Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Carlos Nantes Bolsonaro

E RIO – A alta rotatividade no comando da Casa Civil — se confirmada a ida do senador Ciro Nogueira , será a quarta troca em pouco mais de dois anos e meio — é reflexo do modus operandi que vem caracterizando o governo: o deslocamento de peças do xadrez político a cada crise que atinge o Palácio do Planalto. Esta última golpeou a base militar, que pode perder um posto-chave com a saída do general Luiz Eduardo Ramos da Casa Civil. Amigo de longa data do presidente, o militar da reserva, ao jornal “O Estado de S. Paulo”, se mostrou surpreso com a mudança. — Eu não sabia, estou em choque. Fui atropelado por um trem, mas passo bem — declarou ele. Ainda que não foi comunicado sobre sua eventual ida para a Secretaria-Geral da Presidência, ramos alegou , no lugar de Onyx Lorenzoni. Ele também negou que a má relação com o Congresso seja a razão da troca: — Isso, não. O Congresso é motivo mencionado por parlamentares. Por motivos políticos, óbvio. Poderiam declarar que falhei, se eu estivesse sendo trocado por alguém formado em Oxford, ou Harvard, tudo bem. Mas é por um político aliado do presidente, é assim que funciona. Faz 2 anos, desde a posse o presidente já mexeu em metade de os ministérios e órgãos com status equivalentes, em um total de 24 mudanças — houve postos que passaram por mais de uma troca. Faz 3 anos, nome forte em a campanha de Bolsonaro Gustavo Bebianno foi o primeiro exonerado após cerca de dois meses em a frente de a Secretaria-Geral da Presidência.A demissão veio na esteira de uma crise envolvendo acusações de supostas anormalidades na administração de Bebianno à frente do caixa eleitoral do PSL, na época partido do presidente. Bolsonaro e os filhos acusaram o ex-coordenador da campanha de vazar informações para o jornalismo, e depois que o vereador Carlos Bolsonaro chamou o ex-ministro de “mentiroso”, a demissão acabou chancelada. Faz 1 ano, outra baixa importante foi a de o ex-juiz Sergio Moro de o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Aclamado pelo eleitorado bolsonarista após a atuação na Operação Lava-Jato, demitiu-se Moro após desgastes envolvendo supostas tentativas de interferências de o presidente em a pasta. A gota d’água foi a atuação de Bolsonaro por mudanças no comando da Polícia Federal. — Esse é um governo sem rumo, que não conseguiu realizar as suas principais promessas de campanha. Com uma avaliação altamente crítica, até mesmo de apoiadores, Bolsonaro faz essas mudanças na tentativa de recomeçar uma certa consistência da governança, mas sem obter êxito — avalia o cientista político José Álvaro Moisés, da USP. No ministério da Educação, três trocas abruptas foram respostas às crises instaladas no governo. Ricardo Vélez deixou a pasta três meses depois de assumir. Ricardo Vélez é o primeiro titular. Faz 1 ano, exonerou se Abraham Weintraub após defender a prisão de ministros de o Supremo Tribunal Federal. Abraham Weintraub é seu substituto. Se anunciou Carlos Decotelli é o sucessor., mas nem chegou a tomar posse, depois de inconsistências em seu currículo serem descobertas. Em meio à grave crisa sanitária, o Ministério da Saúde não ficou fora da dança das cadeiras. Faz 1 ano, se exonerou Luiz Henrique Mandetta após fricções com Bolsonaro, por divergências em a maneira. Nelson Teich durou menos de um mês. Nelson Teich é seu substituto. O general da ativa Eduardo Pazuello assumiu a pasta interinamente e foi efetivado logo depois, mas não resistiu ao recrudescimento da crise e ampliação no número de mortes pelo novo coronavírus. A chegada de Ciro Nogueira ao Palácio do Planalto, se confirmada, encarnará uma mudança de perfil: depois de dois generais, Luiz Eduardo Ramos e Walter Braga Netto, o posto seria ocupado não só por um político, mas por um dos principais líderes do Centrão, que já apoiou diversos outros governos. Segundo Moisés, as mais recentes trocas corroboram para posicionar o grupo como grande avalista da administração Bolsonaro na tentativa de melhorar a articulação política: — Bolsonaro fez inúmeras concessões, quando se deparou com falhas em diversas eleições no Legislativo.

— Estamos trabalhando, inclusive, uma pequena mudança ministerial, que deve acontecer na segunda-feira, para ser mais preciso, para a gente continuar aqui gerenciar o Brasil — disse Bolsonaro em entrevista à Joven Pan Itapetininga.O presidente Jair Bolsonaro alegou nesta quarta-feira que está planejando uma «pequena mudança ministerial», que seria realizada na próxima segunda-feira. Bolsonaro não declarou quais ministros devem ser trocados.“O melhor presidente da história desse país, principalmente para o Piauí e o Nordeste. Não me vejo numa votação votando contra o Lula. Por tudo que ele fez, por tudo que ele tirou de indigência desse povo», declarou o senador.Segundo a última pesquisa Datafolha, divulgada no dia 9, a reprovação de Bolsonaro nas regiões metropolitanas é de 53%, dois pontos percentuais maior do que a sondagem geral, que marcou o pior platô desde o começo de seu governo. Já quem aprova Bolsonaro adicionou somente 22% nessas regiões, menos do que os 24% vistos na pesquisa em nível nacional.

Carlos Nantes Bolsonaro é um político brasileiro e segundo filho do atual presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.

Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira GCMM · Gcmd, é um general do Exército Brasileiro, que foi ministro-chefe da Secretaria de Governo do presidente Jair Bolsonaro entre 13 de junho de 2019 até 29 de março de 2021 e é atualmente o ministro-chefe da Casa Civil da Presidência.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: SLIGHTLY NEGATIVE

Countries: United Kingdom

Cities: Oxford

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>A cada crise, uma mudança: Em dois anos e meio, Bolsonaro mexeu em metade dos ministérios
>>>>>Bolsonaro afirma que fará ‘pequena mudança ministerial’ – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Ciro Nogueira já chamou Bolsonaro de ‘fascista’ e defendeu Lula – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Prefeitos da Baixada cogitam abandonar Bolsonaro em meio a queda de popularidade – (Extraoglobo-pt)

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