Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Luís Roberto Barroso

Ministro Luís Roberto Barroso declarou nesta segunda-feira que não costuma reclamar da demora de outros Poderes e, por isso, não comentaria as declarações do presidente Jair Bolsonaro que colocou em dúvida o sistema eleitoral brasileiro. Ministro Luís Roberto Barroso é o presidente do Tribunal Superior Eleitoral . Segundo Barroso, não houve erro, mas somente uma demora de duas horas e meia na totalização dos votos.

– As votações municipais marcadas para o próximo domingo fizeram com que voltasse a aumentar em alta velocidade nas redes sociais postagem com informações falsas e que põe em dúvida o sistema eleitoral brasileiro, que concluem por receber mais atenção do que informações verdadeiras, mostrou um estudo do Laboratório de Democracia Digital da Fundação Getúlio Vargas . O levantamento, divulgado nesta quinta-feira, acompanha posts publicados no Facebook e no YouTube nos últimos sete anos e mostra que houve uma ampliação exponencial de postagens com notícias falsas em 2018, enquanto 2020, com a proximidade das votações municipais, já é o segundo com maior conteúdo publicado. Somente em nove meses de 2020, chegou a 17.958 o número de links no Facebook para conteúdos falsos tratando do processo eleitoral –a maioria erguendo dúvidas sobre fraudes ou confiabilidade das urnas eletrônicas–, com cerca de 1,5 milhão de engajamentos, como curtidas, observações e compartilhamentos. No YouTube foram 387 vídeos com cerca de 1,8 milhões de visualizações. O estudo evidencia que 2018 foi o ano em que as postagens e as interações com as fake news atingiu seu auge no país, chegando a 32 mil posts no Facebook e 534 no YouTube, em ambos os casos com os milhões de interações, e que boa parte dessas postagens voltou a circular agora. O link mais compartilhado em 2018 também é o campeão agora 2020: uma postagem em um site já investigado por notícias falsas alegava que o Tribunal Superior Eleitoral teria entregue a uma companhia de Venezuela os códigos das urnas eletrônicas brasileiras. Em seguida vem material do mesmo site que trata da acusação de fraude feita pelo próprio presidente Jair Bolsonaro –que em março deste ano, durante visita a Miami, declarou ter provas de que teria vencido a votação de 2018 no primeiro turno, mas até hoje se negou a exibi o material– associada a um suposto incêndio misterioso que teria queimado urnas eletrônicas na Venezuela. O terceiro mais compartilhado também trata das supostas provas do presidente. O estudo declara: «Observa-se que os três links mais compartilhados são, na verdade, publicações antigas, com forte presença nas redes ao menos desde 2018». «Os links antigos, no entanto, também foram acompanhados por seis matérias que tiveram a primeira publicação em 2020. O número de links inéditos, adicionado aa ampliação geral de compartilhamentos sobre o tema, propõe uma qualidade de campanha intencional no agendamento desse assunto.» Dos 15 links sobre o processo eleitoral mais compartilhados dos últimos sete anos, seis –inclusive as duas primeiras– tem informações falsas ou extremamente deformadas, cinco relatam ações tomadas por pessoas ou grupos que erguem desconfiança sobre as urnas eletrônicas ou o processo eleitoral, e o restante trata de informações verdadeiras, publicadas por veículos regulares, mas também sobre problemas relacionados às urnas ou às elvotaçõesO estudo deduz: «Os dados analisados validam a afirmação de que as narrativas de desconfiança no sistema eleitoral, nesse fase, estão associadas a um maior engajamento e recorrência em ambientes digitais». «Dessa forma, foi possível observar uma extensa circulação de conteúdos arriscados, hiperpartidarizados e fake news no corpus examinado, que propõem normas de polarização, intolerância e desinformação na história recente do país.»Luís Roberto Barroso alegou nesta quinta-feira que pretende pautar para depois das votações municipais deste mês uma ação que tenta cassar a chapa do presidente Jair Bolsonaro e o vice Hamilton Mourão por supostas anormalidades na campanha de 2018. Luís Roberto Barroso é o presidente do Tribunal Superior Eleitoral .

Na quarta-feira 28 de outubro – O ministro Alexandre Moraes, do Supremo Tribunal Federal , pediu informações à Polícia Federal acerca do andamento daosiinquéritosdoaiinvestigaçãoem que o presidente Jair Bolsonaro foi acusado pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro de tentar interferir na PF. «Requeiram-se à autoridade pde Polinesia Francesadnomeadanestes autos, informações sobre o andamento daosiinquéritosaapontadosno despacho de polícia judiciária nº 458/2020. Satisfaça-se», determinou Moraes, em despacho publicado no Diário de Justiça desta terça-feira. Esse foi o primeiro despacho do ministro do STF como relator dessa investigação após a aposentadoria do ex-decano da corte Celso de Mello, que governava o caso. Sorteou-se Moraes relator após Luiz Fux ter atendido a um pedido de a defesa de Moro e determinado a redistribuição de a investigação. Luiz Fux é o presidente do Supremo. O caso iria ser governada por Kassio Marques, selecionado por Bolsonaro para a vaga no STF aberta com a aposentadoria de Celso de Mello, se esse inquérito não fosse redistribuída. Faz 7 meses, o investigação, aberto em o final estava em sua reta final. O plenário do STF tinha que decidir o presidente deporá por escrito ou presencialmente. Se levou essa discussão a o plenário, mas exclusivamente Celso de Mello, às vésperas de se aposentar, votou aem defesa dodtestemunhopresencial. O presidente do Supremo não marcou ainda a retomada desse debate em plenário. Após essa diligência e caso não houver outras apurações a serem realizadas, a expectativa é que o inquérito venha a ser concluído e caberá ao procurador-geral da República, Augusto Aras, decidir se denuncia Bolsonaro, se arquiva o inquérito ou pede novas diligências. Bolsonaro negava ter cometido qualquer anormalidade.

Luís Roberto Barroso é um jurista, professor e juiz brasileiro, atualmente ministro do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, sendo o atual presidente desta corte.

Jair Messias Bolsonaro é um capitão reformado, político e atual presidente brasileiro.

— Não houve erro na totalização, houve demora na totalização. Eu não costumo reclamar da demora dos outros Poderes e não comentarei esse tema específico. Jamais se confirmou nenhum fato que pudesse descrer o sistema eleitoral. Tenho recebido pedidos de voltar sistema de cédula, aí sim tinha muita fraude, e também pedido para instalar o sistema de impressão. Se acontecesse isso, em toda votação quem perdeu ia desejar a recontagem para judicializar as votações. A lógica esportiva é de não mexer em time que está ganhando. Mas se alguém tiver documento de que houve fraude, investigaremos — declarou Barroso.

Nesta segunda-feira, Bolsonaro fez declaração a apoiadores na porta do Palácio da Alvorada dando a compreender que o sistema eleitoral não é confiável.

— O Supremo declarou que é inconstitucional o voto impresso, tem proposta de emenda constitucional na Câmara. Se nós não tivermos uma maneira confiável de apurar as votações, a dúvida sempre permanecerá.

Na sua vez, — O presidente Jair Bolsonaro alegou nesta segunda-feira desconhecer um país que usa um sistema de eleição igual ao Brasil. Apesar da declaração, 31 países usam um sistema de voto eletrônico, em votações nacionais nacionais ou regionais. O levantamento foi feito pelo International Institute for Democracy and Electoral Assistance com 178 países. Compreenda a votação 2020: Freio na antipolítica, fracasso de Bolsonaro, atraso na apuração Em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, Bolsonaro declarou que o sistema de eleição precisa ser «confiável» e não pode «deixar margem para dúvidas». Contudo, o presidente não explicou porque o sistema não é confiável. Faz 8 meses, Bolsonaro declarou que » brevemente » iria exibi provas de que houve uma » fraude » em as votações de 2018, em março, mas até agora não mostrou nenhuma evidência. — Temo que ter um sistema de apuração que não deixe dúvidas. É só isso. Tem que ser confiável e rápido. Não deixar margem para dúvidas. Agora, é um sistema que desconheço no mundo onde ele seja usado — declarou Bolsonaro nesta segunda-feira. Ameaça hacker e servidor afetado: Compreenda por que o resultado da votação atrasou De acordo com o levantamento do IDEA, 16 países usam um sistema eletrônico de eleição em votações nacionais, 15 utilizam em votações regionais e cinco usam em ambas. Enquanto 144 não utilizam qualquer espécie de eleição eletrônica, duas nações usam o sistema em outras espécies de votações. Em outro levantamento, o IDEA mostrou que 15 países usam urnas eletrônicas, com ou sem a impressão do voto para permitir uma auditoria. Fazem parte dessa lista, além do Brasil, os Estados Unidos , a França, a Índia, o Peru e a Rússia, entre outros. O retrato das urnas: Veja o mapa da apuração no país por cidade, candidato, partido e zona eleitoral Nesta segunda, Bolsonaro voltou a defender o uso do voto impresso, mas recordou que o Supremo Tribunal Federal considerou a proposta inconstitucional. —Tenho proposta, tive, o Supremo declarou que é inconstitucional o voto impresso. Tem Proposta de Emenda à Constituição na Câmara. Permanecerá, se não tivemos uma maneira confiável de apurar as votações a dúvida sempre.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: SLIGHTLY NEGATIVE

Countries: Brazil

Cities: Alvorada

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>’Eu não costumo reclamar da demora dos outros Poderes’, declara Barroso sobre observação de Bolsonaro acerca de credibilidade das votações
>>>>>Bolsonaro diz desconhecer sistema de voto igual ao do Brasil; 31 países usam votação eletrônica – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Eleições municipais fazem crescer circulação de informações falsas em redes sociais, diz FGV – November 12, 2020 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>Cantora e compositora Mo Bentley cresce nas redes – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Barroso diz que pretende pautar ainda este ano no TSE ação que pode cassar chapa Bolsonaro-Mourão – (Extraoglobo-pt)

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