Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – 02 01 2018 – Cerimônia de Transmissão do cargo do Ministro de Estado da Economia, Paulo Roberto Nunes Guedes (44758405860) (cropped)

– Atendendo a Paulo Guedes aceitou perder a Secretaria de Trabalho e Previdência na reforma ministerial anunciada para o começo da próxima semana Paulo Guedes é um pedido do presidente Jair Bolsonaro., mas tenta conservar nomes de sua confiança na pasta que será instituída e, assim, conservar suas políticas para o setor. A mudança encarna perda de poder do ministro, que em ocasiões anteriores já havia provado insatisfação com a chance de ver a pasta ser desmembrada. Antes de ceder um naco de seu ministério, Guedes pediu para Bolsonaro conservar seu atual secretário de Trabalho e Previdência, Bruno Bianco, como secretário-executivo da nova pasta. Outro nome oferecido foi o do secretário de Trabalho, Bruno Dalcolmo. O objetivo de Guedes é conservar as suas políticas para trabalho, como o programa de geração de emprego para jovens que está sendo construído. Ele diminui a perda dessa parte do ministério, pois a reforma da Previdência já foi feita. Guedes participou das articulações para colocar um expoente do Centrão, o senador Ciro Nogueira , no comando da Casa Civil. Nos bastidores, ele avalia ser necessário melhorar as relações do governo com o Senado e garantir um ambiente favorável à aprovação das reformas. Guedes e outros ministros com tráfego no Congresso vinham recebendo recados de que a relação com os parlamentares se desgastou nas últimas semanas, pondo em risco a pauta que o Ministério da Economia pretende aprovar neste ano — como a reforma tributária, a reforma administrativa e as privatizações, caso dos Correios. O rearranjo no governo conserva, por ora, outras duas áreas importantes do Ministério da Economia cobiçadas por partidos do Centrão: Planejamento e Indústria. No redesenho da Esplanada dos Ministérios, Onyx Lorenzoni, atualmente na Secretaria-Geral da Presidência, vai assumir o novo Ministério do Trabalho e Previdência. Para seu lugar na Secretaria-Geral vai ir Luiz Eduardo Ramos, que hoje comanda a Casa Civil. Guedes abarcou Fazenda, Planejamento, Indústria, Trabalho e Previdência, quando assumiu o Ministério da Economia. São constantes os pedidos a Bolsonaro para que as áreas da Indústria e do Planejamento, que , que tem poderes sobre o Orçamento, sempre foi alvo de conflitos com a Fazenda e com o Congresso, sejam desmembradas e comandadas por partidos aliados, desde que o Centrão se aproximou do governo. Guedes, porém, não abre mão dessas duas secretarias. No caso da Indústria, o governo está tocando uma agenda de abertura comercial, considerada importante para a retomada do crescimento do país. A pessoas próximas, Guedes repete que a recriação desse ministério atrapalhará o desenvolvimento econômico. O ministro acredita que o antigo Ministério da Indústria era uma “casa de lobby” e frear o andamento de pautas importantes. Aliados da base do governo criticam o fato de Guedes concentrar em seu ministério resoluções estratégicas como investimentos públicos e medidas fiscais. Considerou-se uma grande perda por isso, perder Trabalho e Previdência diante da perspectiva não para Guedes, sobretudo de melhorar as relações com o Congresso Nacional. O ministro chegou a aconselhar Bolsonaro anteriormente a colocar um político na Casa Civil para auxiliar a deslanchar no Congresso os projetos econômicos. Até propôs os nomes de Rogério Marinho, ministro do Desenvolvimento Regional, e de Gilberto Kassab, presidente do PSD. Bolsonaro respondeu que seria mais estratégico colocar um general na posição. Mas mudou de ideia e acabou convidando Ciro Nogueira para assumir a pasta.

— Estamos trabalhando, inclusive, uma pequena mudança ministerial, que deve acontecer na segunda-feira, para ser mais preciso, para a gente continuar aqui gerenciar o Brasil — disse Bolsonaro em entrevista à Joven Pan Itapetininga.O presidente Jair Bolsonaro alegou nesta quarta-feira que está planejando uma «pequena mudança ministerial», que seria realizada na próxima segunda-feira. Bolsonaro não declarou quais ministros devem ser trocados.

Na segunda-feira 05 de julho um post em que o Ministério da Economia divulgava o resultado de uma campanha de arrecadação de agasalhos entre os servidores da pasta viralizou nas redes nesta segunda-feira. Em uma fotografia divulgada nas redes, o ministro Paulo Guedes e a primeira-dama Michelle Bolsonaro agradeciam a doação de 148 agasalhos para a campanha «Pátria Voluntária». Os internautas questionaram a necessidade de divulgação por causa do número baixo de roupas arrecadadas.

Paulo Roberto Nunes Guedes GCRB • Gomm é um economista de Brasil, atual ministro da Economia do Brasil.

Fonte: Extraoglobo-pt

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Guedes perde poder na reforma ministerial, mas tenta conservar influência sobre nova pasta do Trabalho
>>>>>Bolsonaro afirma que fará ‘pequena mudança ministerial’ – (Extraoglobo-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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