Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Alexander Dumas père par Nadar – Google Art Project

— O auditor do Tribunal de Contas da União Alexandre Figueiredo Costa Silva Marques alegou em seu interrogatório que o presidente Jair Bolsonaro mencionou o nome de seu pai para uma posição de gerência de a Petrobras e que o presidente também encaminhou seu currículo para uma posição no BNDES. Marques foi suspenso por 45 dias pelo TCU após produzir um relatório paralelo em que contestava o número de mortes por Covid-19 no Brasil em 2020. O presidente divulgou o documento como se fosse de o tribunal. Posteriormente, após o TCU negar que aquele era um material oficial, o presidente voltou atrás. Questionado no interrogatório, obtido pelo GLOBO, sobre como foi a chegada de seu pai na Petrobras, o auditor alegou que houve um processo seleitvo mas que a indicação saiu do Presidente da República. — O meu pai só me informou que se o mencionou para aquela gerência de Inteligência e Segurança Corporativa… ele, meu pai, desde que saiu do Exército, ele foi para a reserva em 98, ele sempre atuou nessa área de segurança corporativa e inteligência. Ele passou por um processo seletivo interno da Petrobras… de avaliação de currículo, vislumbradas com diretores com RH, o que eu sei é isso. Mas a indicação foi feita pelo presidente da República — alegou. CPI da Covid: veja os principais eventos na delegação até agora Segundo Marques, foi seu pai o culpado por mandar o documento paralelo para o presidente. Ricardo Silva Marques é um coronel reformado do Exército da mesma turma do presidente na Academia Militar das Agulhas Negras . Ricardo Silva Marques é o pai do auditor. Faz 44 anos, Ricardo Silva Marques se formou em a AMAN, mesmo ano em que o presidente se graduou em a academia. Faz 1 ano, se reformou Marques, como coronel de o Exército. Um ano antes, em 2019, ele assumiu a gerência executiva de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobras. No mesmo ano em que Ricardo Silva Marques ganhou uma posição na Petrobras, o se mencionou seu filho para uma posição em outra estatal. Faz 2 anos, Gustavo Montezano, ligado a os filhos de Bolsonaro, mencionou Alexandre Marques que comenta sobre sua indicação para uma diretoria de o BNDES,, para uma diretoria de o banco, em 2019 o presidente de o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. O processo só não foi efetivado porque os ministros do TCU barraram a designação sob o argumento de que a atuação de Marques na instituição financeira poderia configurar um conflito de interesse, uma vez que o BNDES é um dos órgãos inspecionar pelo TCU. Se ele tinha interesse na vaga, que foi confirmada pelo auditor, segundo ele, durante a transição da presidência do órgão entre Joaquim Levy e Gustavo Montezano, atual presidente, seu pai lhe perguntou. Segundo Marques , o presidente Bolsonaro encaminhou diretamente seu currículo a o novo presidente de o BNDES. — [E]m função dessa minha concordância, declaremos assim, ele encaminhou o meu currículo ao presidente da República, como eu falei, ele tem esse contato, por terem sido colegas na Aman, e o presidente da República encaminhou meu currículo ao então recém designado presidente do BNDES, Gustavo Montezano — declarou no interrogatório. Em seu testemunho na CPI da Covid, no Senado Federal, Marques alegou que a sua indicação para o BNDES só não aconteceu porque necessitava da aprovação de um colegiado do TCU, que negou a transferência. — Existe uma determinação administrativa do tribunal que veda a cessão de servidores do TCU para outros órgãos, excetuados casos excepcionais, que são debatidos pelo colegiado. E, na ocasião, compreendeu-se que não seria o caso de haver a minha cessão e se o deferiu não — alegou aos senadores. No questionou-se Marques sobre quem teria feito sua indicação para a posição mesmo testemunho em a CPI, sobre quem teria feito sua indicação para a posição e respondeu que o presidente do BNDES fez a sua indicação. — Foi o próprio Presidente. O então recém-nomeado Presidente do BNDES, Gustavo Montezano, que fez essa indicação, a indicação de todos os diretores — alegou na CPI.

— o Tribunal de Contas da União , acusado de ser o autor de um documento paralelo que colocava em dúvida o número de mortes por Covid-19 em o Brasil , afastou por 45 dias O auditor Alexandre Figueiredo Costa Silva Marques. Publicou-se a resolução em diário oficial interno de o órgão. O documento ganhou pertinência após ser usado pelo presidente Jair Bolsonaro, que chegou a atribuir o material ao TCU. O tribunal, entretanto, negou a autoria do documento e assinalou que o relatório era uma «análise pessoal» do auditor. No material, Marques questiona o número de mortes por Covid-19 em 2020. Em um arquivo de somente duas páginas, o documento declara, considerando o crescimento médio no número de óbitos registrado ano a ano, as mortes por Covid-19 em 2020 poderiam ter sido 80 mil e não 195 mil. Um trecho do documento «, escreveu Alexandre. declara: «Os outros 115 mil óbitos assinalados como consequências da pandemia podem ter, na verdade, outras causas mortis, ainda que eventualmente os de cujus fossem portadores da Covid-19 quando do seu falecimento”. Em razão de sua participação, Alexandre chegou a prestar testemunho na CPI da Covid. A o ser afastado por 45 dias , ter assinalou o auditor infringido alguma de as normas que servidores públicos têm que obedecer. No processo disciplinar a que foi alvo, o TCU considerou que Marques conservou comportamento incompatível com a ética administrativa e não guardou sigilo sobre tema interno. Esta não é a primeira vez que Alexandre chama atenção. Faz 2 anos, o presidente mencionou ele de o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para ocupar uma diretoria de o banco, em 2019. Social é gustavo Montezano. Montezano é amigo de filhos do presidente Jair Bolsonaro. A indicação, porém, não se concretizou porque os ministros barraram a liberação do auditor para o banco. Havia o temor de que sua atuação configurasse um conflito de interesse. O BNDES é um dos órgãos auditados pelo TCU.

Conhecido como Alexandre Dumas, Pai, escreveu os livros «Os Três Mosqueteiros» e «O Conde de Monte Cristo», clássicos do romance de capa e espada de grande aceitação popular.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: NEUTRAL

Countries: Brazil

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Em interrogatório, servidor declarou que Bolsonaro o mencionou para o BNDES e seu pai para Petrobras
>>>>>TCU suspende auditor que fez relatório usado por Bolsonaro para contestar mortes por Covid-19 – (Extraoglobo-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

Id Entity Positive Negative Named-Entity Total occurrences Occurrences (appearances)
1 Alexandre Dumas 70 0 PERSON 16 ele (referent: Marques): 1, Alexandre_Marques: 2, ele (referent: Alexandre): 1, Alexandre_Dumas: 1, Marques: 7, O auditor Alexandre_Figueiredo_Costa_Silva_Marques: 1, Alexandre: 3
2 eu 0 0 NONE 9 (tacit) eu: 6, me: 1, eu: 2
3 indicação 0 0 NONE 8 sua indicação: 4, essa indicação: 1, A indicação: 1, a indicação: 2
4 TCU 0 0 ORGANIZATION 7 o TCU: 7
5 presidente 0 0 NONE 7 o presidente: 6, atual presidente: 1
6 Gustavo Montezano 80 0 PERSON 6 Montezano: 1, Gustavo_Montezano: 5
7 currículo 0 0 NONE 5 meu currículo: 2, currículo: 1, seu currículo: 2
8 pai 50 0 NONE 4 seu pai: 2, meu pai: 2
9 BNDES 0 0 ORGANIZATION 4 O Bndes: 1, o Bndes: 1, o BNDES: 2
10 cargo 0 0 NONE 4 o cargo: 1, um cargo: 3