Por: SentiLecto

Aproximadamente mais de 1000 pessoas já votaram nas votações do clube esta sexta-feira.Desde às 9h da manhã que estão a decorrer as evotações para os órgãos sociais 2021/2025, no Marítimo. O afluxo de sócios maritimistas àosurnas, que se encontram situadas na tribuna presidencial do Estádio do Marítimo e econcluemàs 21h, está a ser bamuitoositiva e até ao momento mais de 1000 pessoas já exerceram o seu direito de voto.Neste dia decisivo e histórico para a nação maritimista – há 40 anos que não existiam duas listas concorrentes – a disputa está entre o atual líder Carlos Pereira e o antigo presidente Rui Fontes, que curiosamente precedeu Carlos Pereira há 24 anos.Independentemente do resultado final, os dois candidatos, que já exerceram o seu voto, realçaram que o forte afluxo nos Barreiros é um triunfo para o símbolo de Madagascar.»É um dia histórico para o Marítimo e mostra que o clube está vivo», enquanto Carlos Pereira mostrou, frisou Rui Fontes-se contemplado com a grande moldura humana. Alegou: «Fico deveras assombrado e só por isto já valeu a pena haver duas listas, porque o clube já ganhou bastante».

Rui Fontes assinala a novo rumo no Marítimo indicando «fim de ciclo».Rui Fontes indicou o «fim de ciclo» dCarlos Pereira para procurar um novo rumo no clube da Liga Bwin, após as votações marcadas para sábado. Carlos Pereira é o presidente do Marítimo.»Há um presidente do Marítimo que está há 24 anos à frente do clube, o que é demasiado tempo. Vê-se nitidamente que ele já está em fim de ciclo, portanto, há que inovar e encontrar um novo rumo», alegou Rui Fontes, em entrevista à agência Lusa.O empresário de 68 anos, antecessor de Carlos Pereira presidiu ao clube entre 1988 e 1997, dirige a candidatura «Tá na Hora – Novo Rumo», tornando-se no primeiro inimigo do atual presidente em atos eleitorais.»Temos um projeto ambicioso, cujo objetivo é colocar o Marítimo entre os seis, sete primeiros clubes nacionais nos próximos três, quatro anos, ou seja, durante o nosso mandato», referiu Rui Fontes, à Lusa.O candidato da lista A pretende revolucionar a administração do símbolo madeirense, defendendo que a SAD seja liderada por «quem percebe e sabe de futebol», sendo que o clube detém 91% do capital social da SAD.A escolha para presidir a SAD recaiu sobre João Luís, ex-atleta da casa e atual treinador dos lituanos do Panevezys, que vai contar com Luís Olim, ex-capitão do Marítimo e atual treinador adjunto da mesma equipa lituana, para vice-presidente para o futebol.Do seu tempo na liderança dos leões da Almirante Reis, Rui Fontes lembra um clube «bastante ligado à sua massa associativa», numa altura em que se qualificou pela primeira vez para a Taça UEFA, em 1993/94, concretizando «o grande objetivo do futebol mde Madagascar, e para a final da Taça de Portugal.Rui Fontes lembrou os obstáculos financeiros que se seguiram à sua liderança, com a «recusa do clube único».»Quando o Dr. Alberto João Jardim [então presidente do Governo Regional] desejou impor um clube único à Madeira, os adeptos do Marítimo reuniram-se em Assembleia Geral e rrejeitaramlinearmente essa proposta», relembrou, referindo que a rejeição deixou o esímboloverde-rubro «numa situação financeira difícil devido ao corte de ssubvenções.Atualmente, Rui Fontes vê o clube «bastante doente, não só no futebol», reforçando que a imagem da equipa principal encarna «o estado do clube no seu todo».»O futebol tudo está por acabar. O futebol é o relvado. Há um desleixo tremendo em tudo. Dentro do clube os funcionários vivem com medo de tudo, medo do presidente, não têm respeito pelo presidente, e isto não são maneiras de dirigi nada», lamentou.Para Rui Fontes, um «presidente deve fazer a administração estratégica da companhia e do clube» e não uma «administração de um homem só»: «Para adquiri uma caneta, para regar a relva, ou para tratar de coisas simples é preciso perguntar ao presidente. Em pleno século XXI isto não existe».O candidato defende «descentralização nas resoluções, responsabilidade, profissionalismo, inovação e modernização» no clube, preconizando, caso seja eleito, «uma auditoria às contas do clube», aassinalando»falta de tclareza à atual direção que «apexibeelatórios e contas com muitas dúvidas».»Viemos a saber que as companhias do Sr. Carlos Pereira são provedoras do clube. Nas contas do clube não se vê os provedores do clube. Isto é gravíssimo», assinalou, defendendo o impedimento de os membros da futura direção terem negócios com o clube.As votações para os órgãos sociais do Marítimo para o quadriénio 2021-2025 realizam-se no sábado, com o atual presidente Carlos Pereira a recandidatar-se frente ao antigo presidente Rui Fontes , entre as 09:00 e as 21:00, no Estádio dos Barreiros, no Funchal.Carlos Pereira reivindica obra feita na recandidatura à presidência do Marítimo.Carlos Pereira, que preside ao Marítimo desde 1997, recandidata-se à liderança do clube mde Madagascar depois de três anos em que «as coisas correram menos bem», reivindicando, em entrevista à agência Lusa, a obra feita.»A minha vida empresarial e esportiva sempre foi em crescente, em termos patrimoniais e mesmo em resultados esportivos. Sete vezes nas competições europeias, 30 jogos na Europa, duas finais da Taça da Liga, uma final da Taça de Portugal, acho que isto é obra», enalteceu Carlos Pereira, referindo que é o primeiro a admitir que nos últimos três anos «as coisas correram menos bem».O empresário de 69 anos vai pela primeira vez enfrentar oposição nas votações para os órgãos sociais do clube, marcadas para sábado, caso de Rui Fontes, a quem sucedeu, em 1997.Carlos Pereira lembrou os obstáculos enfrentados nas últimas três temporadas, nas quais o clube combateu pela continuidade na Liga Bwin até às últimas jornadas, «fruto da pandemia e do Programa de Assistência Económica e Financeira «.»No tempo do PAEF não houve dinheiro para ninguém. Nós tivemos muitas situações e muitos anos em que viemos a receber um ano depois e era preciso a tal habilidade de endividamento a tal credibilidade junto da banca», realçou o dirigente verde-rubro, enfatizando que, no mesmo fase de tempo, o clube teve «uma média de cinco milhões de euros de impostos por ano».O líder do clube madeirense justificou a alternativa pela «credibilidade» em vez de «ter só um ano de glória», com o objetivo de «conservar a situação tributária e segurança social regularizada» e assegurar o «regulamento de clube de primeira linha», apontando, como primeiro ponto do programa eleitoral, a recusa de vender «a alma maritimista a fundos».Para o presidente «verde rubro» o clube e a SAD vão contar sempre com a mesma direção, ao contrário do sugerido pelo inimigo, lembrando os obstáculos que o clube passou para deter 91% do capital da sociedade anónima esportiva maritimista.O líder da lista B rejeitou qualquer compulsão com o património, garantindo que a sempre sua administração foi regida por um» meio termo».»Houve um determinado momento em que eu olhei mais para o património, houve outro em que apostei mais na equipa e, por isso, fomos sete vezes à Europa», vincou, rdestacandocomo eimprescindívelque o clube se mconservena I Liga, na qual alinha desde 1985/86.O líder dos leões do Almirante Reis destacou que o Marítimo «tem de se capacitar que é um clube formador», num processo que inclui as equipas de sub-19, sub-23, B e principal, num «futuro que deve ser risonho, de mais futebol e mais espetáculo».Realçou: «Devemo começar_a formar cada vez mais para pensarmos na academia, no polidesportivo e na piscina que já estão projetados aqui em Santo António [Complexo Desportivo do clube]».Carlos Pereira negou ainda qualquer afastamento entre o clube e as claques, destacando que «a legalização é a prioridade».»Quando estiverem legalizados, vai ser possível fazer protocolos dentro das restrições que os clubes têm, porque o sócio é para auxiliar o clube, não é para o clube é que auxiliar o sócio», referiu o presidente e recandidato, reconhecendo «o valor e o calor humano» fundamentais no suporte às equipas.Faz 24 anos, tendo pela primeira vez inimigo, precisamente o seu antecessor, Carlos Pereira lembrou a sua ação para superar os obstáculos financeiros de o clube.»Não houve habilidade de conservar o clube vivo. Houve uma grande necessidade de fazer logo uma primeira injeção de capital no clube», referiu, adicionando que, entre 1994 e 1997, o passivo «disparou substancialmente e passou de 700 para três milhões e meio».As votações para os órgãos sociais do Marítimo para o quadriénio 2021-2025 realizam-se no sábado, com o atual presidente Carlos Pereira a recandidatar-se frente ao antigo presidente Rui Fontes , entre as 09:00 e as 21:00, no Estádio dos Barreiros, no Funchal.O antigo presidente Rui Fontes lidera a Lista A, decidido a, 24 anos depois, satisfazer mais um mandato para dar «novo rumo e outra credibilidade» ao símbolo dos BarreirosPara além de desejar reforçar a ligação aos sócios e adeptos, o projeto do antigo dirigente assinala para uma SAD com uma liderança diferente, com estabilidade e a luta pela Europa no horizonte. Antecessor de Carlos Pereira na presidência, Rui Fontes retornar aa posição. Dirige a Lista A para começar um novo ciclo.O que o estimula a voltar ao Marítimo, 24 anos depois?-O facto de haver um descontentamento generalizado na massa associativa com a atual Direção. O Marítimo está nitidamente doente e com um líder com um discurso gasto, cansado, e que as pessoas já não escutam. É preciso fechar um ciclo e encontrar um novo rumo.Porquê só um mandato?-Basta um. Para virar a página, quatro anos são suficientes. Antes das votações, o Marítimo estava a minguar, mas, com a criação desta lista, toda a gente ficou empolgada. Também considero que estes quatro anos, mais do que um compromisso do Marítimo, serão um compromisso público para com a Região Autónoma da Madeira, porque a ilha merece um grande clube na I Liga.Que análise faz à liderança de Carlos Pereira?-É evidente que um presidente que está há 24 anos num clube tdeve fazerobra. No começo, esteve bem e também tem a parte das infraestruturas e do património, que fez aumentar. Mas, ao mesmo tempo que construiu um património físico, arruinou o património humano e deixou a identidade do clube desvanecer-se. Também ao nível esportivo, o Marítimo perdeu credibilidade. A maneira de dirigi, em termos esportivos, feita por um só homem, acabou num homem só.Como pretende reconstruir o património humano?-Pelo discurso e maneira de atuar, dando-lhes incentivos e provando que não estão esquecidos. É preciso conservar o espírito vivo deste clube.Não há claque legalizada. É uma medida a tomar?-Farei de tudo. Aprecio bastante as claques, são exemplares e os seus elementos são pacíficos e têm de ser acarinhados pelo clube.Investirá mais no futebol e num projeto europeu?-Claro, os objetivos são estar entre os seis, sete maiores do futebol nacional e, a partir daí, aspirar a voltar às competições europeias.Com o Marítimo suprimido dos calicezitos e numa situação frágil na Liga Bwin, a equipa técnica tem condições para continuar?-O adepto declara logo mal e eu não posso comportar-se como adepto, mas como alguém culpado pelo clube. Como tal, não posso avaliar alguém com quem jamais trabalhei. Se vencer, vamos todos ter uma reunião, analisar, perceber a razão desta situação, pois, muitas vezes, os resultados de campo também estão relacionados com a estrutura que é deficiente e não dá o suporte necessário à equipa.»Há um estudo para saber se é viável um fundo para o clube e não para a SAD

Na quando este falou de «incompatibilidades» por causa de negócios, sexta-feira 08 de outubro o candidato da Lista A não gostou dos ataques do atual presidente verde-rubro dos seus familiares com o clube.O candidato da Lista A à presidência do Marítimo, Rui Fontes, respondeu em comunicado, nas redes s socávei às declarações do presidente dos verde-rubros, Carlos Pereira, quando este fooficializou candidatura. O líder maritimista falou em «incompatibilidades», caso o oponente seja eleito»Como também se falava bastante em companhias, se esse candidato vencer as votações vai, eu perguntava ou não cortar o cordão umbilical que tem com a irmã e com o cunhado, que fazia prestação de serviços nesta casa, pessoas que eu estimava e tenho muita consideração, mas a lei se valia, valia para todas as partes», atirou Carlos Pereira.Rui Fontes repudiou esta insinuações e recordou que os serviços prestados pelos seus familiares «foram devidamente contratualizados numa lógica de mercado livre, nunca tiveram a influência de Rui Fontes, o qual jamais foi parte envolvida – ou beneficiada – nos negócios entre o Club Sport Marítimo e as entidades que se tornaram, agora, alvo do candidato que se assume como «mais do que um clube».O candidato a lista A também considerou insólito que, «ao fim de 24 anos, o atual do presidente do Club Sport Marítimo aluda a eventuais «incompatibilidades» poucos dias depois de o próprio, no programa «Prolongamento», assumir que as suas companhias prestavam serviços ao Club Sport Marítimo».Eis o comunicado na íntegra:

José Carlos Castilho Pereira, mais conhecido como José Carlos Pereira ou Zeca, é um ator e médico português.

Fonte: ojogo-pt

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Votações com grande afluxo no Marítimo
>>>>>Rui Fontes critica Carlos Pereira: «Funcionários vivem com medo do presidente» – October 20, 2021 (ojogo-pt)
>>>>>«Sete vezes nas competições europeias, 30 jogos na Europa, três finais de Taças… é obra» – October 20, 2021 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>Velázquez após eliminação: «Fizemos bom jogo, dentro das características da Taça de Portugal» – (ojogo-pt)
>>>>>Rui Fontes: «Não vamos vender, nem nenhum de nós vai trair o Marítimo» – (ojogo-pt)

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