Por: SentiLecto

A editora Ediouro Publicações anunciou nesta segunda-feira que decidiu interromper a distribuição do livro «A companhia antirracista», de autoria de Maurício Pestana, por ter uma entrevista com o CEO do Carrefour Brasil, Noël Prioux. Arremessou-se a obra em meados de novembro e trata de iniciativas de grandes corporações mundiais para lutar o racismo. Desde quinta-feira , quando seguranças mataram o soldador João Alberto Silveira Freitas de uma unidade de o supermercado de o bairro Passo D » Areia , em Porto Alegre , Rio Grande do Sul , a companhia vem recebendo uma série de críticas e sendo alvo de protestos por o Brasil.

– Após um homem negro ser espancado até a morte em uma loja da rede Carrefour Brasil em Porto Alegre na noite de quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro declarou que é «daltônico», que os problemas brasileiros vão além de questões raciais e alegou que a violência atinge a todos. Em uma publicação no Twitter na noite de sexta-feira, o presidente também criticou aqueles que, na visão dele, buscam arruinar o que chamou de «única família de Brasil» em que, mais uma vez na avaliação do presidente, «brancos, negros, pardos e índios compõem a almazinha de um povo rico e maravilhoso». «Contudo, há quem deseje arruinai-la, e colocar em seu lugar o conflito, o rancor, a Animosidade e a divisão entre classes, sempre mascarados de ‘luta por igualdade’ ou ‘justiça social’, tudo em busca de poder», acusou Bolsonaro sem mencionar nomes e sem indicar diretamente o homicídio por espancamento de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, em uma loja da rede Carrefour Brasil, em Porto Alegre. Espancou-se Freitas até a morte por um segurança de a loja e por um de Polinesia Francesade Polinesia Francesa militar provisória que estava fora de serviço e um vídeo de o espancamento viralizou em as redes sociais em a sexta-feira, dia em que várias cidades brasileiras comemoraram o Dia da Consciência Negra. O crime, o mais recente episódio de violência uma loja do Carrefour no Brasil, provocou protestos e ataques a unidades da rede varejista em várias cidades. Em sua série de tuítes, Bolsonaro diminuiu a questão racial no Brasil. «Estamos longe de ser perfeitos. Temos, sim, os nossos problemas, problemas esses muito mais complicados e que vão além de questões raciais. O grande mal do país continua sendo a corrupção moral, política e econômica. Os que negam este fato auxiliam a perpetuá-lo»,alegouu. «Não adianta dividir a agonia do povo brasileiro em grupos. Problemas como o da violência são vivenciados por todos, de todas as maneiras, seja um pai ou uma mãe que perde o filho, seja um caso de violência doméstica, seja um habitante de uma área dominada pelo crime coordenado.» Na sexta, o vice-presidente Hamilton Mourão, indagado sobre o homicídio em Porto Alegre, declarou não haver racismo no Brasil e declarou que o crime foi resultado de uma segurança despreparada. Apesar das falas de Bolsonaro e Mourão minimizarem a questão racial no Brasil, dados divulgados em 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística , ligado ao governo federal, apontam que pessoas negras têm quase três vezes mais chances de serem assassinadas do que as brancas. A data do Dia da Consciência Negra faz alusão à morte de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares. Os quilombos eram os locais para onde iam os negros que fugiam da escravidão, regime que durou 300 anos no Brasil –desde os tempos em que era colônia de Portugal, até depois da Independência, sendo abolida em 1888, há menos de 200 anos, pouco mais de um ano antes da Proclamação da República. A filha mais velha de João Alberto Silveira Freitas, o homem negro morto por seguranças do supermercado Carrefour em Porto Alegre na última quinta-feira , ficou sabendo da morte do pai após ser contatada por primos na madrugada de sexta. Logo em seguida, Thais Freitas, 22, começou a receber mensagens com notícias e vídeos das cenas de agressão ao pai, que tinha 40 anos.

A Ediouro ou Ediouro Publicações é uma editora de Brasilde Brasil, que foi dona da rede de livrarias Curió.

«tomou-se a resolução de o grupo editorial em conjunto com o autor de o livro depois de os graves eventos acontecidos em 19 de novembro, dia em que seguranças mataram João Alberto Silveira Freitas de uma loja de o Carrefour em Porto Alegre. João Alberto Silveira Freitas é um homem negro. Com esta ação, a Ediouro presta sua solidariedade à família da vítima neste momento de enorme tamargura, ddeclarouo comunicado da Ediouro.

«Como homem e como Presidente, sou daltônico: todos têm a mesma cor. Não existe uma cor de pele melhor do que as outras. Existem homens bons e homens maus», adicionou o presidente.»Estamos longe de ser perfeitos. Temos, sim, os nossos problemas, problemas esses muito mais complicados e que vão além de questões raciais. O grande mal do país continua sendo a corrução moral, política e econômica. Os que negam este fato auxiliam a perpetuá-lo.», escreveu o presidente. Em nenhuma das mensagens, Bolsonaro indica o crime em Porto Alegre.

A Ediouro ou Ediouro Publicações é uma editora de Brasilde Brasil, que foi dona da rede de livrarias Curió.

Numa série de tweets publicados em português, o CEO do Carrefour disse as suas condolências na sexta-feira após o que chamou de «ato terrível» e considerou que as imagens são «intoleráveis». O CEO do Carrefour é alexandre Bompard. Ele ainda requereu “uma revisão completa das ações de formação de colaboradores e terceirizados em questões de segurança, respeito à diversidade e valores de respeito e repúdio à intolerância”.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: NEGATIVE

Countries: Brazil, Haiti

Cities: Rio Grande, Porto Alegre, Carrefour

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Ediouro interrompe distribuição do livro ‘A companhia antirracista’ com entrevista de CEO do Carrefour
>>>>>Em dia de protesto contra morte de homem negro, Bolsonaro diz que Brasil tem questões mais complexas do que problemas raciais – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Bolsonaro minimiza questão racial e diz que violência atinge todos – (Extraoglobo-pt)
>>>>>’É uma monstruosidade’, diz filha de João Alberto sobre morte do pai por espancamento – (Extraoglobo-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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