Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Luiz Henrique Mandetta

— A CPI da Covid vai escutar nesta quarta-feira o ex-ministro da Saúde Nelson Teich. A oposição questionará Teich, que também reconheceu que faltava “planejamento, estratégia, liderança, coordenação e informação” no Planalto para lidar com a pandemia, para saber se o governo do presidente Jair Bolsonaro o pressionou para que o Ministério da Saúde passasse a recomendar o utilização aumentado da cloroquina e hidroxicloroquina, como prevenção para a covid-19. Nesta segunda, o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta declarou na delegação que viu uma minuta para modificar a bula da cloroquina para incluir a indicação para Covid-19. Faz 1 ano, em entrevista a o GLOBO o ex-ministro já admitiu que sua saída se deve em a pressão por o uso de remédios sem embasamento científico.Os senadores que se opõem ao Palácio do Planalto pretendem buscar o assunto para extrair mais informações e complementar o que Mandetta já declarou ele. — Foi um gatilho que me fez enxergar que eu não teria autonomia e legitimidade para fazer as mudanças que precisavam ser feitas. Eu poderia ter pegado carona com o Conselho Federal de Medicina , mas como aprovarei um medicamento que não funciona? Se meu lado técnico, que era um dos se o respeita meus pontos fortes, não , decidi que não havia como continuar — declarou Teich ao GLOBO no fim do ano passado. CPI da Covid:Randolfe e Renan desejam convidar Paulo Guedes Primeiro ex-ministro da Saúde escutado pela CPI da Covid, Luiz Henrique Mandetta declarou que viu uma minuta de documento da Presidência da República para que a cloroquina tivesse na bula a indicação para Covid-19 e que o presidente Jair Bolsonaro parecia escutar «outras fontes» que não o Ministério da Saúde. Segundo Mandetta, o próprio diretor-geral da Agência Nacional de Vigilância Sanitária discordou dessa medida, e o ministro «Jorge Ramos» diminuiu a questão, declarando que era somente uma sugestão. Procurado, Mandetta elucidou que se referiu a Jorge Oliveira, então ministro da Secretaria-Geral e hoje ministro do Tribunal de Contas da União . — O ministro da Saúde é um ministro que é convidado pelo presidente para conversar, prestar suas explicações. Estive dentro do Palácio do Planalto quando fui informado que era para subir, porque tinha uma reunião de vários ministros e médicos que iam sugeri esse negócio cloroquina, que eu jamais havia conhecido. Ele [Bolsonaro] tinha uma assessoramento paralelo. Nesse dia, havia na mesa um papel não timbrado de um decreto presidencial para que fosse proposto daquela reunião que se mudasse a bula da cloroquina na Anvisa, colocando na bula a indicação de cloroquina para coronavírus — declarou Mandetta. Questionado novamente sobre a tentativa de modificar a bula da cloroquina, o ex-ministro alegou que a reunião em que viu a minuta ocorreu cerca de dez dias antes de ser demitido. Se o questionou também por o relator de a CPI, Renan Calheiros se a ordem para o laboratório de o Exército ampliar a produção de cloroquina tinha partido de o Ministério da Saúde, e Mandetta declarou que não. Agendado para falar à Comissão Parlamentar de Inquérito a partir da manhã desta quarta-feira, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello comunicou que não vcomparecerápresencialmente ao Senado. Em profissão, Pazuello alegou que teve contato com pessoas contagiadas pela Covid-19 e, por isso, não poderia ir presencialmente ao Senado esta semana. Ele propôs como opção conservar a data da sessão, mas em formato remoto, o que não foi aceito pelos membros do colegiado. O presidente da delegação, senador Omar Aziz , marcou novo testemunho para daqui a 15 dias. Desta forma, tem que ficar para o dia 19 de maio. Como mostrou O GLOBO nesta terça, o militar participou de um treinamento com assessores palatinos que Pazuello está «bastante nervoso». O temperamento explosivo do general é uma das principais preocupações de integrantes do governo. Para evitar uma conduta hostil no Senado, Pazuello assistiu a uma série de vídeos de momentos em que provou contrariedade em público durante entrevistas coletivas e em audiências no Congresso. A preparação do ex-ministro da Saúde durou cerca de seis horas, das 14h às 20h, e envolveu também uma simulação de confronto com parlamentares, com questões espinhosas.

Ao lado de Randolfe e Renan, o senador Alessandro Vieira também conseguiu aprovar requerimentos relacionados à disseminação de fake news sobre a denfermidade Os parlamentares pediram o compartilhamento de dados obtidos na CPMI das Fake News e apurações do Superior Tribunal Federal sobre o assunto que poderão ser usadas para compreender a comunicação do governo.O senador Eduardo Braga , do bloco independente, requereu que a Presidente do Tribunal de Contas da União forneça todos os dados colhidos pelo órgão sobre o Plano Especial de Acompanhamento das Ações de Combate na COVID-19. A Presidente do Tribunal de Contas da União é ana Arraes.Os relatórios produzidos pelo tribunal são uma das principais armas utilizadas pelos integrantes da delegação para investigar a administração do governo federal em relação à pandemia, já que aassinalaramdezenas de fequívocosnos processos das mais diversas áreas.- Os testemunhos dos ex-ministros do Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, hoje na CPI da Covid, devem ser marcados pela tentativa de senadores independentes e de oposição de assinalar erros do presidente Jair Bolsonaro. Governistas, por sua vez, vão buscar imputar a Mandetta, que tem atuação crítica a Bolsonaro, equívocos da atuação do Executivo federal no começo da pandemia. CPI da Covid: Senadores articulam convocação do ministro da Justiça para explicar críticas à cdelegaçãoO Palácio do Planalto qdesejaaproveitar este primeiro dia de dtestemunhospara tentar dreduzio iefeitodas cobranças sobre a gadministraçãode Eduardo Pazuello, que será oescutadoamanhã. A estratégia é que senadores governistas critiquem Mandetta, por exemplo, pela orientação inicial de que as pessoas não procurassem imediatamente um médico ao sentir os primeiros sintomas de Covid-19. Se o vai questionar também sobre o plano de logística para atender estados e municípios com remédios e respiradores, e acordos para comprar vacinas. Leia a matéria na íntegra no site do O Globo.Faz 1 ano, então ministro de a Saúde Luiz Henrique Mandetta advertiu a o presidente Jair Bolsonaro que, haveria risco de colapso em a saúde, se não mudasse seu modo de comportar-se, em carta em março de 2020 o. A carta foi mencionada em testemunho de Mandetta à CPI da Covid.

Luiz Henrique Mandetta é um médico ortopedista e político brasileiro.

Fonte: Extraoglobo-pt

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
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