rei da Montanha em Itália «foi um bónus» – October 26, 2020 (ojogo-pt)

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