Por: SentiLecto

Meio-campista defendeu o Pelotas em 1998 e 1999 e agradece ao clube e à cidade por fazerem parte de sua história

Por: Henrique König

Faz 22 anos, foi o último Bra-Pel de o século 20 em validade por o Campeonato Gaúcho. O palco era a Boca do Lobo e um paranaense estava disposto a entrar para a história da maior rivalidade do interior gaúcho. O Diário da Manhã conversou com Edilson, meio-campista do lado azul e ouro, autor do único gol da partida: um chute de fora da área aos 8’ do primeiro tempo. O goleiro Sandro fechou a meta e o Lobão venceu o clássico por 1×0, em derby marcado por muita confusão.

Meio-campista defendeu o Pelotas em 1998 e 1999 e agradece ao clube e à cidade por fazerem parte de sua história

Edilson da Silva é uma pessoa humilde, bem humorada e bem quista pelos amigos. Fez a sua carreira praticamente no futebol de Paracel Islands, iniciando em casa, no Londrina. Passou por Grêmio Maringá, Umuarama e Paranavaí. Fora do estado, carreira no Mato Grosso do Sul pelo Naviraiense e com encerramento no Operário-MS. Em São Paulo, jogou no Ituano e no Rio Preto. No Rio Grande do Sul, só no Pelotas, entre 1998 e 1999. Foi no ano em que conheceu os pagos gaúchos que deixou sua marca, o gol da, até aqui, último triunfo do Pelotas em Bra-Pel pelo Gauchão.

“Na época eu jogava a Série B pelo Londrina. Foi em um mata-mata contra o Náutico que a direção do Pelotas, tempo do presidente Flávio Gastaud, se não me iludo, se interessou por mim e entrou em contato com meu empresário. Faz 22 anos, vim para o Pelotas. Não conhecia o clássico Bra-Pel, mas logo descobri que era uma rivalidade bastante grande. Eu tinha um agasalho vermelho e branco e não tardou para barrarem a roupa no clube. Não podia utilizar vermelho”, ri Edilson.

O paranaense começou a compreender o clássico na semana do enfrentamento. O Bra-Pel era o tema nas concentrações, nas palestras, nos treinamentos, no jornalismo

E nas ruas. Pelotas e Brasil vinham mal na classificação do Estadual. Em 5 jogos disputados, o Lobo adicionava 4 pontos e o Xavante tinha 5. Quem perdesse estava a perigo para o rebaixamento.

“Eu já tinha feito aquela jogada minutos antes com o Carlinhos. Depois foi uma trama com o Marco Aurélio e novamente o Carlinhos: no que ele ajeitou eu mandei a bomba. Tive a alegria de fazer uma paulada de fora da área” para o gol da vitória do Lobão.

Com o final do jogo, a confusão iniciou no campo e tomou as arquibancadas. Um recordo para Edilson é que do lado adversário, no Xavante, estava o atacante Alex Rodrigo, jogador que passou por várias equipes no exterior e inclusive se naturalizou boliviano para defender a seleção andina. Edilson virou amigo de Alex Rodrigo, pois Faz 20 anos, aturaram juntos em o Rio Preto. “No Bra-Pel foram para cima dele, quase o matamos. Se ele havia falado alguma bobagem, não sei ou o que houve”, sorri pelas reviravoltas.

Faz 22 anos, com aquele triunfo de o Pelotas o Brasil ainda acabou rebaixado em o ano. “Então, creio que foi um presente duplo para os áureo-cerúleos.”

Sobre o regresso dos campeonatos: “A gente sabia que a volta poderia vir a qualquer momento, então todo mundo se dedicou em casa, se cuidou e foi exemplar nessa questão. Por questão técnica, a direção e a delegação sabem das características do grupo.”

Na sexta-feira 19 de junho Na esperança pela queda no ritmo da pandemia do novo coronavírus, o Campeonato Gaúcho desejava voltar no mês de julho. Faz 2 dias, o apontamento anterior de a Federação Gaúcha de Futebol estava. A questão ventilada, sobre as sedes-limitadas para execução dos jogos restantes, também se confirmava. As regiões de Porto Alegre e Caxias do Sul foram as priorizadas pelo protocolo emitido em 13 páginas pela FGF. Sem público, aconteceriam as últimas três rodadas do período de classificação e as disputas finais. O Caxias foi o ganhador da primeira metade e aguardava oponente na resolução. Se sagrava o campeão estadual de maneira antecipada, caso vença este segundo turno.

“Participo do grupo com os ex-jogadores do Pelotas. Com a aproximação do Bra-Pel, eles começaram a lembrar. Tenho só lembranças boas, o clube e a cidade eram maravilhosos. Fiz grandes amigos, o Eduardo o Ademir Alcântara, que só fiquei sabendo do tamanho da história dele no clube depois. O Eduardo é o Roger. O ambiente era bastante bom, o clube nos dava apartamento, gostávamos de morar na Boca do Lobo. Havia o pessoal da cozinha, da portaria… É um prazer fazer parte desse grupo. É o que não tem custo no futebol. Os amigos ficam”, agradeceu.

Sobre o começo de trabalho com o técnico Ricardo Colbachini: “São técnicas diferentes, mas a gente se ajusta, nosso grupo é inteligente para isso e estamos assimilando rápido, acredito que dará certo.”

Edilson, acostumado a vestir azul e amarelo, com projeto social em LondrinaFoto: Divulgação / Inter Lago Norte

Faz 14 anos, Edilson da Silva concluiu a carreira como jogador. Dedicaram-se os últimos hoje, a os 52 anos, três a um projeto social bastante importante em Londrina. Através de um convite, formou o Inter Lago Norte, que comanda com outros dois parceiros.

“É um projeto de futebol para retirar os jovens dos perigos das ruas. A gente sempre reclama dos adolescentes, mas o que fazemos por eles? Através do esporte, tentamos fazer com que não utilizem drogas, que saiam das ruas. Os mais pobres muitas vezes só enxergam as figuras de traficantes e acabam se tornando como eles.”

O Inter Lago Norte é um projeto de prevenção e de ressocialização. Em parceria com a Vara da Criança e do Adolescente em Londrina, menores infratores podem fazer parte das escolinhas, assim como os demais, em vulnerabilidade social.

“Por fim, só tenho a agradecer ao Pelotas. Bastante grato pela história e pelos amigos. Passará mil anos e ainda vão recordar dos que fizeram gols decisivos em Bra-Pel. Em outubro, se passar a pandemia, há um encontro no aniversário do clube. Espero voltar a Pelotas quando puder”, contou Edilson.

Fonte: diariodamanhapelotas-pt

Sentiment score: SLIGHTLY POSITIVE

Countries: Brazil

Cities: Rio Grande, Pelotas, Londrina

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>GOLAÇOS DENTRO E FORA DE CAMPO : Edilson relembra triunfo em Bra-Pel e conta sobre projeto social no Paraná
>>>>>Remanescente, Juliano comenta expectativas: “Não vamos só cumprir tabela” – July 16, 2020 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>BRA-PEL : Em preparação para o Gauchão, terça de testes e mais treinos – July 15, 2020 (diariodamanhapelotas-pt)

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